A Infomoney,via Google, divulgou, esta semana, pesquisa do banco UBS e da Wealth X na qual as 50 pessoas mais ricas do Brasil possuem, juntas, 259 bilhões de dólares ou 600 bilhões de reais. Em 2012, possuíam 300 bilhões. Um deles, diz a mídia, na volúpia de ficar mais rico, largos empréstimos do BNDES e outros agentes públicos, está com problemas.
Essas pessoas têm, em média, 64 anos, e 90% são homens. 46% delas não possuem nível universitário e os mais ricos comandam bancos e investimentos.
Ficaram ricos por esforço: 38%. Os que cresceram, a partir de heranças, perfazem 32%. Os restantes, 30%, apenas herdaram e vivem de suas rendas. Ludwig Börne, escritor alemão, dizia, no século XIX: “a riqueza endurece mais rápido o coração do que a água fervendo endurece um ovo”. Sim e não, digo eu. Há gente rica neste Brasil que usa o tempo e o dinheiro para fazer o bem, com empenho pessoal, misturando-se aos necessitados e agindo de forma discreta.
Exemplo? “Estevam Duarte de Assis, 57, que vendeu a rede Bretas(supermercados) por R$ 1,3 bi, doa a maior parte de seus ganhos”. A reportagem é do jornal “Valor”, pag.B5, de 11.11.2013. Segundo o repórter Marcos de Moura e Souza, Assis, casado e sem filhos, mora em Belo Horizonte “num quartinho equipado apenas com um banheiro”. E dirige um Pálio.
Ele não parou de ganhar dinheiro, mas “dedica parte de seu tempo à recuperação de rapazes e moças que se afundaram no mundo das drogas, sobretudo o crack”, através de unidades da Fazenda Esperança, liderada pelo frade teutônico Hans Stapel. É bom saber disso.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 17/11/2013.

