Imagino que você tem mais de 16 anos. Se é esse o caso, tem um compromisso no dia 5 de outubro. Escolherá – entre muitos candidatos – dois nomes: um para prefeito, outro para vereador. Imagino ainda que não seja filiado a nenhum partido e que não acredite em político. Vota porque é obrigado, mas não está nem aí. Se é esse o seu perfil, reflita. Sabe o que é um prefeito? O que faz um vereador? Se não, procure saber. Mas não será nos programas políticos, no rádio e TV, que terão início em 19 de agosto, o local ideal para aprender. Tente formar um grupo. Seja de família, trabalho, amigos, igreja ou clube. Consiga material para ler. Procure em bibliotecas, fóruns, Tribunal Regional Eleitoral, escolas, universidades, igrejas e sindicatos. Descubra, primeiramente, que o (a) prefeito (a) é uma pessoa como você, pois escolhida com o seu voto e, sem ele, não seria eleita. O (a) prefeito (a) é um servidor público com tarefas e metas a cumprir em quatro anos. Você é que o (a) fará importante, se o desejar. E essa importância é estabelecida por leis que definem suas ações como gestor da cidade onde você vive, anda, como estão as ruas, praças, parques e jardins e o atendimento médico nos postos de saúde e hospitais. O prefeito tem outras responsabilidades. Por exemplo, é de sua competência propor e gerir orçamentos, definir prioridade de obras, realizar licitações e concursos e representar a cidade com honestidade, equilíbrio, capacidade e descortino. Enfim, é como se fosse o gerente de uma empresa pública cujos donos somos nós, eleitores. Mas, ele (a) também é político (a), precisa conviver com a Câmara de Vereadores e ter maioria para aprovar projetos. Aí é aonde atua o vereador, uma espécie de deputado municipal, que tem por objetivo principal formular leis e fiscalizar as ações da cidade. Infelizmente há vereadores que passam os 04 anos dando títulos e propondo votos de louvor ou pesar a pessoas e nada fazem de concreto. Comece a pensar um pouco em sua cidade, saber quem são os candidatos, suas histórias pessoais e políticas, onde vivem, o que prometem e se cumprem. Não adianta reclamar depois. A hora é agora.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 13/07/2008.

