{"id":2620,"date":"2023-12-21T09:10:25","date_gmt":"2023-12-21T12:10:25","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/prefacio-do-livro-voe-comigo-quando-desmorrer\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:25","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:25","slug":"prefacio-do-livro-voe-comigo-quando-desmorrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/prefacio-do-livro-voe-comigo-quando-desmorrer\/","title":{"rendered":"PREF\u00c1CIO DO LIVRO: VOE COMIGO QUANDO DESMORRER"},"content":{"rendered":"<p>Imagino-me passeando por Santana do Acara\u00fa. Dou voltas pela Pra\u00e7a S\u00e3o Jo\u00e3o, benzo-me diante da sua Igreja,  tento localizar o lugar onde o Pe. Ant\u00f4nio Tom\u00e1s foi enterrado na Matriz, fotografo mentalmente o sobrado do Padre Araken, percorro a Pra\u00e7a do Alto da Liberdade, ou\u00e7o vozes dentro do Patronato de Santana, compro uma cocada no mercado p\u00fablico e vou espairecer \u00e0s margens do Rio Acarau.<br \/>\nOlho para as \u00e1guas, h\u00e1 um reflexo de luz e vejo tr\u00eas vultos envoltos em espumas e algas: Padre Ant\u00f4nio Thomaz, pr\u00edncipe dos poetas cearenses, com uma sotaina preta e velha; Jos\u00e9 Alcides Pinto, a maior express\u00e3o viva da literatura santanense, ora de palet\u00f3 branco, ora vestido como franciscano e Audifax Rios, com um gib\u00e3o de vaqueiro, que me joga um livro e, com os outros dois, toma uma canoa feita de alfarr\u00e1bios, cujos remos s\u00e3o duas met\u00e1foras e v\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao mundo do reconhecimento, esse lugar onde s\u00f3 permanecem os que deixam rastros duradouros de saber entre as pessoas.<br \/>\nPasso a m\u00e3o nos olhos e n\u00e3o sei se realmente vi o que estou contando, mas o livro existe, est\u00e1 em minhas m\u00e3os e eu come\u00e7o a fazer o que gosto: Leio-o ali mesmo e fico pasmo.<br \/>\nDecido escrever sobre o que li e, por conta disso, pe\u00e7o a aten\u00e7\u00e3o por cinco minutos, das senhoras e senhores, n\u00e3o por mim, mas em respeito ao autor de Voe Comigo quando Desmorrer e \u00e0 terra santanense que concebeu, em \u00e9pocas distintas, figuras admir\u00e1veis de nossa literatura, essa que n\u00e3o enche algibeiras, mas nos d\u00e1 alento para a vida e a futrica nesta prov\u00edncia de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, a mesma Senhora de Santana, apenas metamorfoseada, fortificada, mar\u00edtima e maior em amores e dores e que acolheu, Audifax Rios, adotando-o como filho.<br \/>\nVamos ao livro:<br \/>\nSe eu fosse cr\u00edtico liter\u00e1rio ou algo parecido, certamente falaria que este novo livro de Audifax Rios completa a trilogia Mem\u00f3ria do Encantamento, iniciada com Os B\u00fafalos de Campan\u00e1rio, cresceu com Migalhas para Serpentes e agora forma o v\u00e9rtice ou a base desse trip\u00e9 ou tri\u00e2ngulo liter\u00e1rio com Voe comigo quando desmorrer.<br \/>\nEu diria que ele tem sensibilidade narrativa, concebe e formata a est\u00e9tica da imaginada cidade de Campan\u00e1rio, no interior do nordeste, mas que poderia ser em qualquer pa\u00eds hisp\u00e2nico da Am\u00e9rica. Constr\u00f3i alegoricamente um mundo fant\u00e1stico com personagens que t\u00eam identidade forte, sexo, cor, a\u00e7\u00e3o desenvolta, vida, quase-mortes, desmortes e morte.<br \/>\nComo n\u00e3o sou cr\u00edtico liter\u00e1rio, digo que o autor de \u201cVoe comigo quando desmorrer\u201d, Audifax Rios, \u00e9 um escritor especial. Homem maduro, longel\u00edneo, \u00f3culos, grisalho, observador nato, com jeito de n\u00e3o estar com pressa. Engano. Mexe com arte desde menino na cidade de Santana do Acara\u00fa, onde nasceu e da qual garimpa a ess\u00eancia de seus romances.