NOSSOS VÍRUS – Diário do Nordeste

Plataformas como jornais, mídias sociais e televisões falam de hospitais cheios, em todo o país. Governos estaduais levam, sem razão, a culpa. Amigo comenta ser isso fruto da megalomania política. O SUS seria para todos. Todos quem? Com que dinheiro? Teríamos chegado ao Estado de Bem Estar Social queimando etapas?
Seríamos fortes e nada do acontecido na crise financeira mundial de 2008 iria nos atingir. Agora, em ondas fortes, viajamos no Brasil 2015, ano que não terminou, pois estamos em fins de maio e ainda vai acontecer muita coisa nas duas casas do Congresso que o arquiteto Oscar Niemayer Soares riscou no centro do plano piloto do urbanista Lúcio Costa. A nova ideia é o ‘parla shopping’.
Preferimos falar da dengue e citar, de leve, a tal de “chikungunya”, que significa ficar curvado por conta das dores nas articulações causadas pelo vírus, na língua da Tanzânia, que a exportou para o mundo, a partir de 1952. Sem esquecermo-nos do sarampo e da “Influenza” que precisam de vacinas preventivas a cada ano. A novidade é o “Zica Vírus”, identificado em 1947, em Uganda. É “primo” do “aedes” e pode ser transmitido sexualmente. Eclode o FIFA Vírus.
A dengue é democrática e comum a todos. Mosquitos zunem, sem dó. O Brasil deseja assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações (des) Unidas, na sede esplêndida em Nova Iorque, desde 1952, já ampliada com o surgimento de novos países africanos, a exportar gente, pelo desemprego e pela fome, via Mediterrâneo. Não seria prudente cuidar primeiro dos nossos vírus?

João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 31/05/2015.

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