Amanhã, às nove da manhã, a Unifor, gerida pelo chanceler Airton Queiroz, mostrará a seus componentes – mestres e alunos – e à sociedade cearense, a aguardada palestra do ex-presidente americano Bill Clinton. Alguns não devem saber que a escalada do então advogado e político Clinton aos umbrais da Casa Branca é produto de cultura sedimentada de excelente nível em direito na Universidade de Yale, onde conheceu Hillary, sua mulher e atual secretária de Estado americano. Após dois mandatos e excelente avaliação popular, Clinton não conseguiu eleger seu sucessor em 2000, o candidato democrata, o seu vice-presidente Al Gore. Bill, ainda não Clinton, perdeu o pai William Blythe Jr. – em acidente de carro – aos três anos. Depois, sua mãe Virginia, muito pobre, veio a se casar com Roger Clinton, fanfarrão e alcoólatra, que exigiu que o enteado usasse o sobrenome Clinton. Assim se fez. O lar tumultuado na cidade de Hope (Esperança), no Arkansas, viu o menino se tornar governador do Estado e, em seguida, duas vezes presidente dos EUA. Ao terminar o seu governo, Bill criou a “Clinton Global Iniciative” e se tornou, via Unesco, órgão da ONU, embaixador de Boa Vontade e se espargiu pelo mundo com pensamento que não poderia deixar de lutar pela sustentabilidade e o fim de doenças, como a Aids. Esse homem que completou 66 anos no último dia 19, leonino que é, vai falar do seu jeito cativante, especialmente, para jovens que nasceram no fim do século passado e ainda estão procurando entender a realidade do mundo atual que cobra de todos, sem dó e compaixão, competência e comprometimento.
João Soares Neto
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 26/08/2012.