<br \/>\nEm 1962 veio ter a Fortaleza, aqui fixou seus l\u00e1pis e pinc\u00e9is, constituiu fam\u00edlia, trabalhou com nanquim, aquarela l\u00edquida, guache, acr\u00edlica e se consolidou como artista pl\u00e1stico m\u00faltiplo, com um claro vi\u00e9s de pensador, pois fazia pe\u00e7as de publicidade que necessitam de interlocu\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico que almeja conquistar. Al\u00e9m disso, poder-se-ia dizer que seria um pensador-pintor-desenhista ou um desenhista-pintor-pensador.<br \/>\nAcontece que Audifax \u00e9 mais que isso. Tirou da mem\u00f3ria e do detalhe de cada desenho ou pintura que fez e faz a sensibilidade que aplica ao escrever com sutileza, mordacidade e atilamento. Ele foi em busca de uma identidade liter\u00e1ria a partir do seu outro eu, colocando-se como ficcionista.<br \/>\nO fato \u00e9 que Audifax produz saber e isso j\u00e1 havia sido demonstrado em outros livros em que cinzela personagens, pinta cen\u00e1rios e cirze o enredo com uma costura que o associa ao realismo fant\u00e1stico latino, sem perder a brejeirice de narrador com sua end\u00f3gena nordestinidade.<br \/>\nCom este livro que me d\u00e1 a honra de prefaciar, ele conclui a trilogia referida. N\u00e3o vou apresentar \u201cspoilers\u201d de sua obra. Para que antecipar o prazer? Basta ir em frente e come\u00e7ar a leitura. N\u00e3o posso deixar de dizer, entretanto, que o Audifax tem jeito e pega os olhos do leitor, prende sua aten\u00e7\u00e3o com a narrativa e a paisagem de Campan\u00e1rio, sua Macondo, viva, t\u00e3o detalhada que \u00e9.<br \/>\n\u00c9 um trabalho de sua mem\u00f3ria, misturado \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e \u00e0s muitas leituras que cada escritor faz como pesquisa, prazer ou amor ao of\u00edcio. E da\u00ed passa a construir de forma subjetiva at\u00e9 uma intertextualidade que \u00e9 m\u00faltipla, pois heran\u00e7a de tudo o que ouviu, leu, intuiu e delirou. Fora isso, as personagens de Apar\u00edcio Sans\u00e3o e Guadalupe, para ficar nas principais, s\u00e3o constru\u00eddas com arte e f\u00e9 de of\u00edcio e restar\u00e3o guardadas nas frestas da mem\u00f3ria de quem sabe ler ou procura ler com um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o e capta as nuances sutis da narrativa e seus di\u00e1logos.<br \/>\nO livro tem mortes redivivas, ambi\u00e7\u00e3o, paix\u00e3o tempestuosa, ironia, sarcasmo e vai num crescendo que deixar\u00e1 o leitor alerta para n\u00e3o perder detalhes que s\u00e3o como cascalhos, onde os olhos n\u00e3o podem pisar rapidamente. \u00c9 preciso ir lendo, respirando e sentindo, como se estivesse de olhos cerrados para imaginar, ver os cen\u00e1rios que ele constr\u00f3i e a hist\u00f3ria a se escorar em tema aparentemente simples.<br \/>\nFica passeando pela m\u00fasica, arte, gestual e sensualidade latina, especialmente do M\u00e9xico, sem esquecer do circo, esta alegoria t\u00e3o fincada em nossas ra\u00edzes, da pens\u00e3o de mulheres, da Igreja e do bicho-homem, entre tantas outras reina\u00e7\u00f5es deste escritor que consolida um estilo e o torna  refer\u00eancia neste tempo de muitos  poetas, mas escassos os que arrastam asas pelos duros caminhos da fic\u00e7\u00e3o, esse campo minado da fantasia, devaneio, alucina\u00e7\u00e3o, desditas que precisam de enredo, come\u00e7o, meio e fim. Essa seq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica dos baixos e altos de todas as vidas e das obras de f\u00f4lego. Abra a primeira p\u00e1gina. Leia, vale a pena.