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Boa noite a todos,

Administrar uma Sociedade Consular pode ser vaidade, oportunidade, responsabilidade, descortino, devaneio ou pouco de cada uma dessas opções.
1. Em dois anos e pouco de administração a Sociedade Consular do Ceará não gastou nenhum centavo. Todas as despesas foram assumidas, pessoalmente, pela presidência e, em datas festivas, pelo quadro social.
2. Nesse período, saneamos toda a situação do quadro social e hoje estamos com 300% a mais do que encontramos em caixa.
Nenhum cheque foi assinado, pois nenhuma despesa foi feita.
Esta a razão pela qual reelegemos o Cônsul da Colômbia, Maurício
Durán, para que, agora, ele possa começar o seu período como tesoureiro.
3. Atualizamos os Estatutos Sociais, mas não temos as atas registradas de todas as sessões em face dos compromissos acadêmicos do nosso colega José Maria Zanocchi, cônsul do
Uruguai, razão pela qual o indicamos, novamente, para secretário para que, com o mestrado concluído, possa dar mais tempo ao seu mister associativo.
3. Como eu havia recebido a presidência do Marcos Soares de Castro com o compromisso de repassá-lo a um outro Soares, agora o faço. O novo presidente será o Cônsul da Finlândia, Ednilton Soárez.
4. Em outras palavras, a SC é, no momento, uma dinastia dos Soares que precisa ser rompida. Façamos uma promessa, após os dois anos, que serão profícuos, tenho certeza, nada mais de Soares no poder. Assim, esperem por 2015, não precisam ir às ruas.
5. Falando sério, destacamos que a SCC teve a honra de ser homenageada pela Câmara Municipal de Fortaleza, por ocasião do Dia do Cônsul, em agosto passado.
6. Nessa mesma ocasião, reparando uma omissão e fazendo justiça, outorgamos a Medalha Bertrand Boris ao ex-presidente e sempre companheiro, Luciano Montenegro.
7. Visitamos, em comitiva e ônibus especial, as obras do Porto do Pecém. Ficamos informados de sua implantação e já cientes de
sua expansão.
8. A convite do Secretário Ferrúcio Feitosa, que gentilmente nos recebeu, tivemos, como visitantes, a antevisão do ora já inaugurado Estádio Castelão, que recebeu, em junho passado, três jogos da Copa das Confederações.
9. Igualmente, fomos recepcionados no quase concluído, à época,
Centro de Eventos do Ceará. Esse equipamento, já em operação, deu um diferencial de qualidade ao nosso Estado.
10. O comandante da 10ª. Região Militar, gen. De divisão Gomes de Mattos nos ofereceu um almoço festivo nas dependências do monumento histórico que é o Quartel General, antiga Fortaleza da Nossa Senhora da Assunção.
11. Fizemos, em parceria com o Consulado da República Tcheca e a Galeria Benficarte a exposição………………………..
12. Fizemos duas festas de congraçamento Natalino. A primeira no restaurante Nostradamus e a outra neste Ideal Clube.
13. A propósito do Ideal Clube, este foi o local concentrador da maioria das nossas reuniões mensais, sempre ao cair das tardes, ocasião em que discutimos as pautas necessárias ao nosso convívio.
14. Acertamos com a Dra. Mônica Barroso, dirigente da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher a realização de um Censo para um maior amparo às mulheres estrangeiras presidiárias em nosso Estado. O vice-cônsul da Itália, Roberto Misici é o nosso interlocutor para assuntos de direitos humanos.
15. Fomos recebidos, em audiência especial, pelo Governador do Estado, Cid Gomes, ocasião em que apresentamos sugestões para que os setores de comunicações e de turismo tivessem a acuidade de fazer uma programação visual multilíngüe para os pontos turísticos do Ceará e, aproveitando as copas das Confederações, já acontecida, e do Mundo, a realizar-se em 2014, para presentear o passeio externo da Av. Barão de Studart do Palácio da Abolição com um panteão de bandeiras dos países participantes. Igualmente, cobramos do governador Cid Gomes a indicação de um Assessor de Assuntos Internacionais, no que fomos imediatamente atendidos, com a sua escolha pessoal do Dr. Hélio Leitão Neto, mestre em direito, ex-presidente da OAB-Ce e professor universitário.
Já falamos demais. Pedimos desculpas aos colegas por termos sido um defensor implacável da entidade que até hoje presidi, sem o que não estaríamos, nesta data, reconhecidos pela sociedade cearense e, tampouco, o Cônsul Ednilton Soarez não estaria orgulhoso em presidi-la, a partir desta noite tão bonita e agradável.
A todos os colegas, os meus agradecimentos pelo comparecimento às reuniões, e aos amigos que aqui vieram para prestigiar esta solenidade, os meus respeitos.
Longa vida, Honra e glória ao novo presidente, Cônsul Ednilton Soarez
Viva a dinastia dos Soares.
Muito obrigado a todos.

