FAZER CULTURA E A CAIXA-PRETA DO MinC - Jornal O Estado

A jornalista Luísa Bustamante assina matéria sob o título “A Caixa-Preta da Cultura”, na edição de “Veja”, de 30 de agosto passado. Ela refere que a Lei Rouanet, já com 26 anos de editada, foi responsável pela liberação de recursos para 50.000 projetos culturais, artísticos e correlatos.

Durante 90 dias a Veja procurou, através do Portal da Transparência, abrir a caixa-preta dos beneficiários de incentivos/recursos em 2.400 projetos que possuem não conformidades e pendências não resolvidas.

Bustamante refere: nos 26 anos, foram liberados cerca de 16 bilhões de reais. Uma média 615 milhões de reais por ano. Verificou também: 18.000 prestações de conta não tiveram nenhum tipo de exame por parte do Ministério da Cultura.

A Cultura é o patinho feio dos ministérios e a ela quase nada é reservado. Há muitas controvérsias sobre o período de 2003 a 2015, era Lula – Dilma. Há críticas sobre o aparelhamento do MinC para petistas e artistas de “esquerda”. Aparelhar é, em outras palavras, reservar um determinado órgão para uso quase exclusivo do partido, da coligação ou da ideologia vigente no curso desses 13 anos.

Deixemos a discussão acima para os órgãos fiscalizadores do MinC. Na gestão Temer já teve quatro ministros. Até agora. A saber: Marcelo Calero (saiu por ter sido abordado por Geddel Vieira Lima, então colega de ministério, para liberar projeto de edifício acima da altura permitida pelo IPHAN –Instituto de Patrimônio Histórico Nacional).

O segundo foi o Presidente do PPS, Roberto Freire. Ao sair, disse: “A decisão de sair é política de partido. Todos achavam que deveria sair. Não volto atrás”. O terceiro ministro, interino, João Batista de Andrade, não teve tempo de fazer nada. O quarto é Sérgio Sá Leitão. Já trabalhou no MinC, nas gestões Lula/Dilma como chefe de gabinete do ministro Gilberto Gil, diretor da Ancine e Secretário de Cultura do Rio de Janeiro.

O caos não desapareceu nos escalões superiores, intermediários e inferiores do MinC. Leitão tem medo de ser frito. O MinC não está diferente do Brasil. Cheio de problemas, sofre assédio (palavra da moda) de bons, razoáveis e medíocres artistas, atores, intelectuais, cineastas acostumados a verbas amigas em shows/livros/filmes pelo Brasil afora.

Agora, a contenção imposta pela penúria dos cofres públicos, saqueados de forma vil por maus brasileiros, deveria incluir a proibição da Caixa, BNB, BNDES, Banco do Brasil e similares de patrocinarem tudo, a torto e a direito. Deveriam parar, por tempo determinado, com propagandas nas diversas mídias: dos blogs aos grandes órgãos de comunicação.

Alguém precisa dizer a todos: os cofres estão vazios e as chaves foram perdidas em meio a tormentas financeiras no Brasil, desde o começo do século XXI. Chega de bravatas e de compadrio.

PERSONALIDADES

Michael Jackson

O maior ícone da música pop mundial, se vivo estivesse teria completado no último dia 29, 59 anos. Michael Joseph Jackson, nasceu em Gary, no Estado da Indiana nos EUA. Era o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta. De acordo com as regras rígidas do pai, elas eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, escapavam frequentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava trabalhando.

Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown. Assim surgiu os The Jackson 5. Na Motown, Michael e seus irmãos gravaram vários álbuns, o que lhes rendeu fama mundial. Com apenas treze anos, Michael, através dos Jackson 5, havia colocado quatro canções no topo das paradas. Ele iniciou sua carreira solo quando ainda estava na Motown, momento em que lançou 04 álbuns, todos fizeram sucesso mundialmente. Michael Jackson foi o o maior artista de todos os tempos, segundo o Guinness Book por ter vendido incríveis 1,5 bilhões de gravações em toda a sua carreira e se manter nos charts musicais desde 1969. Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo “O maior artista de todos os tempos” e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos – 36 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo – e vendas que superam as 350 milhões de unidades mundialmente, Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular. Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 750 milhões de álbuns vendidos à nível mundial, ultrapassando artistas consagrados como The Beatles e Elvis Presley deixando um marco histórico no mundo da música popular. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular mundial. Nos últimos anos, foi citado como “a pessoa mais famosa e conhecida do mundo.

João Soares Neto,

escritor

 

CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 9/1/2017.

JOÃO SOARES NETO

CRONISTA