Sabemos votar? Um indicador negativo é a pouca consideração das mídias com os políticos profissionais. Eles, segundo analistas sérios, vivem a desviar – com falsa propaganda – a nossa real escolha. Medite sobre o significado do voto. Nestas eleições de 2014 elegeremos deputado estadual; federal; senador; governador e seu vice; e presidente da República, com vice. Teremos, então, que escolher cinco vezes. São cinco chances. Que elas não sejam estragadas por brincadeira ou porque alguém nos, parece simpático e sabe pedir. Devemos nos permitir pensar, e decidir. Escolha os melhores.
O Instituto Datafolha elencou uma série de variáveis a serem consideradas nos votos para governador e presidente, das quais destacamos dois aspectos. Primeiro – econômico: ideia de crescimento efetivo, relações difusas do candidato com empresas privadas, obras paralisadas ou atrasadas, carência de saneamento básico, reformulação das leis trabalhistas, programas/bolsas sociais e altos e múltiplos impostos.
Segundo -comportamental: histórico de vida, crença, posição face às drogas e abortos, diminuição ou não da idade penal, punição da criminalidade, funções novas para sindicatos e afins, redução da pobreza, pressão da migração sobre as grandes cidades e, sem dúvida, aumento do saneamento básico, aceitação das minorias, sejam de raça ou de gênero.
Portanto, não devemos nos sentir aliciados, mas induzidos por nossa resolução soberana. Não vote por obrigação, ódio ou paixão. Vote consciente. Raciocine. O voto é secreto. E só seu. O Brasil agradece. Voto é flecha. Acerte.
João Soares Neto
Escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 21/09/2014