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagino-me passeando por Santana do Acara\u00fa. Dou voltas pela Pra\u00e7a S\u00e3o Jo\u00e3o, benzo-me diante da sua Igreja,  tento localizar o lugar onde o Pe. Ant\u00f4nio Tom\u00e1s foi enterrado na Matriz, fotografo mentalmente o sobrado do Padre Araken, percorro a Pra\u00e7a do Alto da Liberdade, ou\u00e7o vozes dentro do Patronato de Santana, compro uma cocada no mercado p\u00fablico e vou espairecer \u00e0s margens do Rio Acarau.<br \/>\nOlho para as \u00e1guas, h\u00e1 um reflexo de luz e vejo tr\u00eas vultos envoltos em espumas e algas: Padre Ant\u00f4nio Thomaz, pr\u00edncipe dos poetas cearenses, com uma sotaina preta e velha; Jos\u00e9 Alcides Pinto, a maior express\u00e3o viva da literatura santanense, ora de palet\u00f3 branco, ora vestido como franciscano e Audifax Rios, com um gib\u00e3o de vaqueiro, que me joga um livro e, com os outros dois, toma uma canoa feita de alfarr\u00e1bios, cujos remos s\u00e3o duas met\u00e1foras e v\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao mundo do reconhecimento, esse lugar onde s\u00f3 permanecem os que deixam rastros duradouros de saber entre as pessoas.<br \/>\nPasso a m\u00e3o nos olhos e n\u00e3o sei se realmente vi o que estou contando, mas o livro existe, est\u00e1 em minhas m\u00e3os e eu come\u00e7o a fazer o que gosto: Leio-o ali mesmo e fico pasmo.<br \/>\nDecido escrever sobre o que li e, por conta disso, pe\u00e7o a aten\u00e7\u00e3o por cinco minutos, das senhoras e senhores, n\u00e3o por mim, mas em respeito ao autor de Voe Comigo quando Desmorrer e \u00e0 terra santanense que concebeu, em \u00e9pocas distintas, figuras admir\u00e1veis de nossa literatura, essa que n\u00e3o enche algibeiras, mas nos d\u00e1 alento para a vida e a futrica nesta prov\u00edncia de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, a mesma Senhora de Santana, apenas metamorfoseada, fortificada, mar\u00edtima e maior em amores e dores e que acolheu, Audifax Rios, adotando-o como filho.<br \/>\nVamos ao livro:<br \/>\nSe eu fosse cr\u00edtico liter\u00e1rio ou algo parecido, certamente falaria que este novo livro de Audifax Rios completa a trilogia Mem\u00f3ria do Encantamento, iniciada com Os B\u00fafalos de Campan\u00e1rio, cresceu com Migalhas para Serpentes e agora forma o v\u00e9rtice ou a base desse trip\u00e9 ou tri\u00e2ngulo liter\u00e1rio com Voe comigo quando desmorrer.<br \/>\nEu diria que ele tem sensibilidade narrativa, concebe e formata a est\u00e9tica da imaginada cidade de Campan\u00e1rio, no interior do nordeste, mas que poderia ser em qualquer pa\u00eds hisp\u00e2nico da Am\u00e9rica. Constr\u00f3i alegoricamente um mundo fant\u00e1stico com personagens que t\u00eam identidade forte, sexo, cor, a\u00e7\u00e3o desenvolta, vida, quase-mortes, desmortes e morte.<br \/>\nComo n\u00e3o sou cr\u00edtico liter\u00e1rio, digo que o autor de \u201cVoe comigo quando desmorrer\u201d, Audifax Rios, \u00e9 um escritor especial. Homem maduro, longel\u00edneo, \u00f3culos, grisalho, observador nato, com jeito de n\u00e3o estar com pressa. Engano. Mexe com arte desde menino na cidade de Santana do Acara\u00fa, onde nasceu e da qual garimpa a ess\u00eancia de seus romances.