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DISCURSO DE POSSE DA

DESEMBARGADORA MARIA IRACEMA DO VALE
NA PRESIDÊNCIA DO TRE DO CEARÁ
 
 
                   Excelentíssimos Senhor   ………………..(citar as autoridades indicadas pelo cerimonial), Excelentíssimas Senhoras, Prezados amigos e familiares,
De princípio, devo agradecer as saudações protocolares do Juiz Luciano Lima Rodrigues, em nome do pleno do TRE, e do advogado Valdetário Monteiro, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção do Ceará, em nome dos causídicos cearenses.

Saúdo todas as mulheres presentes na pessoa de minha nora Renata do Vale, mãe extremada das minhas netas Cláudia, Lara e Lina.
Gostaria de cumprimentar todos os meus professores presentes ou ausentes, não por vontades próprias, na pessoa do Dr. Carlos Roberto Martins Rodrigues, meu ilustre mestre de Direito Administrativo, na pioneira Faculdade de Direito do Ceará, depois da UFC.

É com honra, alegria e humildade que assumo a Presidência do TRE do Ceará. Sejam todos bem-vindos a esta solenidade pública e publicável.

Estou consciente de que o País vive um momento auspicioso de sua vida democrática, com a afirmação, em vários pleitos sucessivos, da fiel observância dos pronunciamentos populares, por meio das urnas, assegurando ao povo escolher, livremente,l os seus dirigentes políticos.
 
 Todos somos testemunhas de como a Justiça Eleitoral zela pela fidelidade às preferências dos eleitores.
Sabemos como os seus Magistrados se empenham eficazmente em não permitir que as influências do poder econômico ou político, outrora tão frequentes, perturbem a legitimidade dos pleitos, embora essa tarefa nem sempre se possa cumprir em clima de respeito e harmonia.
 
                   Não seremos tolerantes com as influências perniciosas, atuando com veemência para excluir da participação nas disputas eleitorais os que não se apresentam dotados das qualificações indispensáveis para o exercício de funções públicas eletivas, seja no domínio do Poder Executivo ou na representação parlamentar.
A Justiça Eleitoral sempre contribuiu ao aprimoramento das eleições e à moralização da vida política em todos os seus níveis.
 
 Sabemos que não se mudam com rapidez as práticas arraigadas. É sempre difícil alterar os comportamentos das pessoas, mesmo quando se mudam as leis que elas deveriam observar.

A obstinação é, nesses casos, a arma eficaz para obter as transformações desejadas. Passo a passo, daremos o tom certo, a forma adequada com o cuidado indispensável à prestação jurisdicional de qualidade. 
     A gestão de um Tribunal deve espelhar o perfil de quem, ainda que, por honrosa delegação dos pares, o administra.
                  
Deixo claro que sou uma pessoa simples, descomplicada, obstinada e coerente nas minhas decisões. Não sou uma principiante. Aprendi com a responsabilidade inerente aos cargos de Procuradora Geral da Justiça, magistrada e como Corregedora do próprio TRE.

Sou neta e filha de advogados. Procuro honrar os seus nomes.
Fui filha, sou mãe, avó e, também, esposa. Mas há 31 anos sou profissional determinada, sobretudo determinada, traço de personalidade herdado de minha querida genitora Iracema Vale, cuja memória reverencio.
 
                   Ela me deu a vida; ensinou-me o que é a vida; preparou-me para a vida e me recomendou os caminhos a seguir na vida passo a passo, sem medo e sem tergiversar.
 
