A juventude anda às turras contra atos e fatos políticos e quem pega o pesado é a segurança pública. São manifestações marcadas pelas redes sociais, mas ainda não arrazoadas com profundidade.
Cria-se o clima, uma onda, e lá se vão multidões distintas a protestar nas ruas. A democracia comporta e pede isso.
A soberania popular, por outro lado, não dá carta branca ilimitada. Ela reclama analisar o que sentem e ouvem, mesmo com paixões, mas, antes, deve-se usar a razão.
A imprensa – ou parte dela – destaca os fatos e realimenta as reações.
Estabelece-se o confronto. É hora de reavaliar o Brasil. Os jovens trocam as redes sociais pelas ruas. E isso é saudável.
Por outro lado, em contraponto positivo, há uma luta da Política Nacional sobre Drogas. Nela se destaca o trabalho da Divisão de Proteção ao Estudante – Dipre, da Polícia Civil.
É luta para esclarecer, difundir a prevenção, a repressão, a recuperação e o combate aos traficantes. Esse trabalho cauteloso acontece em escolas, estabelecimentos públicos e privados que abrem os seus salões para ações de vigilância e duelo contra drogas.
Voltando ao princípio: Democracia é diversidade de pensar e agir. Muitos dos manifestantes poderão doar parte das suas energias e revoltas na colaboração a movimentos de proteção aos jovens iniciados nas drogas, especialmente o “crack”.
Isso também é cidadania. A droga é tão endêmica quanto os desmandos evidentes.
Valorizar a vida é não fechar os olhos a essa tragédia a minar famílias e o Brasil.
Denuncie, aja.
João Soares Neto
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 23/06/2013.