<br \/>\nEm 1962 veio ter a Fortaleza, aqui fixou seus l\u00e1pis e pinc\u00e9is, constituiu fam\u00edlia, trabalhou com nanquim, aquarela l\u00edquida, guache, acr\u00edlica e se consolidou como artista pl\u00e1stico m\u00faltiplo, com um claro vi\u00e9s de pensador, pois fazia pe\u00e7as de publicidade que necessitam de interlocu\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico que almeja conquistar. Al\u00e9m disso, poder-se-ia dizer que seria um pensador-pintor-desenhista ou um desenhista-pintor-pensador.<br \/>\nAcontece que Audifax \u00e9 mais que isso. Tirou da mem\u00f3ria e do detalhe de cada desenho ou pintura que fez e faz a sensibilidade que aplica ao escrever com sutileza, mordacidade e atilamento. Ele foi em busca de uma identidade liter\u00e1ria a partir do seu outro eu, colocando-se como ficcionista.<br \/>\nO fato \u00e9 que Audifax produz saber e isso j\u00e1 havia sido demonstrado em outros livros em que cinzela personagens, pinta cen\u00e1rios e cirze o enredo com uma costura que o associa ao realismo fant\u00e1stico latino, sem perder a brejeirice de narrador com sua end\u00f3gena nordestinidade.<br \/>\nCom este livro que me d\u00e1 a honra de prefaciar, ele conclui a trilogia referida. N\u00e3o vou apresentar \u201cspoilers\u201d de sua obra. Para que antecipar o prazer? Basta ir em frente e come\u00e7ar a leitura. N\u00e3o posso deixar de dizer, entretanto, que o Audifax tem jeito e pega os olhos do leitor, prende sua aten\u00e7\u00e3o com a narrativa e a paisagem de Campan\u00e1rio, sua Macondo, viva, t\u00e3o detalhada que \u00e9.<br \/>\n\u00c9 um trabalho de sua mem\u00f3ria, misturado \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e \u00e0s muitas leituras que cada escritor faz como pesquisa, prazer ou amor ao of\u00edcio. E da\u00ed passa a construir de forma subjetiva at\u00e9 uma intertextualidade que \u00e9 m\u00faltipla, pois heran\u00e7a de tudo o que ouviu, leu, intuiu e delirou. Fora isso, as personagens de Apar\u00edcio Sans\u00e3o e Guadalupe, para ficar nas principais, s\u00e3o constru\u00eddas com arte e f\u00e9 de of\u00edcio e restar\u00e3o guardadas nas frestas da mem\u00f3ria de quem sabe ler ou procura ler com um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o e capta as nuances sutis da narrativa e seus di\u00e1logos.<br \/>\nO livro tem mortes redivivas, ambi\u00e7\u00e3o, paix\u00e3o tempestuosa, ironia, sarcasmo e vai num crescendo que deixar\u00e1 o leitor alerta para n\u00e3o perder detalhes que s\u00e3o como cascalhos, onde os olhos n\u00e3o podem pisar rapidamente. \u00c9 preciso ir lendo, respirando e sentindo, como se estivesse de olhos cerrados para imaginar, ver os cen\u00e1rios que ele constr\u00f3i e a hist\u00f3ria a se escorar em tema aparentemente simples.<br \/>\nFica passeando pela m\u00fasica, arte, gestual e sensualidade latina, especialmente do M\u00e9xico, sem esquecer do circo, esta alegoria t\u00e3o fincada em nossas ra\u00edzes, da pens\u00e3o de mulheres, da Igreja e do bicho-homem, entre tantas outras reina\u00e7\u00f5es deste escritor que consolida um estilo e o torna  refer\u00eancia neste tempo de muitos  poetas, mas escassos os que arrastam asas pelos duros caminhos da fic\u00e7\u00e3o, esse campo minado da fantasia, devaneio, alucina\u00e7\u00e3o, desditas que precisam de enredo, come\u00e7o, meio e fim. Essa seq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica dos baixos e altos de todas as vidas e das obras de f\u00f4lego. Abra a primeira p\u00e1gina. Leia, vale a pena.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2620","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2620\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}