                   Se ao sexo feminino associam erroneamente a ideia de fragilidade, não confundam minhas medidas palavras com o chamado silêncio dos indiferentes;
minha tolerância, com desânimo no discernir o certo do errado; minha urbanidade com recuo no deliberar na forma da lei;
minha ponderação, com hesitação no agir ou no enfrentar problemas e superar desafios. Eu os enfrento e resolvo.
 
  Sou serena por natureza. Mas essa serenidade não traduz a ausência de firmeza a que me proponho no conduzir esta máquina administrativo-jurisdicional que é o TRE- Ceará/
Menos ainda, tenho temor de, nesse mister, reprimir insinuações ameaçadoras ou interferências veladas que me inibam o dever, a obrigação de decidir segundo a minha consciência e conforme o ordenamento jurídico eleitoral,
doa a quem doer.
 
  Um notável elemento da evolução jurídica, contudo, incide na autoridade que a Justiça Eleitoral deve exercer sobre quaisquer desvios.
Esse elemento manifesto na serenidade dos seus julgamentos deve ser alicerçado em fundamentos seguros, de modo que os poderes judiciais não se extraviem em impulsos servis a quaisquer interesses, senão somente ao cumprimento puro e simples da Justiça.
A Justiça Eleitoral, pela exigência de celeridade que a qualifica, não pode deixar-se impressionar com as urgências forçadas, porque não raro ocultam as verdades e terminam mais afeitas às impressões do que às realidades.   
 Senhoras e Senhores                 
O TRE- Ceara tem um passado de honrosas tradições, desde a sua implantação pelo Professor e Desembargador Faustino de Albuquerque e Souza, nos anos iniciais da década de 30 do século passado.
Por ele passaram Magistrados com qualificação intelectual e ética, muitos Desembargadores do nosso Tribunal de Justiça, inclusive o seu atual Presidente, Des. Luiz Gerardo de Pontes Brígido.
Relembro, por necessário e oportuno, os desembargadores Ademar Mendes Bezerra, Stênio Leite Linhares, Júlio Carlos de Miranda Bezerra e Jaime de Alencar Araripe, apenas para lembrar alguns presidentes valorosos.
Cheguei ao TRE-Ce há quase 3 anos e, por gratidão.não poderia deixar de referir a colaboração recebida, quando corregedora, dos Juízes Estaduais Luciano Lima Rodrigues e Raimundo Nonato Silva Santos e dos Juízes Federais, dentre os quais nomino o Dr. Jorge Luiz Girão Barreto, Dr. João Luis Nogueira Matias e o Dr. Luiz Praxedes Vieira.
Distingo os Procuradores da República, nas pessoas do Dr. Márcio Andrade Torres e do Dr. Rômulo Moreira Conrado; Igualmente, os Juristas, que iluminam o Tribunal com a sabedoria de suas decisões e a altivez dos seus julgados.
 
Sucedo, no tempo devido, a mulheres notáveis, julgadoras de finíssima formação jurídica e de inegável habilidade no trato das coisas da Justiça Eleitoral. Refiro-me às desembargadoras Auri Moura Costa, a primeira magistrada de nosso País,
Águeda Passos Rodrigues Martins,
Huguette Braquehais
e Gisela Nunes da Costa;
não as menciono como se pretendesse estabelecer uma distinção de gênero, que não devemos cultivar, mas para relembrar as suas atuações que podem nos servir de exemplos de destemor.
 
  A administração de um Tribunal Regional Eleitoral é peculiar, porque a prestação jurisdicional deve ser rápida e as condutas dos dirigentes precisam ser balizadas pela lei. Não existe espaço para atos discricionários ou para a consumação de projetos que tragam marcas pessoais.
Acreditamos que a nova administração será profícua, a partir de sua composição ilustre.
Destaco o Vice- Presidente e Corregedor, Des.Abelardo Benevides, por sua clareza e saber,
e os dignos desembargadores Francisco de Assis Filgueiras Mendes e Maria Nailde Pinheiro, substitutos.
Saibam todos os nossos propósitos nesses dois anos que hoje começa:
1.dar cumprimento ao processo de construção de uma sede adequada para a Corte, na qual o público sejam atendido; os servidores, os juízes, o Ministério Público Federal e os Advogados possam desempenhar os seus ofícios em ambiente adequado, informatizado e seguro.
A atual sede do TRE é obsoleta e não comporta maiores observações.
2. Implementar, com segurança, o recadastramento eleitoral pelas impressões digitais, a chamada biometria, já iniciada em sete municípios do Ceará e que se constitui uma das metas relevantes do Tribunal Superior Eleitoral –TSE, tido como instrumento de vanguarda mundial na segurança absoluta do voto e, conseqüentemente, da democracia que merecemos ter.
3. Por fim, o planejamento das eleições de 2014, em todos os seus múltiplos detalhes, como a segurança, o treinamento e as providências de logística. Para isso, conto com a excelente equipe técnica que compõe o quadro do TRE-Ceará.
 
