A EXPOSIÇÃO SOBRE JOZE PLECNIK, A REPÚBLICA TCHECA E O CONCURSO – Jornal O Estado

A Tchecoslováquia, como país, surgiu em 1918, com o fim do Império Austro-Húngaro. Tão logo nasceu o país, Jo%u017Ee Ple%u010Dnik foi chamado para ser o arquiteto-chefe do Castelo de Praga, em 1920. Ali trabalhou até 1934, mesmo que passasse, desde 1921, a viver em Liubliana, sua cidade natal, onde veio ao mundo em 1872. Liubliana era e é da parte Eslovênia. Seu pai era um carpinteiro durão que queria que seus três filhos tivessem “profissões práticas”. Por conta disso, Ple%u010Dnik formou-se em marcenaria – aos 16 anos – na Escola Profissional de Graz, em 1888. Com a morte do pai, Plecnik vai para Viena aos 20 anos onde estuda arquitetura com Otto Wagner, um dos luminares da arte na época. Wagner acreditava e professava que os motivos decorativos históricos não deveriam permanecer e propunha a criação de ornamentos mais leves e orgânicos. Findo o curso, Ple%u010Dnik, em 1911, viaja à Praga para lecionar no Colégio de Artes e Ofícios. Em 1920, repito, é convidado para ser o arquiteto-chefe das obras do Castelo de Praga. Seu trabalho dura 14 anos. Em 1948, a Tchecoslováquia passou a integrar, forçadamente, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas-URSS, através do Golpe de Praga. Finda a 2ª Guerra, a Tchecoslováquia continua com as duas etnias, os Tchecos e os Eslovacos. Finalmente, em 1993, com o desmantelamento da URSS, se reparte em duas, surgindo, através do acordo chamado “Divórcio de Veludo”, por ser amistoso, as República Tcheca e a Eslovênia. Jo%u017Ee Ple%u010Dnik, morto em 1957, volta a ser cultuado após os anos 80 e suas refinadas obras de arquitetura, escultura e marcenaria estão agora expostas, graças à Embaixada da República Tcheca, o Consulado Honorário local e a Sociedade Consular do Ceará em múltiplas e belas fotografias, na Galeria BenficArte (Av. Carapininima, 2.200, Mezanino) As fotos poderão ser apreciadas, com calma e atenção, gratuitamente, por toda a próxima semana. A Exposição do “Arquiteto de Praga” dever ser visitada, quase como parte da grade curricular por estudantes de arquitetura, bem como arquitetos, artistas plásticos, especialmente escultores, amantes da arte e pelo público em geral, como expressão eloquente do arquiteto, artesão e escultor Jo%u017Ee Ple%u010Dnik, na terra de Franz Kafka. A cidade de Praga fica no centro da Europa, rasgada pelo rio Vltava que obrigou a construção de belas pontes. Lá no alto de uma colina, no lugar chamado Hradcany, está o Castelo de Praga que, longe de lembrar os nobres seus ocupantes, nos remete à obra de um de seus arquitetos, mostrando que a arte transcende a política e a nobreza. Nela, os gênios nunca morrem. A propósito, no próximo mês de setembro, o Consulado da República Tcheca no Ceará, na pessoa do Cônsul Honorário Raimundo Viana, lançará com o apoio da Sociedade Consular do Ceará e da equipe cultural do Shopping Benfica, concurso exclusivo para estudantes, regularmente matriculados, em universidades públicas e privadas, que deverão escrever sobre o tema: “A República Tcheca e Praga são uma bênção”. O(a) vencedor(a) terá direito a viagem aérea de ida-e-volta à Praga, com permanência paga por dez dias. Que tal?
João Soares Neto,
Escritor

CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 12/08/2011.

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