A AIDS NÃO MORREU – Diário do Nordeste

Festas e férias. É bom lembrar que, segundo os médicos Caio Rosenthal e Mário Scheffer, 30 pessoas morrem de AIDS e 100 novos casos são registrados no Brasil, a cada dia. O país já foi considerado exemplo para o mundo na prevenção e tratamento do HIV, mas houve relaxamento de todos, pacientes, médicos e dos governos. A transferência do tratamento dos infectados para as unidades básicas de saúde foi errada, afiançam os dois citados médicos.
Este artigo revalida e anseia alertar os que continuam a fazer sexo de forma indiscriminada sem preservativos. A “camisinha” não é careta. É defesa para os promíscuos e para quem se aventura fora da parceria fixa. Segundo Rosenthal e Scheffer, o problema é grave: “No ritmo da incompetência, ministro e secretários da Saúde deveriam ser processados a cada novo caso de criança que nasce com HIV, um flagelo perfeitamente eliminável”.
Hoje há distribuição gratuita de preservativos e propagandas pagas pelos governos mostram o perigo e os cuidados. Fica o alerta a todos os que possam ajudar nessa cruzada. Em 1º de dezembro passado, aconteceu o Dia de Combate à AIDS, sem a cobertura espontânea da imprensa, ocupada com controvérsias entre os poderes federais e o protagonismo das operações “Lava-Jato” e “Zelotes”.
Hipócrates, médico grego, nascido 460 A.C, já dizia: “Para males extremos, extremos remédios, levados ao máximo rigor, são os mais válidos”. A cura pode estar próxima, há vacinas em teste. Todos ainda precisam tomar cuidados. E, se infectados, correr para o médico e tomar os retrovirais. Cuidar-se é viver.

João Soares Neto,
escritor.
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 13/12/2015

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