Temos uma dificílima missão e, asseguro, de minha parte, que farei tudo para cumpri-la. com a ajuda de Deus. 
Minha vida pública espelha a minha gradativa preparação para o diálogo construtivo e para o trabalho em equipe, sem acidez ou mandonismo.
Busco uma luz na sabedoria do culto Padre Antônio Vieira, no “Sermão da Terceira Dominga do Advento – Post Epiphaniam”.
Ele nos assevera e ensina:
“O poder tudo, consiste em poder algumas coisas e não poder outras:
consiste em poder o lícito e o justo;
e não poder o ilícito e o injusto;
e só quem pode, e não pode desta maneira, é o Todo Poderoso”.

agradeço a todos os que me acompanham nesta dupla jornada, no TRE e no Tribunal de Justiça. Sem essas equipes qualificadas não poderia realizar muito.
Com elas, tenho certeza de que cumpriremos o que agora prometemos.
Aos da minha querida família, peço mais dois anos de paciência.
Senhoras e Senhores,
ao encerrar este pronunciamento, agradeço, profunda e sinceramente, a presença de todos, sem distinção, que aquiesceram em deixar os seus afazeres e compareceram a esta solenidade, fazendo-a um acontecimento marcante na minha vida, pelo brilho invulgar que trouxeram.
 Muito obrigado a todos! Que Deus nos abençoe.

 
 

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Boa-noite a todos os presentes à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nesta noite de 29 de outubro de 2019, em solenidade para a entrega da Medalha Edson Queiroz

Autoridades, meus familiares, colaboradores, colegas das Academias a que pertenço, representantes de Entidades assistidas pelo Shopping Benfica, integrantes da Academia de Letras estudantil, criada por nossa inspiração; e, em especial, os que compõem a mesa diretiva, nas pessoas da Desembargadora Iracema Vale, e do dirigente dos trabalhos, Deputado José Sarto Nogueira.
Espero ser breve para ser ouvido porque nesta noite de terça-feira se deslocaram de suas casas, de seus trabalhos e estão aqui neste Plenário. De antemão, muito obrigado a cada um. Sintam-se acolhidos.
Devo, por reconhecimento e princípio, agradecer ao Deputado José Sarto, que alia a destreza de médico cirurgião ao político que chegou à presidência desta Assembleia Legislativa por sua liderança cautelosa, pois ausculta seus pares, antes de tomar decisões de interesse público. Tanto é verdade que estou aqui, por decisão e aprovação uníssona do plenário. Receberei honrado, a Comenda Edson Queiroz, instituída por lei, em 1982.
Muito obrigado, Presidente José Sarto e a todos os deputados que se acostaram ao mérito desta premiação.
Merece reconhecimento o Presidente do Sindilojas, Cid Alves, que, em reunião com a sua Diretoria, indicou, por ofício, o meu nome a esta Casa, obedecendo aos trâmites necessários.
Lojistas são empresários que, no dia a dia, servem ao povo, na competitiva tarefa de lidar com a concorrência, formal e informal, acompanham os avanços tecnológicos para se manter up to date.
Minha gratidão ao Presidente Cid Alves.

