{"id":2775,"date":"2023-12-21T09:10:29","date_gmt":"2023-12-21T12:10:29","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/audifax-rios-de-saudade-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:29","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:29","slug":"audifax-rios-de-saudade-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/audifax-rios-de-saudade-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"AUDIFAX, RIOS DE SAUDADE &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 importante registrar, de antem\u00e3o, para conhecimentos dos novatos que esta tert\u00falia h\u00e1 muito vem acontecendo, heterog\u00eanea e informal&#8230;\u201d, Audifax Rios, 20.02.2002<br \/>\nS\u00e1bado passado, o \u201cClube do Bode\u201d perdeu o seu secret\u00e1rio Audifax Rios. Cuidadoso, ele ligara de Santana do Acara\u00fa, sua terra natal, e pedira ao S\u00e9rgio Braga, \u201cpai-de-chiqueiro-mor\u201d, que colhesse as assinaturas dos presentes.<br \/>\nComo se sabe, o Clube do Bode \u00e9 entidade \u201csui generis\u201d, cunhada em 2000, a reunir, de forma desconvencional e an\u00e1rquica, escritores, artistas pl\u00e1sticos, poetas, ex e atuais pol\u00edticos de tend\u00eancias mis, jornalistas, compositores, cantores, profissionais liberais, empres\u00e1rios e outros, crist\u00e3os ou ateus, que por l\u00e1 aportam com objetivos pessoais, comuns ou peculiares.<br \/>\nOs caprinos comparecem \u00e0s sextas noturnas e aos s\u00e1bados matutinos na sede aos fundos da longeva \u201cLivros T\u00e9cnicos\u201d, justo na sala do Braga que a todos recebe no espa\u00e7o conflagrado por opini\u00f5es colidentes, vozes exacerbadas, bebidas e petiscos, por conta da casa.<br \/>\nQuando a sala superlota, o grupo se desloca para a cal\u00e7ada adjacente. S\u00f3 a\u00ed cada um passa a pagar a sua conta, servidos por distintos gar\u00e7ons. H\u00e1 13 anos, Audifax virou o nosso Pedro Vaz Caminha, registrando tudo em 691 atas, a partir de 20 de fevereiro de 2002, enfeixadas em 38 volumes. Ele o fazia com precis\u00e3o jornal\u00edstica, n\u00e3o s\u00f3 as presen\u00e7as, mas os \u201ccausos\u201d, as gabolices, os livros lan\u00e7ados, caricaturava, colava recortes de jornais e, infelizmente, o registro da morte de pares.<br \/>\nPois n\u00e3o \u00e9 que, logo ap\u00f3s a liga\u00e7\u00e3o, ao banho, o Audifax teve encontro rel\u00e2mpago e definitivo com a nefanda. Essa, sempre \u00e0 espreita, modo e jeito aleat\u00f3rio, ceifa intelig\u00eancias e outras, nem tanto. Autodidata, fez-se, por sua conta e risco, cen\u00f3grafo, ilustrador, xil\u00f3grafo, pintor, criador publicit\u00e1rio, romancista e, por \u00faltimo, jogou a timidez para o alto e assinou, por anos, cr\u00f4nica semanal no \u201cO Povo\u201d.<br \/>\nEle e eu t\u00ednhamos boas conversas, a partir de sua mordacidade e da sua abstemia que o fazia vigilante das tagarelices, dos egos inflamados e dos que l\u00e1 v\u00e3o apenas para estar perto dos que lhe interessam.<br \/>\nFiquei triste quando o Ubiratan comunicou-me o infort\u00fanio. Perdi a gra\u00e7a. S\u00f3 aquietei-me quando o vi, sereno em sua horizontalidade, com camisa multicor, pranteado pela fam\u00edlia e por centenas de amigos e admiradores. Registro cinco depoimentos de amigos do Audifax. Cada um a seu jeito:<br \/>\n1-B. C. Neto: \u201cIndescritivelmente entristecido, hoje assinarei uma ata diferente. Fugitivo, confesso das grandes dores existenciais, nunca apare\u00e7o nem enfrento esses momentos. Tem sido assim. De repente, me encontro no v\u00e1cuo para escrever sobre um amigo-irm\u00e3o e publicar na marcante ata da vida. O Audifax sempre me lembrou de nosso sangue armorial de nordestino aut\u00eantico, que escorre, lentamente pelos c\u00f3rregos, veredas e tabuleiros do nosso sert\u00e3o, rumo ao mar, onde recebeu carimbo e cidadania plena de cearense fidedigno. Continuaremos nossos c\u00e2nticos e benditos na prociss\u00e3o dos lutadores\u201d.