Boa noite a todos.
Caro presidente José Augusto Bezerra.
Caro………………………….., em nome de quem saúdo todas as autoridades integrantes da mesa.
Querida ……, em nome de quem saúdo todos os integrantes da minha família: Iracema, minha mulher, irmãos, filhas, genros, netos, sobrinhos e demais parentes.
Senhores membros da Academia Cearense de Letras
Colegas da Academia Fortalezense de Letras, do Forum de Líderes, da Sociedade Consular, e demais entidades das quais faço parte.
Caros companheiros de trabalho
Colegas de escolas e das faculdades de direito e administração,
Amigos e amigas,
Autoridades presentes,
Senhoras e senhores,
Reverencio, por justiça, todos os membros perecidos desta Academia nas figuras de Natércia Campos, amiga querida; de José Maria Barros Pinho, colega de faculdade, de lutas universitárias e de letras; e de Antônio Martins Filho, um dos maiores cearenses de todos os tempos.
Nesta noite, na imensidão da abóbada celeste ainda não de todo desvendada, paira o planeta Terra, no hemisfério sul, no Brasil, no Ceará, em Fortaleza, com a lua em quarto crescente, quase um plenilúnio. Somos apenas um nano ponto no Universo.
Estamos no centro histórico, na Rua do Rosário, defronte à Igreja dos Homens negros, asilo de segregados pela escravatura envergonhadora.
Santuário esse ressaltado e descrito em tintas pelas pinturas e pelas músicas em ritmo afro de Descartes Gadelha.
Recorro, pedindo licença à Beatriz Alcântara, a algo desusado de Fernando Pessoa: “Viu-se a terra inteira de repente/surgiu redonda do azul profundo”.
Somos transitórios na vida. Do albor do nascimento ao ocaso da finitude, passamos todos, sem distinção de saber ou ter.
Reconhecer isso é ato de maturidade. A imortalidade, se acontecer, dar-se-á, pós-morte, por conta da futura análise de nossas vidas concretas e das letras escritas.
Dizia o filósofo americano Waldo Emerson: “Everything in the universe proceeds by indirection. There are no straight lines”. “No Universo tudo procede por vias indiretas. Não existem linhas retas”.
Seguindo o desaviso do existir: Agora é hora de agradecer, reconhecido, aos 22 acadêmicos que me honraram com os seus votos. Aos eleitores dos outros candidatos, agradeço também, pois a academia deve primar pela diversidade de pensamento. Não o hegemônico, mas plural e sem preconceitos. A Cearense está ao meu olhar, acima de elucubrações e questiúnculas. Se assim o fosse, não se sustentaria longeva e altaneira nos seus 119 anos.
Confesso não ser orador. Mas só leio o que escrevo. Sem essa de ghost writer. Bastam os meus desacertos.
Aos 16 anos, um menino foi levado por Dorian Sampaio, amigo e colega de vereança do meu pai, Francisco Bezerra de Oliveira, ambos no além-mundo, para falar aos membros do Centro Cultural Humberto de Campos, uma provável dissidência do Grupo Clã.
Não me lembro das minhas palavras, mas ouvi, nervoso, palmas e comentários do Dorian e dos seus confrades. Eles diziam: “Esse menino promete”.
Em seguida, fundei e presidi o Girafa, Grupo de Instrução e Recreação Atlética de Fátima, onde se praticava esportes e debatíamos temas sérios em juris simulados. Lembro de ter sido defensor de Judas Iscariotes. Ele foi absolvido. Judas, argumentava eu, seria um instrumento para cumprir um desígnio maior.
O Juiz de direito José Carneiro e a historiadora Valdelice Girão lembram-se desse tempo de folganças.
Esse jovem já escrevia diários, lia de forma continuada, ia a cinemas quase todos os dias e possuía ficha de empréstimo de livros na Biblioteca Pública, então na Rua Solon Pinheiro, vizinha ao Ibeu, Instituto Brasil Estados Unidos, onde procurava aprender a língua inglesa.