Agora, falo de Edson Queiroz, o Patrono.
Edson Queiroz foi lojista. Aos 24 anos, em 1949, criou o “Abrigo Central”, ao norte da Praça do Ferreira. O Abrigo era a versão primeira de um centro comercial simples, aberto para atender a todos os que chegavam e saíam do então, coração da cidade. Delmiro Gouveia, cearense, foi o pioneiro no planejamento e construção do “Centro Comercial do Derby”, em Recife, Pernambuco, no ano de 1899. Delmiro foi o Edson Queiroz de sua época.
Provado está que Edson Queiroz, o maior empresário cearense de sua geração e quiçá do século, construiu, em velocidade supersônica, um conglomerado de empresas, a partir do gás liquefeito de petróleo- GLP. E foi longe.
Montou um sistema de comunicações integrado, cresceu na agroindústria, multiplicou-se em alimentos e bebidas, idealizou e fundou a Universidade de Fortaleza, hoje a maior universidade privada do Nordeste. Possui um dos maiores landbanking do Brasil.
Edson ultrapassava o regional e se agigantava, como zênite, no cenário nacional, sendo destaque em premiações recebidas Brasil afora. Tinha sede de conhecimento e fazer bem feito. Era simples, direto, inteligência pulsante, gostava de cantar, dançar e fazer mágica para os netos.
Edson Queiroz, aos 57 anos, morreria em desastre aéreo, em 08 de junho de 1982. Duas semanas depois, o estado do Ceará, editava a Lei 10.695, no 22 de junho do fatídico 1982, que homenageia, anualmente, empresários cearenses.
D. Yolanda e Airton Queiroz, apoiados pela família e colaboradores, continuaram a missão e fizeram crescer a sua obra. Hoje, filhas e netos, de forma integrada, dinamizam o Grupo Edson Queiroz, discreto, bem estruturado e sólido, a partir de Holding capitaneada por Abelardo Rocha Neto, Edson Queiroz Neto e Igor Barroso Queiroz. Formação adequada, talento e herança genética.
Parafraseando Friedrich Nietzsche: “O que provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte”. A aura de Edson Queiroz pastoreia, de longe, as muitas coisas que criou.
Creio que Edson Queiroz serviu de inspiração e referência a todos os micros, pequenos, médios e grandes empreendedores cearenses.
Agora, nesta noite, sou o homenageado.
Sou um batalhador há muitos anos, 50 para ser preciso.
Em 1969 fundamos a Planos Técnicos do Brasil (vejam a petulância do nome), a primeira empresa cearense a trabalhar com planejamento integrado para a elaboração de Planos Diretores e de Projetos de financiamentos para a construção civil. Daí partimos para edificações, hotelaria, saneamento, estacionamentos, cinemas e centros comerciais. Tudo pequeno, acreditamos no ditado “Small is beautiful”. O pequeno é bonito.
Tudo o que sou, agradeço a uma visão heterodoxa, inquietude, inventividade, arrojo e, principalmente, saber agradecer àqueles que me ajudaram e estiveram ao meu lado neste meio século.
Já assinei mais de 30 mil carteiras de trabalho e resisti, sabe Deus como, às múltiplas crises brasileiras. Não sou grande, tampouco médio ou pequeno, sou inquieto e inveterado leitor a procurar saber os caminhos da faina, e da literatura. Ao redor do mundo (aqui e alhures).
Ao conceber o Shopping Benfica, matutei, planejei e entendi que pessoas desassemelhadas poderiam conviver num centro comercial compacto, ousado, com atividades permanentes nas artes e nas formas de cultura, para dar aos clientes, sentimento de pertença, envolvimento, bem-estar e interação. Somos pessoas de naturezas diversas, antes de sermos consumidores. Aceitar as diferenças, encantá-los com atividades culturais, de artesania e de arte, projetos permanentes, de todas as naturezas.
Amanhã, 30 de outubro de 2019, o Shopping Benfica completa 20 anos.
Desafiei a geografia local, que privilegia a zona leste da cidade e aonde estavam e estão assentados empreendimentos congêneres. Ousei acreditar no pequeno bairro do Benfica, sofrido com a perda para o Pici da área de ciências e tecnologia.
Descobri que os 17 bairros que o circundam estavam em nosso raio de ação e cuidados. Foi duro. Muito duro, mas realizei este sonho da maturidade.
Na inauguração, realizamos uma grande exposição, doando grandes telas nuas e tintas para mais de 80 artistas plásticos cearenses. Eles acreditaram e pintaram ao vivo. Foi lindo. Os dois vencedores receberiam passagens para a Europa e os Estados Unidos. Emília Porto e Audifax Rios. Nascia a Galeria BenficArte que já realizou 412 exposições.
Tudo isto acontecia, em 30 de outubro de 1999, sábado, à luz do sol, ao som harmônico da Camerata da Universidade Federal do Ceará.
Até hoje, as artes plásticas, as várias formas de cultura, no Projeto Viajando nos Livros dá excelente resposta.
Incentivamos os trabalhos manuais e artesanias para pessoas sãs e até de portadores das mais diversas síndromes. Temos programação musical ao vivo, com artistas emergentes.
Ousamos e fizemos sessões de cinemas gratuitas para jovens e adultos cerceados de liberdade. Salas cheias, sem evasão.
Na área cultural, temos convênio experimental com a Biblioteca Municipal Dolor Barreira. Nas artes e na tecnologia, firmamos com o Instituto Federal do Ceará, Campus de Fortaleza, com a duração de cinco anos, a vencer em 2024.
Este é o diferencial do Benfica. Está na ânima (essência) dele. Pois foi assim e assim será.
Agora, 20 anos depois é o hoje, continuamos na mesma trilha. Com orgulho, podemos afirmar que a SECULT- Secretaria da Cultura do Governo do Ceará já nos outorgou, por oito vezes consecutivas, com o Selo de Responsabilidade Social, inclusive, na categoria Diamante. Nenhuma outra empresa ou entidade cearense, pública e privada, detém este laurel.
Todos os presentes a esta solenidade são convidados a comparecer e a comprovar amanhã, na nossa festa de 20 anos, que começará às 18 horas, o que o Shopping Benfica faz para ter colaboradores, lojistas e clientes como parceiros e amigos. O bolo (fruto de um reality show) que era linear e atingiu 19 metros no ano passado; agora verticalizou e tem 20 andares. Haverá avant-première da decoração de Natal, concebida e realizada pelas mãos e os talentos de todos nós, que idealizamos, construímos e fazemos o Shopping Benfica.

