No mundo, cada país a seu modo, há leis reguladoras das relações entre fabricantes e compradores de veículos. A propaganda das fábricas, distribuidoras e revendedoras alardeia as qualidades, os diferenciais e os prêmios conquistados. As garantias aumentaram de um para dois, três e cinco anos.
Há uma marca que promete seis anos, se o Brasil vencer a Copa. Por outro lado, as associações de defesas de consumidores, fortes em alguns países, têm provado que os carros, independente da sua qualificação como popular, médio, luxo ou superluxo apresentam, sim, defeitos, e resolveram denunciar os fatos. Há perdas de vidas por defeitos de fábrica. Questões avultam.
Na realidade, faz muito tempo que não mais existe o fabricante integral, como fazia a Ford, no começo do século 20, quando Henry Ford criou a linha de montagem. Trocaram o nome para montadoras, pois recebem componentes (peças e acessórios) de empresas satélites, que podem ou não estar no país onde o carro é produzido. O fato é que quase nenhuma marca ou modelo de veículo tem saído ilesos nos múltiplos e frequentes recalls.
Os recalls são, por lei, individualizados e chamados os compradores originais do veículo. Além da notificação, as montadoras são obrigadas a publicar nas mídias: modelos, números dos chassis e o ano de fabricação da marca, pois o veículo pode ter novo dono. O serviço é gratuito.
Independente da marca/modelo do seu carrão ou carrinho, não custa ficar atento e ler os “recalls” nos sites das montadoras. Zele por seus direitos.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 25/05/2014.

