TORRES NA ABL – Diário do Nordeste

Estive no Rio, na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras-ABL. Era a posse do renomado escritor brasileiro, nascido na Bahia, Antônio Torres, na noite da última quarta-feira. Cerimônia de gala.
Para alguns, pode parecer anacronismo o trajo, o fardão e o ritual solene da iniciação de novo componente daquele sodalício que reúne 40 dos mais expressivos cultores da cultura, da literatura e da inteligência brasileira. Ali se amanhã a linguagem culta, carente no Brasil.
Antônio Torres chegou lá com o embornal pleno de obras, a lucidez do jornalista que se exercitou na publicidade e, em especial, pela escritura judiciosa de cronista diário e ficcionista em apogeu.
O jeito simples de viver, quase franciscano, acolitado pela maturidade existencial, é a certeza de que honrará e resplenderá na ABL
Ele ocupará a cadeira de Machado de Assis com renome e glória por seu cabedal literário, que se iniciou com “Um cão uivando para a lua”, passou por “Essa Terra”, “O Cachorro e o Lobo” e não terminará tão cedo. Torres obteve o reconhecimento do governo da França ao lhe conceder o título de “Chevalier des Arts et de Letres”; “Hors concours”.
Aqui, da União Brasileira de Escritores; e os prêmios nacionais “Jabuti”, da Câmara Brasileira do Livro; e o “Machado de Assis”, da própria Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra, já em 2000.
Antônio Torres já visitou o “Clube do Bode”, é amigo de escritores cearenses e, para mim, foi uma honra representar a Academia Cearense de Letras naquela solenidade fulgente.

João Soares Neto
Escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 13/04/2014

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