Há alguns dias o Brasil foi sacudido por “boato”, atingindo diretamente 14 milhões de pessoas simples assistidas pelo Programa Bolsa Família. Esse fato tido como criminoso quase causou um caos social nas agências da Caixa Econômica e nas lotéricas, a ela submetidas.
Boato, segundo o dicionário Aurélio, é “notícia anônima que corre publicamente sem confirmação”. A Polícia Federal tentou descobrir a origem desse boato que poderia ter causado danos graves à sociedade. Na realidade, houve apenas uma liberação operacional, antecipada, da Caixa.
Esta semana o boato em formação é que o abatimento concedido pelo Governo nas contas de energia pode acabar. A Medida Provisória – que o instituiu – perderá a validade amanhã, 03 de junho. Se o Congresso não tiver aprovado a MP, tudo voltará a ser como antes.
Há pessoas a espalhar boatos e aleivosias por achar engraçado ou para atingir alguém ou algo que os incomoda. O boato é ato covarde, pois parte da criação mentirosa ao atentar contra a honra de alguém ou provocar uma reação coletiva por fato equivocado e, muitas vezes, criminoso.
Muitos frequentadores de bares, alguns órgãos da mídia e parcela significativa de políticos propagam as intenções que desejam. São balões de ensaio a sondar ou confundir. As redes da Internet são outro foco constante de balelas, falsificação de textos e montagens grosseiras. Vai daí que a liberdade de dizer deve parar na responsabilidade legal pelo ato deliberado de causar dano a outrem. Todo computador possui identificação, e os telefonemas…
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 02/06/2013.

