Neste mês de julho você deve ir, levar a família e amigos para ver e ouvir o Festival Eleazar de Carvalho no campus da Universidade de Fortaleza – Unifor. Uma universidade é muito que uma instituição de ensino e pesquisa. É claro que suas faculdades e escolas devem habilitar profissionais, aprofundar conhecimentos humanísticos, científicos e tecnológicos, mas não pode esquecer as artes, em suas múltiplas manifestações.
Agora, no agradável e sombreado campus da Unifor, há rebuliço de jovens e maduros que estudam, admiram ou pretendem aprender ao participar do 17º. Festival Eleazar de Carvalho, de música erudita. Eleazar de Carvalho, não é demasiado repetir, foi um grande músico e maestro cearense com dimensão internacional. Ele começou, acidentalmente, a sua vida musical na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, ali no Jacarecanga. Depois, ensandecido pelo ouvido 100%, teve que desenvolver suas habilidades em múltiplas formações que o elevaram ao status maior da regência.
Tive a sorte de vê-lo regendo em festival em Tanglewood, Mass., grande centro musical que, como aqui na Unifor, reúne celebridades e iniciantes para devaneio das múltiplas plateias cultas e leigas, como eu. Após aquele fim de semana, houve outros ensejos de vê-lo e até de trocar dois dedos de prosa com Eleazar de Carvalho. Sônia Muniz, sua viúva, descobriu em Airton Queiroz, chanceler da Unifor, um guardião silente, profícuo e indispensável para tornar durável o sonho de formação de novos profissionais e amantes da música clássica.
João Soares Neto,
escritor
CRÔNICA PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE EM 12/07/2015

