Nós, no caso, somos todos os que compõem a sociedade. Quer moremos em comunidades ou condomínios. Somos os que acreditamos respeitar as leis, mas não nos damos conta quando cometemos infrações no cotidiano.
As polícias nos são convenientes quando delas precisamos para encontrar o carro roubado e o descuidista que levou o celular exposto em mesa. Elas são importantes quando as luzes de seus veículos nos brindam com a quase certeza de estar alerta na noite alta, mas nos incomodam ao exigir o teste do bafômetro e vistoriar o carro. Por outro lado, as operações da Federal atingem objetivos.
Elas nos sublevam quando não recolhem sem tetos e menores a cheirar cola ou fumar “crack” nas ruas.
Para onde levá-los? Abrigos estão abarrotados. Elas são louvadas quando prendem delinquentes em operações. Elas nos chateiam ao fazer busca de armas e pedir a identidade em lugares públicos. O que seria das cidades sem as polícias?
Houve e há situações limite. Confrontos recentes não foram bons. O medo e a boataria infectaram a muitos. Greves, movimentos democráticos e afins devem expressar anseios e queixas.
Precisamos fazer um pacto com as Polícias. Elas precisam cumprir o seu dever e nós não podemos fugir da civilidade e da idoneidade em nossos atos pessoais, profissionais e públicos. Não é lícito denegrir instituições por conta de minorias aéticas. Se os policiais nos metem medo, há algo errado. É preciso repensar. Custa nada cumprimentá-los. As Polícias Civil, Militar e Federal são nossas guardiãs em tempos duros.
João Soares Neto
Escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 10/05/2015.

