Quarta, 14, foi realizada a abertura do XI Fórum Internacional de Administração, evento que reúne administradores de vários países. A importância era tal que havia mais de 3.000 participantes. Nessa ocasião, tive a alegria de ser homenageado com o título de Administrador-Referência. É claro que fiquei contente e repasso o que por lá. Falei a todos os administradores, especialmente aos jovens que compareceram a esse XI Fórum Internacional, o primeiro realizado no Ceará. A eles, afirmei que o sucesso profissional está ligado ao seu projeto pessoal de vida. Não basta títulos de bacharelado, mba, mestrado ou doutorado. É preciso ter, acima de tudo, atestado de cidadania, coragem de ser diferente, sem ser petulante. Possuir humildade para aprender, sempre. É praticar a leitura continuada que se transforma em informação e esta em conhecimento. E daí em atos e fatos concretos. É preciso ter ambição sem ter inveja.
Exercer liderança sem privilegiar o comando. Saber que a velocidade do planeta Terra corre contra o a nossa percepção do tempo e o seu uso. Assim, é preciso estabelecer degraus de competência, padrões de referência e capacidade estratégica para a convergência adequada ao nosso propósito pessoal e o da sociedade. Entendo que ser referência implica em acreditar- e ser acreditado – naquilo que se faz; sugere a busca incessante do saber para, a cada dia, analisar dados e tomar decisões. Admitir erros e não confiar mais nos que, gentis, enturmados e bem vestidos, apenas aparentam honestidade. Saber liderar pessoas com estratégias certas. Usar a imaginação e consolidá-la em inovação.
Ter responsabilidade social e honestidade de propósitos. Aos colegas administradores presentes à solenidade, especialmente aos jovens, disse que o futuro se faz com o somatório de todos os esforços que os nossos pais fizeram para nos dar rumo e prumo, do nosso compromisso com a carreira que abraçamos e a certeza de que o êxito não é produto do acaso, mas da perseverança, da competência e da dignidade pessoal.
Disse aos colegas administradores, e dirigentes do CRA-Cerá, do Sindaece, do Conselho Federal de Administração e do Fórum Internacional, que considerava aquele instante, quem sabe, o coroamento de uma atividade profissional voltada para a gestão de pessoas e à transformação de oportunidades em empreendimentos com credibilidade pública e responsabilidade social.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 16/10/2009.

