RICOS EM PESQUISA – Diário do Nordeste

A base é a pesquisa “When is enough…Enough” – Quando o suficiente…Suficiente- que pode ser vista no www.Businesstimes.Com. A partir de dados do UBS, com 2.215 entrevistados, rico, nos EUA, é quem tem patrimônio líquido acima de R$ 3 milhões e até R$ 15 milhões. Foram atrás das precisões, das intenções e dos medos dos ricos. Encontraram: a maioria ainda sente insegurança e acredita que precisa trabalhar mais. Em análogo, há quem tenha medo de perder o já amealhado. Desconfia que os seus herdeiros não sejam tão ativos quanto ele. Sobre o mesmo tema, a repórter Beatriz Cutait, do Valor Econômico, refere: “O trabalho pesado foi citado como a principal razão da geração de riqueza dos mais afortunados, que mudaram de classe social ao longo da vida”. Dois terços acreditam que trabalharam muito e não atentaram para o devido cuidado com a família. Por outro lado, indagados sobre qual o maior remorso da vida, responderam, pela ordem: problema no relacionamento familiar e não fruir mais tempo com pessoas queridas. Instigados pela dolorosa pergunta: Se tivessem apenas mais cinco anos de vida, o que fariam? 64% desejam viagens de lazer, 61% esperariam ficar bem próximo da família, 44% deixariam de trabalhar e 37% mudariam os seus comportamentos, com foco na afetividade. Do que se viu pode-se concluir que os ricos, apesar da ostentação de suas posses, não surgem mais felizes que a classe média que busca segurança, moradia e veículo próprios, e viagem anual de férias. Ricos são competidores. A velha história: “a grama do vizinho é mais verde que a minha”.

João Soares Neto
Escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 03/05/2015.

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