{"id":2740,"date":"2023-12-21T09:10:28","date_gmt":"2023-12-21T12:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-estado-80-anos-depois-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:28","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:28","slug":"o-estado-80-anos-depois-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-estado-80-anos-depois-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"O ESTADO &#8211; 80 ANOS DEPOIS &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Caso voc\u00ea nunca tenha entrado em uma reda\u00e7\u00e3o de jornal, n\u00e3o sabe o que est\u00e1 perdendo. Hoje est\u00e1 tudo mais tranquilo, com o suave bater das teclas dos computadores, as reuni\u00f5es de pauta e o bul\u00edcio do fechamento da edi\u00e7\u00e3o. Foi-se o tempo da composi\u00e7\u00e3o a chumbo quente. Vieram as linotipos, os computadores, esses destruidores do ontem, pois precisam sempre do amanh\u00e3, diferente do hoje.<br \/>\nEm 1936, uma agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o Partido Social Democr\u00e1tico-PSD, teve a aud\u00e1cia de fundar, em Fortaleza, mais um jornal e deu a ele o nome pomposo de \u201cO Estado\u201d. Fortaleza, com 136 mil habitantes, possu\u00eda v\u00e1rios Jornais: Correio do Cear\u00e1, fundado em 1915; O Nordeste, em 1922; Gazeta de Not\u00edcias, em 1927; e O Povo, em 1928.<br \/>\nO PSD escolheu um jovem advogado, Jos\u00e9 Martins Rodrigues, para dirigi-lo e assim come\u00e7a a hist\u00f3ria do \u201cO Estado\u201d, em 24 de setembro de 1936. Agora, 80 anos depois, \u201cO Estado-Ce\u201d comemora o octog\u00e9simo anivers\u00e1rio. Percal\u00e7os, muitos. Basta dizer que em 1937, como todos sabem, o Brasil entrou no \u201cEstado Novo\u201d, regime pol\u00edtico ditatorial, e dele s\u00f3 sairia em 1945<br \/>\nA hist\u00f3ria do \u201cO Estado\u201d est\u00e1 sendo escrita pelo jornalista e professor Luiz S\u00e9rgio Santos, da\u00ed n\u00e3o precisar discorrer sobre todas as vit\u00f3rias e as barreiras deste jornal que chega \u00e0s bancas e \u00e0s m\u00e3os dos assinantes todas as manh\u00e3s, de segunda a sexta-feira.<br \/>\nOs 80 anos, amanh\u00e3 completados, devem ser motivo de alegria para os que cultuam a democracia, a informa\u00e7\u00e3o e a liberdade, objetivos maiores deste compacto peri\u00f3dico a cada dia. Ele traz o essencial do acontecido no Cear\u00e1, no Brasil e no Mundo, originado n\u00e3o s\u00f3 pelas ag\u00eancias de not\u00edcias e o captado pela Internet. Al\u00e9m do jornal impresso, \u201cO Estado\u201d possui blog e televis\u00e3o, via Youtube.<br \/>\nH\u00e1 que se destacar a arg\u00facia de seus articulistas explorando os eixos sobre os quais passeiam as grandezas, as sutilezas e as vilezas humanas, sem sensacionalismo e com ponderabilidade. A ascens\u00e3o de Ricardo Palhano \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do jornal, acolitado pela fam\u00edlia, aconteceu desde a morte de Venelouis Xavier Pereira, em 1966.<br \/>\nProcurei algu\u00e9m com densidade jornal\u00edstica e conhecimento das entranhas do Jornal para falar sobre \u201cO Estado\u201d. A escolha recaiu na pessoa do articulista Mac\u00e1rio Batista, esse jornalista globe-trotter a temperar os seus textos di\u00e1rios com a arg\u00facia de veterano, a leveza do humor, e a determina\u00e7\u00e3o de \u201cfoca\u201d que sai atr\u00e1s daquilo que, algumas vezes, sequer sabe definir ou mensurar.<br \/>\nMac\u00e1rio diz: \u201cOs sonhos nunca duraram tanto. L\u00e1 atr\u00e1s, no tempo, quando os intelectuais-pol\u00edticos, gente que sabia ler e escrever, criou O Estado, sonhavam com uma imprensa livre, com um lugar pra disseminar ideias, um canto pra repousar o ide\u00e1rio libert\u00e1rio do Cear\u00e1. 