Anos vão passando. Um dia, um professor desse mesmo Ibeu, o acadêmico de medicina Pedro Henrique Saraiva Leão, meu primo, em segundo grau, fez-me uma proposta.
Explico, antes, o parentesco: o pai dele, o Dr. Pio Saraiva Leão, era irmão de Luiza Saraiva Caminha, minha avó e aluna premiada do Colégio Imaculada Conceição. Voltando ao fio. Ele, o Pedro, convidava-me para substituí-lo na escrita diária da coluna “Informes Acadêmicos”, no jornal Correio do Ceará, pois viajaria à Alemanha para aperfeiçoar-se na língua de Goethe. Aceitei e contraí gosto pelo ofício.
Por conta dele, minha cara professora Beatriz Alcântara, pude divulgar e participar de curso de arte e literatura promovido pela Academia Cearense de Letras, coordenado pelo professor Artur Eduardo Benevides. Era 1963.
Lembro, cara acadêmica Marly Vasconcelos, que devo falar de Thomaz Pompeu, o patrono da cadeira 35. Ele também começou a escrever, aos 20 anos, no jornal O Cearense, do qual depois foi dirigente.
A cultura e a sociedade cearenses estão, para honra minha, juntas para esta posse, na cadeira 35, patroneada por Thomaz Pompeu.
Recorro à acadêmica Ângela Gutierrez para falar de seu bisavô, fundador e primeiro presidente desta casa. Ângela exortou, em discurso aqui proferido, quando da comemoração dos 105 anos da entidade, as múltiplas faces dele.
Uma delas é citada:
“Por que relembrar o empreendedor, o pioneiro, que fundou a primeira fábrica de fiação e tecidos do Norte-Nordeste, atentando para o aproveitamento de nossa vocação algodoeira, que foi sócio majoritário e gerente da primeira Companhia de bondes do Outeiro, que foi fundador e presidente do Banco do Ceará, do Centro Industrial e da Associação Comercial, colaborando para o progresso da terra, na crença de que progresso e ciência deveriam andar de mãos dadas”. Fica claro e insofismável, caro colega Ednilo Soárez:
O fundador, Thomaz Pompeu, primeiro presidente indicado para dar o nome a esta casa, era um empreendedor.
Modus in rebus, continuo:
Ele era formado em Direito. Também cursei Direito.
Ela era administrador público. Também já o fui.
Ele era pesquisador de história. Procurei sê-lo ao dirigir profissionais de nível em diversas áreas do conhecimento e coordenar mais de 20 Planos Diretores de Desenvolvimento Econômico no Nordeste.
Se consegui, é outra história.
Thomaz Pompeu foi douto e exponencial em tudo isso.
Por tal razão, meu caro acadêmico Virgílio Maia, ele está no panteão desta casa.
Após dois anos, o Diretor Geral e empresário jornalístico Eduardo Campos, condômino dos Diários Associados e industrial, sem prejuízo de sua atividade acadêmica nesta casa e no Instituto do Ceará, convida-me para escrever outra coluna, sobre “Administração e Negócios”. Foram anos naquele jornal, meu caro Eduardo Augusto. O salário recebido a cada mês era importante, pois havias outras tarefas a impender. Fazia, ao mesmo tempo, duas faculdades e trabalhava.
Tive a coragem, cedo despertada, para a inquietude, a aprender não o usual, mas o inédito, a não copiar ideias, mas criá-las. Aprendi isso em família. Dona Margarida, minha mãe, aos 93 anos, é de uma inteligência e presença de espírito notáveis.
Véspera do último Natal, perguntei-lhe: “Qual será o meu presente?” Ela respondeu de bate-pronto: “Podem ser as minhas mazelas?” Se sou incisivo é genético.
Em novembro de 2012, o professor Pedro Henrique rides again e me provoca: “Chegou a sua hora. Candidate-se. Estarei ao seu lado”.
