BRIGAS ENTRE GRUPOS – Jornal O Estado

Gostaria que essa estorinha que vou contar fosse concluída por você, caro (a) leitor (a). Veja que situações poderá criar. Use o seu talento, descubra-se escrevendo e trace o rumo de sua prosa. Escrever não é difícil, tampouco chato. A dificuldade é começar. Eis a estória: Encontraram-se, não por acaso, a Alegria, a Paz, a Harmonia, a Força e a Coragem. Formavam um grupo coeso, mas tinham adversários. Haviam sido desafiados pelo grupo rival, constituído pela Tristeza, a Guerra, a Desavença, a Fofoca e o Medo. Esse encontro, coletivo, era o primeiro. Um a um, já havia acontecido encontro. A Alegria quase sempre vencia a Tristeza. A Paz vencia e perdia. A Desavença levava vantagem com a Harmonia. A Força tentava sobrepujar a Fofoca, que era tinhosa. E a Coragem era sempre tentada pelo Medo. Assim, iam vivendo temerosos. Um grupo temendo o outro. Agora estavam, reunidos, tentando agir junto. Decidiram que a Paz seria a líder do grupo, pois sabia conter os ímpetos da Alegria, dar uma mão à desencantada Harmonia e usar a Força e a Coragem contra os inimigos. Por outro lado, os do outro grupo, nomearam a Guerra como seu chefe supremo, apesar das ponderações da Fraqueza e do Medo. Foram votos vencidos. Houve então a seguinte conversa. Começa assim: A Guerra ligou para a Paz: – Sou chefe do meu grupo, queremos briga. A Paz respondeu:- Guerra querida, você não muda. Mas tenho esperança que isso aconteça. Venha tomar um chá de bom senso comigo. A Guerra, explodindo de raiva, retrucou:- Só tomo chá de pólvora misturado com arsênico. O resto é para fracote. -Não importa que você me chame de fracote, mas queria abraçá-la e ver se pode criar juízo nessa cabeça pirada, disse a Paz. – Deixe de conversa mole, escolha as suas armas e vamos à luta. Será amanhã, às 4 da tarde, nas campinas perto do Lago, falou a Guerra, soltando fogo pelas narinas. -Estaremos lá, sem armas, fique bem e durma com tranquilidade, disse a PAZ. E a Guerra: – Bem que eu poderia dormir com você, mas aí a estória seria outra, quente. -Crie juízo, finalizou a Paz, desligando o telefone. A estória, contada por mim, terminou. Será que você poderia continuá-la? Dizer como foi o encontro dos dois grupos? Quem venceu? Que armas usaram? Quem se destacou? As respostas são suas, mas se quiser enviá-las para mim use o e-mail oestado@gmail.com.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 26/06/2009.

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