Em 2008 fui convidado pelo Professor José Osvaldo Carioca a acompanhá-lo à China, para um Congresso de Biotecnologia que coincidia com o fim das Olímpiadas. Relutei. Já havia ido à Ásia. A curiosidade venceu. Voamos 32 horas até Dalian, cidade de seis milhões no interior sino. Seria lá o Simpósio Internacional de Biotecnologia em belo centro de convenções. Ao meio do conclave, o professor Carioca, no seu jeito particular, disse: Vou levar este simpósio para o Brasil – e tornou clara a sua intenção para o “Board”.
Agora, de hoje ao dia 19, Fortaleza recebe o 16º Simpósio Internacional de Biotecnologia, promovido pela IUPAC- International Union of Pure and Applied Technology. Esse evento teve o seu início em Kioto, Japão, 1972. Depois, a cada quatro anos em continentes distintos. A partir de 2008 passou a ser bienal pela importância da temática e interesses da Academia e da Indústria, que se beneficiam pela troca de conhecimentos.
Ao simpósio em Dalian na China, já referido, compareceram dois laureados com o Prêmio Nobel. A escolha de Fortaleza se deu em face do reconhecimento aos saberes do Professor Osvaldo Carioca, único brasileiro a compor a Federação Europeia de Biotecnologia. O objetivo do encontro será promover a inovação e negócios com biodiversidade, proporcionando maior competitividade em relação à posição atual do Brasil, centrada na exportação de commodities. O fulcro será “Biotecnologia para o desenvolvimento da economia verde”. O Professor Carioca será o “Chairman” do 16th IBS, a completar seu périplo ao redor do mundo.
João Soares Neto,
escritor.
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 14/09/2014

