FORMANDO GESTORES – Jornal O Estado

Faço parte, não por mérito, da direção Escola de Formação de Governantes do Ceará. Essa Escola, fruto de uma visão de longo prazo, procura, como o próprio nome o diz, treinar pessoas e qualificá-las para a prestação de serviços na área pública como gestores. Elas não precisam ter, necessariamente, curso superior concluído, mas é importante que estejam vinculadas a uma entidade pública, nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário, ou a atividades do Terceiro Setor, como ONGs, Institutos etc. Neste ano de 2009, estamos começando o XIII Curso que envolve aulas e práticas. A intenção é que pessoas, em início de carreira, ou as que queiram se reciclar, possam, com frequência de apenas dois dias por semana, no horário noturno, ter um ganho de qualidade em suas vidas profissionais. A abrangência do currículo permite que cada integrante possa ter um espectro crítico básico sobre democracia, direito, cultura, política, governabilidade, ética, desenvolvimento humano, teoria da complexidade e educação para a cidadania. Como entidade sem fins lucrativos que luta por um ideal maior de seriedade na gestão pública, a Escola de Formação de Governantes vive de parcos recursos que consegue, com excessivos esforços, de órgãos e empresas. Não há ainda um reconhecimento público a esse trabalho sério que tem como presidente, o notório advogado e professor Roberto Martins Rodrigues e, como executivo principal, o professor Antonio Alberto Teixeira, um abnegado que sente a dificuldade efetiva de cuidar dessa ideia. O imaterial, essência da formação, é o cerne desse curso que não discrimina partidos políticos, sexo ou idade, basta que seja feita uma inscrição que passa por um processo de seleção não ideológico. A turma deste ano tem cerca de 60, já está em andamento, a maioria com graduação universitária e alguns com especialização e mestrado. Os que desejarem conhecer o trabalho da EFG e com ela colaborar podem visitar o site www.efg.org.br. Todos serão bem-vindos, desde que tenham como pressuposto não aceitar que “político é tudo igual”. É possível, sim, fazer diferença. Lutamos por isso, lute também.

João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 27/03/2009.

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