Ouso, por fim, repetir o que Edson Queiroz deixou como frase – referência:
“Se algum dia vocês forem surpreendidos pela injustiça ou pela ingratidão, não deixem de crer na vida, de engrandecê-la pela decência, de construí-la pelo trabalho”.
João Soares Neto
29/10/2019

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HOMENAGEM DA CÂMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA À ACADEMIA FORTALEZENSE DE LETRAS, EM SESSÃO SOLENE NO DIA 12 DE NOVEMBRO DE 2009.

Discurso do Vereador PAULO FACÓ, propositor da homenagem.

Senhor Presidente
vereadoras e vereadores,
Senhores convidados:

Dizia o poeta Filgueiras Lima que as academias, além de serem institutos de exercícios literários, têm um compromisso social de marcante importância: cabe-lhes acender ideias de elevação mental na alma do povo e aprimorar os recursos da língua nacional, assegurando-lhe o resguardo dos modos e formas expressionais da melhor beleza idiomática e de respeito aos elementos de sua formação.

Tem o Ceará uma trajetória de amor às agremiações culturais.
Muitas foram as que se formaram ao longo de nossa história, algumas de forma marcante, como a original PADARIA ESPIRITUAL, fundada em 1892 pelos jovens boêmios que frequentavam o “Café Java” na Praça do Ferreira, sob a generosa complacência do Mané Coco, jocosa figura de botiquineiro.

Em 1894 era fundada a ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS, porventura a mais antiga do Brasil, pois antecedeu em três anos a própria ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

Outras associações e grupos literários já haviam recrutado os amigos das letras, como a ACADEMIA FRANCESA, em 1873, o GRÊMIO LITERÁRIO, em 1885, e o INSTITUTO DO CEARÁ (ainda hoje em pleno vigor produtivo), em 1887.

Nesses redutos de embate de ideias e manifestação estética surgiram nomes que haveriam de engrandecer as letras cearenses e romper as fronteiras da Província para brilhar à ampla e larga admiração nacional.
Nomes como o de Antônio Sales, Adolfo Caminha, Rodolfo Teófilo, Rocha Lima, Juvenal Galeno, Farias Brito, Araripe Júnior e Clóvis Beviláqua.

Somos uma terra de produtores de literatura. De poetas e prosadores de qualidade superior, muitos assinalados em definitivo nas páginas permanentes da imortalidade, como colunas sólidas da história literária do país.

Desses anais perpétuos jamais sairão José de Alencar, Capistrano de Abreu, Franklin Távora, Domingos Olímpio, José Albano, Gustavo Barroso, Herman Lima, Raimundo Magalhães Júnior e Rachel de Queiroz.

