Ontem à noite a Câmara Municipal de Fortaleza, por requerimento do seu presidente, Vereador Acrísio Sena, realizou Sessão Solene Comemorativa dos 21 anos de fundação da Sociedade Consular do Ceará, entidade que congrega os vices e cônsules honorários. Eles são os acreditados por Carta Patentes dos países que os designam e que no Brasil recebem o “Exequator” ou Beneplácito do Ministério das Relações Exteriores.
A Sociedade Consular do Ceará foi criada em Fortaleza, em 07 de agosto de 1991, tendo como fundadores os cônsules João Ribeiro de Matos Montenegro, Luciano Montenegro, Gerhard Wichmann, Francisco Angelo de Francesco, Gerard Boris, Francis-Bloc Boris, Alexandre Costa Vidal e Humberto Fontenele.
Seu primeiro presidente foi o Cônsul Honorário da Holanda, engenheiro Luciano César Cabral Montenegro, cidadão ilibado, chefe de família reconhecido que soube, cercados por filhos e netos, com equilíbrio, superar a perda de sua mulher, Maria Cecília Fiúza Montenegro.
O Cônsul Luciano Montenegro recebeu, na segunda parte da Sessão Solene, em decorrência de decisão unânime da Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 17 de abril de 2012, como reconhecimento aos serviços prestados à esta sociedade que dignamente presidiu, por mais de uma gestão, a Medalha do Mérito Consular Bertrand Boris, assim designada em homenagem a esse imigrante francês e cearense por adoção, dirigente da Casa Boris, respeitável e centenário estabelecimento de importação e exportação.
Bertrand Boris casou-se com uma Caminha do Aracati, a Sra. Arisa Caminha Boris, e por muitos anos, foi Cônsul Honorário da França, no Ceará. Constituiu família cearense, entre eles, o seu filho, já desaparecido, Gerard Achilles Boris que o substituiu no mesmo consulado.
A figura do Cônsul remonta à Grécia Antiga e perpassa o Império Romano, sempre exercida por alguém de notório saber e destaque social reconhecido com o objetivo de proteger, no exterior, os interesses das pessoas naturais do Estado que representa.
A atividade consular é regida pela Convenção de Viena, que entrou em vigor em 1967, e expressa que os cônsules não atuam na representação política, mas na trajetória de defesa dos interesses privados dos cidadãos e das empresas e entidades dos países que representam.
A Sociedade Consular do Ceará é composta dos seguintes Cônsules e Vice- Cônsules: Dieter Gerding, da Alemanha; Elfriede Reinhilde Lima, da Áustria; José Airton Cavalcanti Teixeira, de Belize; Carlos Maurício Duran Dominguez, da Colômbia; Fernanda Jensen, França; Annette Therese Yvonne de Castro, Holanda; Janos Fuzesi Junior e Szofia Eross Sales; Ednilton Gomes de Sóarez, Finlândia;
Roberto Misici, Itália; João Soares Neto, México; Marcos Aurélio Soares de Castro, Noruega e Dinamarca; Francisco Neto da Silveira Brandão, Portugal; Luciano Nunes Maia, Romênia; Raimundo José Marques Viana, República Tcheca; e, José Maria Zanocchi, Uruguai.
A Sociedade Consular do Ceará agrega, extra pauta, representantes de comunidades estrangeiras no Ceará, especialmente as da Argentina, por Carlos La Rocca; e a dos Estados Unidos da América por Patricia Carolyn Cavin.
Passados 21 anos, uma centelha na contagem do tempo absoluto, são estes os atuais integrantes da Sociedade Consular do Ceará, que tentam manter vivo o ideal dos que se reuniram pela primeira vez na Rua Guilherme Rocha, em agosto de 1991.
Em nome dos colegas referidos agradeci ao Presidente Acrísio Sena a homenagem da Câmara Municipal de Fortaleza, casa que representa o povo e deve defender, tal como fazem os cônsules , os interesses dos cidadãos que nela habitam. Nos sentimos distinguidos e honrados.
João Soares Neto,
cronista
CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 03/08/2012.
