Tudo bem. Vão dizer que estou entregando a minha já consumida idade. Nada disso. O que declaro aos meus escassos leitores que chegam os olhos ao pé desta página 2 do Diário é que comecei a ler quadrinhos muito cedo. Lia “Gibi” e percorri a iniciação com quadrinhos do Flash Gordon, Tarzan, Superman, Homem Submarino e as ilustrações para os livros do Monteiro Lobato, tão grande quanto questionado. Ouvi dizer que a HQ no Brasil começou em 1905 com a revista “Tico-Tico”, depois veio o J. Carlos e cá estamos em 2012 vendo, rindo e escrevendo sobre essa arte sequencial, que se vale de pouco texto e imagens, formando “tiras”. Ainda hoje, avô de netos infantes, me dou ao luxo de ler, diariamente, os quadrinhos/tiras de Angeli, Laerte, Caco Galhardo, Adão e André Dahmer, todos na Folha de SP. Neste Diário, vejo o Mino com o seu Capitão Rapadura, Xuxu, Cabeção e D. Charmô. Quem gosta de quadrinhos é, quase sempre, minimalista, alguém que se expressa com poucas palavras e tem humor diferenciado que, muitas vezes, não é percebido pelo ouvido desatento. Neste agosto, até o dia 26, está havendo no Shopping Benfica, 1º. Piso, o Fórum de Quadrinhos do Ceará. É gratuito, das 10 às 22 horas, Lá você poderá encontrar alegria ao ver cartoons, tiras, mangás e até participar de oficinas de super heróis, pintura infantil, desenho ligeiro e muito mais. Artistas como Luís CS, Maxwell Duarte, Kaléo Mendes e Ladely Mendonça terão paciência para explicar, em oficinas, como funcionam a mente e a mão do quadrinista, ajudarão você a fazer, pelo menos, uma tira para que possa mostrar aos amigos, filhos e netos.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 19/08/2012