Nesta campanha usei apenas o telefone, os Correios/motoboy e a Internet, sem visitar ou importunar a privacidade domiciliar ou profissional dos acadêmicos, sem denegrir, cumprimentando os três dignos contendores, mas acreditando no meu percurso e no apoio denodado de uma plêiade de acadêmicos cidadãos, a partir de Virgílio Maia.
No dia 29 de janeiro último fui eleito com 22 votos, maioria consagradora e, a partir de hoje, 21 de fevereiro de 2013, conforme contagem rigorosa do acadêmico Murilo Martins, serei o centésimo octogésimo sexto (186º.) Integrante desta Casa de Letras. A mais representativa da cultura do Ceará, Estado hoje com oito e meio milhões de habitantes.
Cara Acadêmica Regine Limaverde, chegada dos EEUU, véspera da eleição, saiba ter sido o acadêmico Pedro Henrique Saraiva Leão, o condutor maior desse pleito árduo. Sua posição foi aberta, decidida e catalisou forças.
A ele já disse: muito obrigado. O que repetirei, agora, por justiça e prazer: Obrigado, Dr. Pedro.
Por último, gostaria de tornar público o agradecimento já feito à minha mulher, Iracema Vale. Ela me manteve calmo ao dizer, todos os dia: vai dar certo. Assim o fiz. Assim o foi. A ela, mais uma vez, o meu obrigado.
O SAUDADOR
Insigne acadêmico Napoleão Nunes Maia,
Agradeço seu modo gentil e franco em oferecer-se, desde antes da eleição, com o posterior agreement da presidência.
Sou grato por suas doutas palavras. Elas, por sua fé de ofício e trajetória ascendente como professor, magistrado de tribunal superior e intelectual, deram visibilidade e fulgor a cada passo do meu percurso cultural. Obrigado, acadêmico Napoleão Maia.
Caro acadêmico, filósofo, sacerdote e professor Manfredo Ramos, tudo na minha vida foi construído com a energia, a fé e a coragem recebida dos meus pais, dois vencedores. Educaram nove filhos todos com educação superior.
Sou arrojado por ser visionário, e isso eu descobri estudando e pesquisando aqui e por continentes afora em viagens de trabalho, treinamento, cursos, seminários, congressos, palestras e debates com professores, em livros e periódicos.
Faço tudo do meu jeito meio sem jeito. Não uso a vida como artimanha. Penso ser a discrição no agir. Recolhi de Miguel de Cervantes, no clássico Dom Quixote, o ensinamento: “No puede haber gracia donde no hay discrición”. “Não pode haver alegria onde não há discrição”.
Se desejei empreender, ler, escrever e estudar, não foi trabalho, mas prazer. Foi sonho empenhado e cumprido.
SENHORAS E SENHORES,
Acreditava e ainda creio: a cada dia a minha vida se encerra e recomeça na alvorada seguinte. Por tal razão, concordo com Frederick de Chateaubriand quando dizia: “Tous mes jours son des adieux”. “Todos os meus dias são adeuses.”
O destino, Deus ou algo insondável, dão voltas. A este então Palácio do Governo acorri muitas vezes na juventude.
O meu professor Parsifal Barroso era o governador e só possuía um carro de representação, o G-1, com outras missões a rodar. Por conta disso dei-lhe carona, várias vezes, em meu Anglia. O douto professor Parsifal o chamava de “Gaforinga”. O amigo Rui Filgueiras Lima, aqui presente, era guapo oficial de gabinete do governador.
SENHORAS E SENHORES,
Ilustre Procuradora Cláudia Martins,
Este Palácio da Luz era um próprio do Estado e foi preciso, graças à audácia e perseverança da petição bem instruída do acadêmico e presidente da ACL, o notário Cláudio Martins, para surgir um empreendedor, Tasso Ribeiro Jereissati, no exercício do Governo do Ceará, com descortino para doá-lo, em 1989, à Academia Cearense de Letras, então asfixiada em salas do Edifício Palácio Progresso.