Parece que temos no Ceará uma inquietação para dizer, pelos misteriosos caminhos do encanto, os sentimentos e as emoções que nos possuem, o acicate da dor e o fogo da paixão, o plasma do delírio e o patinar obscuro do lodo, o mel e o fel de nosso jeito severino de encarar a vida.

Há sete anos, um grupo de intelectuais desta cidade, reunido em torno dessa necessidade de praticar a arte da palavra, resolveu fundar mais uma Academia de Letras.

Seria a Academia da cidade de Fortaleza e visava congregar e integrar entidades culturais da capital e literatos para o cultivo de ideias e divulgação de suas produções, num salutar e benfazejo convívio, onde os participantes se sentissem à vontade para a livre expressão de seus sentimentos, proclamados em prosa e verso.

A ACADEMIA FORTALEZENSE DE LETRAS, que, como outras, poderia ter vida efêmera e destino passageiro, logo firmou-se no conceito da literatura de nosso Estado como uma entidade séria e respeitável, promovendo conferências de real interesse cultural, publicando uma revista e editando uma antologia, revelando, dessa forma, uma atuação de marcante presença no movimento cultural de Fortaleza.

As quatro diretorias que a comandaram, presididas respectivamente por Cid Carvalho, Cybele Pontes, Ednilo Soárez e o atual, o cronista João Soares Neto, conseguiram conquistar a confiança da comunidade intelectual e dos meios acadêmicos, mas, sobretudo, obtiveram o grande feito de aproximar a elite cultural da cidade, das escolas, da juventude e de todos os que, de alguma forma, mostram interesse pelo cultivo das letras e pelo exercício da palavra escrita.

Como em todos os ofícios da atividade humana, o escritor tem um compromisso com a sociedade e com a história.
Mas cabe aos que escrevem uma função maior.
É que o escritor faz a leitura da vida, capta os retratos de época, interpreta a natureza humana, reflete em sua criação o pensamento, as ideias e as atitudes de seu tempo, expressando-os através da crônica, do ensaio, da poesia e até da ficção, que sempre se apoia na realidade e reproduz situações concretas.

Instrumento, portanto, da história, o escritor é elemento imprescindível para a memória da humanidade.
Sem a sua atuação, não teríamos a Bíblia, o Livro dos Vedas, o Alcorão, a Odisséia, a Divina Comédia e Os Lusíadas.

Nem saberíamos das façanhas de Carlos Magno e dos Doze Pares de França.
Nem das Proezas de João Grilo ou da Peleja de Zé Pretinho com o Cego Aderaldo, pelo viés da literatura de cordel.

Congregar esses seres iluminados que trabalham sobre a magia das palavras e, como deuses, criam mundos e constroem vidas, é uma missão também quase divina.
Por isso, aplaudimos a existência das academias.

Senhoras e Senhores:

Aqui está a ACADEMIA FORTALEZENSE DE LETRAS, representada por muitos de seus membros, sob a liderança do Dr. João Soares Neto.

É um cidadão vencedor. Bom de cidadania, bom de leituras e de escritura, bom de convivência. Um homem que, depois de triunfar no mundo empresarial, recorreu a sua antiga inclinação. Aquela vocação espiritual que o aluno do Colégio Cearense já demonstrava nas tertúlias do grêmio escolar, fazendo discursos e recitando poemas nas saudosas sessões lítero-musicais da escola marista.

O Cônsul do México no Ceará, além de ser poliglota, dar centenas de empregos e conhecer o mundo inteiro, é um cronista de boa safra, um contemplador do cotidiano, a tecer sobre as coisas, fazeres e olhares de nosso tempo abalizados e originais comentários, num estilo leve, palatável e gramaticalmente cuidadoso.

Hoje, nesta noite de grande alegria para a Casa do Povo, queremos homenagear a ACADEMIA FORTALEZENSE DE LETRAS pelo seu trabalho, por sua missão pedagógica e incentivadora, pelas intenções sublimes de seu ideal, pelo que já fez e fará pela cultura de nossa cidade.

Senhores acadêmicos e escritores do Ceará:
A Câmara Municipal de Fortaleza, representando o sentimento da cidade, se declara em completo estado de gratidão à ACADEMIA FORTALEZENSE DE LETRAS por todas as suas realizações.
MUITO OBRIGADO.