O Instituto do Ceará e a Academia Cearense de Letras, entidades centúrias da história e da cultura cearenses estão programando contatos oficiais com as esferas de governo. Os seus integrantes acreditam ser importante a aproximação efetiva com o Banco do Brasil, a Caixa, o BNB,a UFC, o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, a Prefeitura de Fortaleza, a Câmara de Vereadores, Senadores e deputados federais e o Poder Judiciário alencarinos.
O Instituto do Ceará, com sede à Rua Barão do Rio Branco, na Praça do Carmo, e a Academia Cearense de Letras, na Rua do Rosário, ao lado da Praça General Tibúrcio, possuem sedes, aparentemente majestosas, mas com instalações mais que centenárias a precisar de reparos urgentes e cuidados, sempre respeitando o patrimônio histórico a quem recorrerão para rever projetos culturais, de manter a forma original, correta e objetiva para que possam recuperar o ofendido pelo tempo.
A par disso, existem acervos históricos e culturais a enfeixar a vida cearense, desde o Império, a implantação da República e todo o século XX. Esse conjunto de fatos enseja as justas pretensões do Instituto do Ceará e da Academia Cearense de Letras em manter diálogos, receber a atenção e os recursos das esferas de poder do Estado.
As ajudas são indispensáveis à sua continuação eficaz em tempos novos, ainda não consagrando a história e a cultura como relevantes ao desenvolvimento orgânico do povo. A ansiar não lampejos, e sim ações reais e permanentes com alvíssaras para a historiografia, a educação e as letras da terra de Alencar.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 24/03/2013