Que os nossos governantes e legisladores destinem parte dos recursos de orçamentos e verbas de emendas para o restauro indispensável ao funcionamento desta Academia Cearense de Letras, monumento histórico tombado de ampla visitação.
Os antecessores na Cadeira
Por justiça, engrandeço-me haver sido precedido, em linha sucessória, por acadêmicos do quilate de Cândida Galeno, do poeta Cruz Filho, do médico e intelectual Argos Vasconcelos e, historiador, intelectual e sacerdote, Alberto Nepomuceno de Oliveira, depois professsor Alberto Oliveira.
Alberto Oliveira nasceu em Pacatuba, terra natal do acadêmico Eduardo Campos e do Presidente de Honra desta ACL, o príncipe dos poetas cearenses, Artur Eduardo Benevides, na lucidez de seus 90 anos.
Alberto Oliveira estudou no Seminário da Prainha. Ali se ordenou padre, em 1949. Depois, formou-se em direito, licenciou-se em filosofia; em sociologia, na Itália; em pedagogia, na França; e foi a Israel para fazer atualização pedagógica.
Era, igualmente, mestre da UECE e da Universidade Federal do Ceará. Escreveu, entre outros, os seguintes livros:
– Droga, um perigo nacional
– Juventude, Crise e Educação
– Projeto de educação Anti-Tóxico
– Educação Libertadora de Paulo Freire
– Ressonâncias
Fácil é ressaltar haver na escritura do professor Alberto Oliveira uma preocupação objetiva com os jovens brasileiros, hoje a morrer às centenas em baladas de fogo e milhões submergidos nas drogas, um endêmico problema nacional a precisar mais de soluções e menos de promessas.
Além de toda a sua titulação meritória e produção cultural, o professor Alberto Oliveira teve a coragem, a sensatez e a hombridade de deixar a vida clerical para, como é próprio da natureza humana, amar e casar-se com xxxxxxxxxxxxx, aqui presente, e constituir uma família cristã, tendo a sua fé permanecido intacta.
Veja como as coincidências perseguem esta narrativa. Em um sábado, 11 de setembro de 1963, exatamente, na mesma página, ao lado de minha coluna “Informes Acadêmicos”, no Correio do Ceará havia um artigo do então padre Alberto Oliveira, sob o título: “A eternidade no Presente”. Dele, em certo trecho, lê-se: “a vida é a preparação para a morte”. Hoje, quase 50 anos depois, estamos relembrando e celebrando a sua vida.
De fato, ele já estava preparando a sua eternidade, ou imortalidade, no sentido acadêmico.
SENHORAS E SENHORAS, ESTOU QUASE A CONCLUIR.
Desculpem, senhoras e senhores, o tempo que lhes tomo. Não quis fazer uma homília. A todos, mesmo assim, peço ainda paciência para uma reflexão final sobre a pesquisa de janeiro deste 2013 do Instituto Ibope Media sobre leitura.
Entre nove capitais brasileiras, Fortaleza ficou em último lugar em índice de leitura. Dos entrevistados, somente 23% dos fortalezenses havia lido um livro nos últimos 30 dias. No país, como um todo, 73% das escolas públicas não possuem bibliotecas.
Com amargura, o nosso romancista maior e fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis, falando sobre o Brasil do seu tempo, dizia:
“Não é desprezo pelo que é nosso, não é desdém pelo meu País. ‘O país real’, esse é bom, revela os melhores instintos. Mas o ‘país oficial’, esse é caricato e burlesco”.
Agora, falo eu : Esta nação precisa deixar de ser o país do jeitinho, do compadrio, de eleições a cada dois anos, do nepotismo disfarçado e tomar consciência: só pela educação e pela cultura seremos livres e soberanos para cuidar do presente e sonhar num futuro com alvíssaras.
