{"id":2646,"date":"2023-12-21T09:10:26","date_gmt":"2023-12-21T12:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/balanco-e-feliz-natal-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:26","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:26","slug":"balanco-e-feliz-natal-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/balanco-e-feliz-natal-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"BALAN\u00c7O E FELIZ NATAL &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cCoisas e palavras sangram pela mesma ferida\u201d. Octavio Paz<br \/>\nHoje, sexta-feira, 15 de dezembro de 2017, nove dias antes do Natal, comunico aos meus raros e queridos leitores: vou destinar parte do meu tempo para arrumar estantes, colocar livros em ordem menos ca\u00f3tica, limpar a escrivaninha atulhada e identificar pap\u00e9is perdidos, sob o ru\u00eddo de betoneiras, de serras el\u00e9tricas e o vai-e-vem de ve\u00edculos em rua pr\u00f3xima. Qualquer dia, quem sabe, volto aos jornais. Agora, trabalharei no meu 10\u00ba Livro.<br \/>\nH\u00e1 exatos 55 anos comecei a escrever em jornal, no Correio do Cear\u00e1. Era muito jovem e o dinheiro recebido, ao fim de cada m\u00eas, ajudava no meu projeto de poupar, sempre. Fazia, ao mesmo tempo, duas faculdades p\u00fablicas, Direito e Administra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEscrevia, ent\u00e3o, sobre informes acad\u00eamicos, os movimentos estudantis, as implanta\u00e7\u00f5es de faculdades ao longo da avenida-eixo do Bairro do Benfica, cobria a \u00e1rea cultural\/arte\/musical da cidade, sem esquecer de dar espa\u00e7o ao Centro Popular de Cultura \u2013 CPC da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes.<br \/>\nDepois, instado por Eduardo Campos, superintendente dos Di\u00e1rios Associados, passei a escrever sobre administra\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios, procurando dar \u00eanfase ao surgimento de empresas, ao celeiro de talentos sa\u00eddos dos cursos de forma\u00e7\u00e3o em t\u00e9cnicos em desenvolvimento econ\u00f4mico \u2013 TDE do Banco do Nordeste, noticiar a atua\u00e7\u00e3o do Projeto Azimov-UFC para implantar ind\u00fastrias no interior do Cear\u00e1, entre outros. Nesse mesmo tempo, fui correspondente da Carta Econ\u00f4mica do Nordeste, Revista editada em Recife por Alexandrino Rocha e Fernando C\u00e2mara Cascudo.<br \/>\nHavia, entretanto, de cuidar da minha vida profissional e assim o fiz. Fiz dois anos de doutoramento. N\u00e3o valeu. Gizela Nunes da Costa \u00e9 testemunha da hist\u00f3ria. Dei aulas na Escola de Administra\u00e7\u00e3o e no Cetrede-UFC, em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Cumpria dupla jornada. Durou at\u00e9 concluir n\u00e3o ser poss\u00edvel esse ritmo. Ao mesmo tempo, constitu\u00eda fam\u00edlia.<br \/>\nN\u00e3o parei de escrever em jornal. Aqui e ali no \u201cO Povo\u201d. Com o surgimento do \u201cDi\u00e1rio do Nordeste\u201d, escrevia colunas soltas. Depois, por dezenas de anos, aos domingos, na sua p\u00e1gina de Opini\u00e3o. Em paralelo, \u201cO Estado\u201d passou a publicar artigos meus, \u00e0s sextas, at\u00e9 o dia de hoje.<br \/>\nJ\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rios lustros neste oitent\u00e3o jornal em forma de tabloide \u201cO Estado\u201d antecipou-se, imagine, ao \u201cThe Guardian\u201d, de Londres. Explico: a partir de 2018, o \u201cGuardian\u201d passa a ser tabloide, aderindo \u00e0s novas plataformas da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNeste final de 2017, pr\u00f3digo em sacolejos pol\u00edticos, not\u00edcias falsas (\u201cfake news\u201d), seca no Nordeste, amea\u00e7a de guerra nuclear, o Brasil parece ter deixado a recess\u00e3o, fruto de descalabros p\u00fablicos e privados, e parte para um ano eleitoral sem que o povo, este ente abstrato a incluir n\u00f3s todos, saiba exatamente como votar nas elei\u00e7\u00f5es de outubro.<br \/>\nSomos, h\u00e1 muito, um pa\u00eds em desenvolvimento. A infraestrutura \u00e9 prec\u00e1ria, faltam \u00e1gua, esgotos, estradas, ferrovias, casas e empregos. Nada est\u00e1 pronto. H\u00e1 car\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, os sa\u00eddos dos milhares de cursos superiores, salvo exce\u00e7\u00f5es, t\u00eam baixo n\u00edvel de conhecimento e isso aumenta o desemprego. A corrup\u00e7\u00e3o esperneia. As sele\u00e7\u00f5es dos RHs exigem mais do que os candidatos t\u00eam a oferecer. A seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 atingida por cart\u00e9is a se locupletarem em assaltos pesados, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de drogas il\u00edcitas. Age em desvantagem, contra fac\u00e7\u00f5es com armamentos pesados.