80 anos do Jornal O Estado, no meu ju\u00edzo, passando por todos os instantes porque passam institui\u00e7\u00f5es feitas de sonhos e desejos \u00e9 uma realidade madura, generosa, verdadeira, una no seu todo. Estou l\u00e1, faz coisa de 25 anos. Humildemente incluo meu nome nesses 80, crente na seriedade dos prop\u00f3sitos dos que deram sequ\u00eancia ao trabalho do saudoso Venelouis Xavier Pereira. O jornal ganhou o rosto da juventude, o gestual meigo da presidente Wanda Palhano e a coragem nunca perdida de seguir a verdade e a legitimidade das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 23\/09\/2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso voc\u00ea nunca tenha entrado em uma reda\u00e7\u00e3o de jornal, n\u00e3o sabe o que est\u00e1 perdendo. Hoje est\u00e1 tudo mais tranquilo, com o suave bater das teclas dos computadores, as reuni\u00f5es de pauta e o bul\u00edcio do fechamento da edi\u00e7\u00e3o. Foi-se o tempo da composi\u00e7\u00e3o a chumbo quente. Vieram as linotipos, os computadores, esses destruidores do ontem, pois precisam sempre do amanh\u00e3, diferente do hoje.<br \/>\nEm 1936, uma agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o Partido Social Democr\u00e1tico-PSD, teve a aud\u00e1cia de fundar, em Fortaleza, mais um jornal e deu a ele o nome pomposo de \u201cO Estado\u201d. Fortaleza, com 136 mil habitantes, possu\u00eda v\u00e1rios Jornais: Correio do Cear\u00e1, fundado em 1915; O Nordeste, em 1922; Gazeta de Not\u00edcias, em 1927; e O Povo, em 1928.<br \/>\nO PSD escolheu um jovem advogado, Jos\u00e9 Martins Rodrigues, para dirigi-lo e assim come\u00e7a a hist\u00f3ria do \u201cO Estado\u201d, em 24 de setembro de 1936. Agora, 80 anos depois, \u201cO Estado-Ce\u201d comemora o octog\u00e9simo anivers\u00e1rio. Percal\u00e7os, muitos. Basta dizer que em 1937, como todos sabem, o Brasil entrou no \u201cEstado Novo\u201d, regime pol\u00edtico ditatorial, e dele s\u00f3 sairia em 1945<br \/>\nA hist\u00f3ria do \u201cO Estado\u201d est\u00e1 sendo escrita pelo jornalista e professor Luiz S\u00e9rgio Santos, da\u00ed n\u00e3o precisar discorrer sobre todas as vit\u00f3rias e as barreiras deste jornal que chega \u00e0s bancas e \u00e0s m\u00e3os dos assinantes todas as manh\u00e3s, de segunda a sexta-feira.<br \/>\nOs 80 anos, amanh\u00e3 completados, devem ser motivo de alegria para os que cultuam a democracia, a informa\u00e7\u00e3o e a liberdade, objetivos maiores deste compacto peri\u00f3dico a cada dia. Ele traz o essencial do acontecido no Cear\u00e1, no Brasil e no Mundo, originado n\u00e3o s\u00f3 pelas ag\u00eancias de not\u00edcias e o captado pela Internet. Al\u00e9m do jornal impresso, \u201cO Estado\u201d possui blog e televis\u00e3o, via Youtube.<br \/>\nH\u00e1 que se destacar a arg\u00facia de seus articulistas explorando os eixos sobre os quais passeiam as grandezas, as sutilezas e as vilezas humanas, sem sensacionalismo e com ponderabilidade. A ascens\u00e3o de Ricardo Palhano \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do jornal, acolitado pela fam\u00edlia, aconteceu desde a morte de Venelouis Xavier Pereira, em 1966.<br \/>\nProcurei algu\u00e9m com densidade jornal\u00edstica e conhecimento das entranhas do Jornal para falar sobre \u201cO Estado\u201d. A escolha recaiu na pessoa do articulista Mac\u00e1rio Batista, esse jornalista globe-trotter a temperar os seus textos di\u00e1rios com a arg\u00facia de veterano, a leveza do humor, e a determina\u00e7\u00e3o de \u201cfoca\u201d que sai atr\u00e1s daquilo que, algumas vezes, sequer sabe definir ou mensurar.<br \/>\nMac\u00e1rio diz: \u201cOs sonhos nunca duraram tanto. L\u00e1 atr\u00e1s, no tempo, quando os intelectuais-pol\u00edticos, gente que sabia ler e escrever, criou O Estado, sonhavam com uma imprensa livre, com um lugar pra disseminar ideias, um canto pra repousar o ide\u00e1rio libert\u00e1rio do Cear\u00e1. 80 anos do Jornal O Estado, no meu ju\u00edzo, passando por todos os instantes porque passam institui\u00e7\u00f5es feitas de sonhos e desejos \u00e9 uma realidade madura, generosa, verdadeira, una no seu todo. Estou l\u00e1, faz coisa de 25 anos. Humildemente incluo meu nome nesses 80, crente na seriedade dos prop\u00f3sitos dos que deram sequ\u00eancia ao trabalho do saudoso Venelouis Xavier Pereira. O jornal ganhou o rosto da juventude, o gestual meigo da presidente Wanda Palhano e a coragem nunca perdida de seguir a verdade e a legitimidade das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 23\/09\/2016.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2740\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}