É tempo, quem sabe, de se diminuir o culto a celebridades ocas, rever as programações das redes de emissoras nacionais, peritas em deformar a realidade, a repensar os gastos da Petrobras com caravanas de todas as naturezas e a patrocinar a Formula Um. É tempo, Dra. Graça Foster, quem sabe, de usar esses recursos para a refinaria cearense, tão prometida e nunca cumprida.
Devemos combater o abuso do álcool a matar pessoas nas vias e estradas do país, das ervas e das químicas incapacitadoras. É tempo de ajudar os milhões de brasileiros drogados. Muitas ruas do país são cracolândias permanentes e consentidas. É hora de melhorar as escolas, adicionar aulas em tempo integral e disseminar a leitura, desde a educação básica.
Os governos federal, estadual, municipal, a academia e a sociedade devem agir juntos e de forma objetiva. É preciso alimentar o espírito dos jovens, mas não com baladas ou drogas. Isto não é moralismo burguês, é atitude, o civismo e a cultura do século XXI.
Devemos, repito, lutar pelo desenvolvimento dos jovens carentes e adictos, através da ajuda às suas famílias.
É a hora do estudo, da informação, do conhecimento e da cultura como corolários neste tempo novo a exigir qualificação para qualquer tarefa ou encargo.
Hoje, em quase todos os crimes grupais há menores inimputáveis, aliciados por marginais já apenados e até reclusos em penitenciárias.
Como dizia o poeta, ensaísta e prêmio Nobel de Literatura, o mexicano Octavio Paz: “Las masas humanas más peligrosas son aquellas en cuyas venas ha sido inyectado el veneno del miedo… el miedo del cambio”. “As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo… o medo de mudar”.
Nós todos, governos, academias e sociedade, não devemos ter medo de mudar o refletir e o atuar. Não podemos, por privilégio ou arrogância, ser insulados e acastelados no bem estar e no saber, cercados de problemas das comunidades carentes. Elas nos observam e clamam por respeito e atenção.
O Ceará do século 21 brada por cultura para ter massa crítica, lógica nos raciocínios e não aceitar o atraso como fadário.
Devemos ser mais abertos, menos personalistas, e mais receptivos. Devemos ocluir o olhar sobranceiro e discriminador.
É preciso procurar a humildade esquecida e ativar os desejos, as sedes de leitura nos jovens, de aprendizado, de conhecimento, com a aptidão de transformar o medo em capacitação a demandar resiliência e cidadania plenas.
Agradeço a presença dos familiares, amigos, colegas, autoridades, colegas acadêmicos e, especialmente, ao presidente José Augusto Bezerra, empresário e bibliófilo a capitanear esta casa de letras.
Saiba, presidente, vim aqui para somar forças, não por vanglória. Conte comigo.
Este não foi um discurso magnificente(ou aparatoso?). Foi do meu jeito de pensar e viver. Não posso ser outra pessoa. Sou o seu autor e me responsabilizo por seu alinhavado texto.
Por fim:
Parafraseando o nosso dístico: Forti nihil difficile. Para os fortes nada é difícil. Unidos, seremos fortes.
Deus nos abençoe. Muito obrigado a todos.
OBS E DÚVIDAS
1) qdo vc está nominando os acadêmicos ao longo do discurso, os mencionados são os que votaram no seu nome?
2)só precisa detalhar a vida do antecessor imediato? nada sobre os que o antecederam?
3) o que apontei no txt são meras sugestões.
4) achei bem mais desenvolto do meio para o fim, principalmente as págs finais. Só que me pareceu um pouco “político” demais para uma Academia de Letras. Sua ideia é apontar mais diretamente a leitura como uma das soluções dos problemas atuais, é isso?
No todo, está bem mais uma conversa com os presentes do que uma peça oratória pesada, convencional. Acho que vai agradar sim, pela leveza, pelas histórias que humanizam as pessoas citadas e pela brevidade, bem de acordo com os nossos dias.
Parabéns pra vc e Iracema!

