SAÚDE DO BRASIL – Diário do Nordeste

A Constituição de 1988 universalizou a saúde. Todos têm direito ao SUS. O Brasil posou de rico e a realidade é o contrário. O sistema de eleições a cada dois anos é inadequado. Não há tempo para administrar. Haja política.
A maioria dos municípios não possui estrutura hospitalar. Bastam as ambulâncias, próprias ou terceirizadas.
As capitais ficam abarrotadas de doentes, desde gripes até cirurgias complexas. A falha é sistêmica.
Enquanto o Brasil não mudar o calendário eleitoral, não sairá do atoleiro. Eleição requer dinheiro. Obtido a qualquer custo. O descoberto na Petrobras pode ser replicado no BNDES, e aí não parará mais.
O sistema político está infectado, e só o povo pode mudar isso. O povo, sadio ou doente, é sujeito e objeto de tudo o que foi alardeado em ricas propagandas fantasiosas. O Estado democrático de Direito, tão citado, precisa de ajustes estruturais, como a reforma política, coincidência de eleições, prazo de cinco ou seis anos de mandato, extinguir o compadrio entre empresas/governantes, diminuir o custo Brasil retirando parte das receitas do milionário sistema “S”, a viver dos trabalhadores e dos empresários, para fazer lobbies e pouco produzir.
Há dirigente nesse sistema com mais de 40 anos de mandato dado por federações e sindicatos que, igualmente, precisam ser enxugados.
Sem falar nas centrais sindicais, nas ONGs e tudo o que foi inventado para sugar o País.
Viva a imprensa que, na democracia, pode apontar os erros de alguns mandatários que o povo não soube escolher. O maior doente é o Brasil.

João Soares Neto
Escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 17/05/2015

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