<br \/>\nUma boa not\u00edcia, ao final. Pesquisa realizada, neste dezembro, deixa claro: os entrevistados preferem o Natal, com Cristo, que a figura do Papai Noel. Feliz Natal a todos. Obrigado pela companhia.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 15\/12\/2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCoisas e palavras sangram pela mesma ferida\u201d. Octavio Paz<br \/>\nHoje, sexta-feira, 15 de dezembro de 2017, nove dias antes do Natal, comunico aos meus raros e queridos leitores: vou destinar parte do meu tempo para arrumar estantes, colocar livros em ordem menos ca\u00f3tica, limpar a escrivaninha atulhada e identificar pap\u00e9is perdidos, sob o ru\u00eddo de betoneiras, de serras el\u00e9tricas e o vai-e-vem de ve\u00edculos em rua pr\u00f3xima. Qualquer dia, quem sabe, volto aos jornais. Agora, trabalharei no meu 10\u00ba Livro.<br \/>\nH\u00e1 exatos 55 anos comecei a escrever em jornal, no Correio do Cear\u00e1. Era muito jovem e o dinheiro recebido, ao fim de cada m\u00eas, ajudava no meu projeto de poupar, sempre. Fazia, ao mesmo tempo, duas faculdades p\u00fablicas, Direito e Administra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEscrevia, ent\u00e3o, sobre informes acad\u00eamicos, os movimentos estudantis, as implanta\u00e7\u00f5es de faculdades ao longo da avenida-eixo do Bairro do Benfica, cobria a \u00e1rea cultural\/arte\/musical da cidade, sem esquecer de dar espa\u00e7o ao Centro Popular de Cultura \u2013 CPC da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes.<br \/>\nDepois, instado por Eduardo Campos, superintendente dos Di\u00e1rios Associados, passei a escrever sobre administra\u00e7\u00e3o e neg\u00f3cios, procurando dar \u00eanfase ao surgimento de empresas, ao celeiro de talentos sa\u00eddos dos cursos de forma\u00e7\u00e3o em t\u00e9cnicos em desenvolvimento econ\u00f4mico \u2013 TDE do Banco do Nordeste, noticiar a atua\u00e7\u00e3o do Projeto Azimov-UFC para implantar ind\u00fastrias no interior do Cear\u00e1, entre outros. Nesse mesmo tempo, fui correspondente da Carta Econ\u00f4mica do Nordeste, Revista editada em Recife por Alexandrino Rocha e Fernando C\u00e2mara Cascudo.<br \/>\nHavia, entretanto, de cuidar da minha vida profissional e assim o fiz. Fiz dois anos de doutoramento. N\u00e3o valeu. Gizela Nunes da Costa \u00e9 testemunha da hist\u00f3ria. Dei aulas na Escola de Administra\u00e7\u00e3o e no Cetrede-UFC, em cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Cumpria dupla jornada. Durou at\u00e9 concluir n\u00e3o ser poss\u00edvel esse ritmo. Ao mesmo tempo, constitu\u00eda fam\u00edlia.<br \/>\nN\u00e3o parei de escrever em jornal. Aqui e ali no \u201cO Povo\u201d. Com o surgimento do \u201cDi\u00e1rio do Nordeste\u201d, escrevia colunas soltas. Depois, por dezenas de anos, aos domingos, na sua p\u00e1gina de Opini\u00e3o. Em paralelo, \u201cO Estado\u201d passou a publicar artigos meus, \u00e0s sextas, at\u00e9 o dia de hoje.<br \/>\nJ\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rios lustros neste oitent\u00e3o jornal em forma de tabloide \u201cO Estado\u201d antecipou-se, imagine, ao \u201cThe Guardian\u201d, de Londres. Explico: a partir de 2018, o \u201cGuardian\u201d passa a ser tabloide, aderindo \u00e0s novas plataformas da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNeste final de 2017, pr\u00f3digo em sacolejos pol\u00edticos, not\u00edcias falsas (\u201cfake news\u201d), seca no Nordeste, amea\u00e7a de guerra nuclear, o Brasil parece ter deixado a recess\u00e3o, fruto de descalabros p\u00fablicos e privados, e parte para um ano eleitoral sem que o povo, este ente abstrato a incluir n\u00f3s todos, saiba exatamente como votar nas elei\u00e7\u00f5es de outubro.<br \/>\nSomos, h\u00e1 muito, um pa\u00eds em desenvolvimento. A infraestrutura \u00e9 prec\u00e1ria, faltam \u00e1gua, esgotos, estradas, ferrovias, casas e empregos. Nada est\u00e1 pronto. H\u00e1 car\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, os sa\u00eddos dos milhares de cursos superiores, salvo exce\u00e7\u00f5es, t\u00eam baixo n\u00edvel de conhecimento e isso aumenta o desemprego. A corrup\u00e7\u00e3o esperneia. As sele\u00e7\u00f5es dos RHs exigem mais do que os candidatos t\u00eam a oferecer. A seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 atingida por cart\u00e9is a se locupletarem em assaltos pesados, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de drogas il\u00edcitas. Age em desvantagem, contra fac\u00e7\u00f5es com armamentos pesados.<br \/>\nUma boa not\u00edcia, ao final. Pesquisa realizada, neste dezembro, deixa claro: os entrevistados preferem o Natal, com Cristo, que a figura do Papai Noel. Feliz Natal a todos. 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