Estive em território mexicano esta semana. Na bela Embaixada do México, em festa comandada pela embaixadora Beatriz Paredes. Ela foi destacada política, tendo sido deputada federal e senadora. Determinada, chegou a presidir tanto a Câmara dos Deputados, quanto o Congresso Nacional. Foi, igualmente, governadora do Estado de Tlaxcala, embaixadora em Cuba e representou o seu país na ONU e na FAO. Tem livros publicados.
A embaixada, iluminada, projeto dos arqs. mexicanos Teodoro González, Francisco Serrano e Abraham Zablinduwsdy foi construída, em planos, com três edifícios. Um para o atendimento e o Espaço Cultural Alfonso Reyes; no centro, a residência oficial; e o terceiro, num pátio colonial, as residências dos funcionários.
Contemporânea, concluída em 1976, concreto aparente e piso em argila vermelha – tal o solo de Brasília-, grande pórtico e cabeça Olmeca, às margens do lago Paranoá. Na festa dos 203 anos da Independência, houve hinos, músicas, repicar de sino, queima de fogos e o “Grito de Dolores”: “Viva México”. Era o cimo na presença de representantes das nações acreditadas. O discurso de Beatriz Paredes empolgou, conteúdo e forma, ao proclamar a sua identificação com a cultura e o povo brasileiros. Explicitou metas e o anseio de aproximação com as esferas de governo, universidades, instituições culturais para que as relações sejam crescentes e duradouras entre os dois mais importantes povos das Américas.
No alto, o plenilúnio dourava.
João Soares Neto,
Cônsul Honorário do México no Ceará
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 22/09/2013

