Amanhã, 25, os presidentes Peña Nieto e Dilma Rousseff assinam, na sede do governo asteca, acordos que incluem, entre outros itens, a área acadêmica, cooperação agroindustrial e a diminuição de tarifas de importação. Ato importante.
José Antonio Meade, secretário de Relações Exteriores (SRE) do México, diz: “esse conjunto de acordos reflete a amplitude de nossas relações”. Na verdade, a pretensão é a de que, até 2025, os negócios bilaterais atinjam US$ 18 bilhões, por ano. Hoje, o Brasil importa mais produtos mexicanos do que exporta, a partir de veículos, autopeças, produtos químicos, máquinas e materiais elétrico-eletrônicos.
Tive a honra de presenciar, em 2002, no Itamaraty, o “acordo mútuo de preferências tarifárias” que concede descontos nas alíquotas de importação dos dois países. Hoje, há cerca de 800 produtos cobertos. Para quem não sabe, empresas mexicanas são controladoras da América Móvil, a Claro, e da Femsa, distribuidora da Coca-Cola. Outras desejam vir.
Com tato e ponderação, Rousseff e Peña tentam ajustar suas posições políticas em relação à busca pelo Brasil de cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU-Organização das Nações Unidas. Por trás das negociações há o trabalho da SRE, bem urdido, aqui no Brasil, pela embaixadora mexicana Isabel Paredes.
Para os brasileiros não há mais necessidade de visto nas idas ao México. Isso favorece o turismo, ao mesmo tempo em que fortalece a compreensão das similitudes que unem os dois países. Que floresçam as relações.
João Soares Neto
Cônsul Honorário do México
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 24/05/2015

