{"id":2617,"date":"2023-12-21T09:10:25","date_gmt":"2023-12-21T12:10:25","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/natercia\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:25","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:25","slug":"natercia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/natercia\/","title":{"rendered":"NAT\u00c9RCIA"},"content":{"rendered":"<p>Ao p\u00e9 da porta, ainda cheirando \u00e0 tinta, a nova vers\u00e3o de \u201cPor terras de Cam\u00f5es e Cervantes\u201d. Releio e fico at\u00f4nito. Atrever-me a coment\u00e1-la, ap\u00f3s a releitura das cr\u00edticas de Benevides, Carvalho e Pinto, \u00e9 uma sandice. E o que sou, se n\u00e3o mero escrevinhador delas? Por n\u00e3o bem ser do ramo, permito-me. Ou por n\u00e3o saber, o que fazer?<br \/>\n      Voc\u00ea \u00e9 uma mulher de olhos grandes e, como querem os indianos, tem um terceiro olho. Pois bem, com tr\u00eas olhos \u00e9 covardia. Tinha que gerar o que saiu em 98 e agora revive t\u00e3o bem aquinhoado com as m\u00e3os, arte e benqueren\u00e7a de Azevedo e Jesu\u00edno.<br \/>\n      Outra mulher de olhos grandes, Florbela Espanca, de uma das terras onde voc\u00ea pisou com carinho e ancinho, disse: \u201cFui pela estrada a rir e a cantar, as contas do meu sonho desfiando&#8230; e noite e dia, \u00e0 chuva e ao luar, fui sempre caminhando e perguntando&#8230;\u201d Essa \u00e9 voc\u00ea, sem tirar, acrescentando a escrita.<br \/>\n      H\u00e1 tanto bordado no escrito por voc\u00ea. Cada palavra \u00e9 um ponto e o contexto mais que um n\u00f3. Arte, est\u00e9tica ou po\u00e9tica? Sei l\u00e1. Sei que \u00e9.<br \/>\n      A carta pelos caminhos de Lu\u00eds e Miguel \u00e9 a mais longa entre tantas que precisam deixar de repousar e tornarem-se belas inquietudes escancaradas. Med ou Mak&#8230;<br \/>\n      Obrigado por ser do seu ninho, fora do Minho.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nAdministrador e escritor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao p\u00e9 da porta, ainda cheirando \u00e0 tinta, a nova vers\u00e3o de \u201cPor terras de Cam\u00f5es e Cervantes\u201d. Releio e fico at\u00f4nito. Atrever-me a coment\u00e1-la, ap\u00f3s a releitura das cr\u00edticas de Benevides, Carvalho e Pinto, \u00e9 uma sandice. E o que sou, se n\u00e3o mero escrevinhador delas? Por n\u00e3o bem ser do ramo, permito-me. Ou por n\u00e3o saber, o que fazer?<br \/>\n      Voc\u00ea \u00e9 uma mulher de olhos grandes e, como querem os indianos, tem um terceiro olho. Pois bem, com tr\u00eas olhos \u00e9 covardia. Tinha que gerar o que saiu em 98 e agora revive t\u00e3o bem aquinhoado com as m\u00e3os, arte e benqueren\u00e7a de Azevedo e Jesu\u00edno.<br \/>\n      Outra mulher de olhos grandes, Florbela Espanca, de uma das terras onde voc\u00ea pisou com carinho e ancinho, disse: \u201cFui pela estrada a rir e a cantar, as contas do meu sonho desfiando&#8230; e noite e dia, \u00e0 chuva e ao luar, fui sempre caminhando e perguntando&#8230;\u201d Essa \u00e9 voc\u00ea, sem tirar, acrescentando a escrita.<br \/>\n      H\u00e1 tanto bordado no escrito por voc\u00ea. Cada palavra \u00e9 um ponto e o contexto mais que um n\u00f3. Arte, est\u00e9tica ou po\u00e9tica? Sei l\u00e1. Sei que \u00e9.<br \/>\n      A carta pelos caminhos de Lu\u00eds e Miguel \u00e9 a mais longa entre tantas que precisam deixar de repousar e tornarem-se belas inquietudes escancaradas. 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