<br \/>\n2. Durval Aires Filho: \u201cAdmirado por sua simplicidade, Audifax nasceu artista pl\u00e1stico, come\u00e7ando a trabalhar no canal 2, pintando cen\u00e1rios, convivendo com Jo\u00e3o Ramos, Emiliano Queiroz, B.de Paiva e Augusto Borges, entre outros talentos. Possu\u00eda um tra\u00e7o inconfund\u00edvel, expressando, com carga emotiva, toda realidade do semi\u00e1rido. Foi excelente escritor. Quando publicou \u201cBar Peixe Frito\u201d, h\u00e1 quase quarenta anos, comemoramos. Depois do texto, peixe assado e aguardente. Era alegria encontr\u00e1-lo na companhia de Carlos Paiva, Augusto Pontes e Gerv\u00e1sio de Paula. Agora, compartilho com a D. Valda, Mariana, Jo\u00e3o e com infinidade de amigos, a tristeza de sua aus\u00eancia. \u00c9 a vida, meu senhor!\u201d.<br \/>\n3. Paulo de Tarso Pardal: \u201cIniciei minha vida nas artes por meio do Audifax. Aprendi quase tudo com ele. E ele se fez meu professor, sem pedir para s\u00ea-lo: ele, simplesmente, foi me ensinando, sem saber da transforma\u00e7\u00e3o por que eu passaria, logo ap\u00f3s nossos primeiros encontros. Acho que, pela simplicidade e pelo prazer de ensinar. Na verdade, acredito que ele era despregado do mundo. Ele vivia aqui, porque tinha como miss\u00e3o ver o mundo diferentemente e ensinar as pessoas a serem assim. Penso que, em parte, ele conseguiu, porque muitos modificaram suas vidas pelos seus ensinamentos. O mais importante \u00e9 que ele j\u00e1 est\u00e1 presente dentro da gente e dentro de muitas casas, mesmo n\u00e3o estando mais aqui.\u201d<br \/>\n4. Ubiratan Aguiar: \u201cEle fez da simplicidade a marca registrada do seu talento. Nos tra\u00e7os, nas letras, nas cores de suas telas estavam presentes a alma sertaneja do homem da Santana, o verbo candente dos que clamam por justi\u00e7a social. S\u00f3brio no dizer, fraterno nas amizades, abriu caminhos e fez hist\u00f3ria na vida cultural de Fortaleza. Encontrou-se no Clube do Bode e em um processo de simbiose ficou dif\u00edcil identificar diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre eles.<br \/>\nAudifax escreveu sua vida com a grandeza da humildade, a disponibilidade no servir e a eleva\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio.\u201d<br \/>\n5. Virg\u00edlio Maia: \u201cAudifax e eu nos conhecemos e travamos imediata amizade por volta de 76, quando vim de Minas: para mim, foi como achar ouro em p\u00f3. Dif\u00edcil se encontrar, se \u00e9 que se encontra pessoa de melhor car\u00e1ter, incapaz, absolutamente incapaz de cometer, com quem quer que seja ou fosse, a m\u00ednima descortesia ou deslealdade. Possuidor de alma vocacionada \u00e0 bo\u00eamia e \u00e0s artes, soube, por\u00e9m, mediar esse chamamento como \u00e0quela outra voca\u00e7\u00e3o que igualmente lhe completava: a familiar. Foi marido, pai e av\u00f4 cheio de compreens\u00e3o e de amorosa ternura. Fizemos v\u00e1rias parcerias art\u00edsticas, ele pacientemente ilustrando algum verso que eu houvera cometido. Publicamos em conjunto, pela Editora Giordano, de Sampa, a \u201cVia-Sacra Sertaneja\u201d. Audifax foi de um tudo: romancista, xil\u00f3grafo, cordelista, pintor, editor, publicit\u00e1rio: era meio renascentista, o que quisesse ser, fazia o que queria, o \u2018homo faber\u2019. Mas l\u00e1 se foi meu nobre amigo Dom Jos\u00e9 de Santana: era assim que eu o chamava.\u201d<br \/>\nA missa de 7\u00ba. dia ser\u00e1 hoje, sexta, 1\u00ba. de maio, \u00e0s 20h30 na Par\u00f3quia de Santa Luzia. Requiescat in pace<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 01\/05\/2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 importante registrar, de antem\u00e3o, para conhecimentos dos novatos que esta tert\u00falia h\u00e1 muito vem acontecendo, heterog\u00eanea e informal&#8230;\u201d, Audifax Rios, 20.02.2002<br \/>\nS\u00e1bado passado, o \u201cClube do Bode\u201d perdeu o seu secret\u00e1rio Audifax Rios. Cuidadoso, ele ligara de Santana do Acara\u00fa, sua terra natal, e pedira ao S\u00e9rgio Braga, \u201cpai-de-chiqueiro-mor\u201d, que colhesse as assinaturas dos presentes.<br \/>\nComo se sabe, o Clube do Bode \u00e9 entidade \u201csui generis\u201d, cunhada em 2000, a reunir, de forma desconvencional e an\u00e1rquica, escritores, artistas pl\u00e1sticos, poetas, ex e atuais pol\u00edticos de tend\u00eancias mis, jornalistas, compositores, cantores, profissionais liberais, empres\u00e1rios e outros, crist\u00e3os ou ateus, que por l\u00e1 aportam com objetivos pessoais, comuns ou peculiares.<br \/>\nOs caprinos comparecem \u00e0s sextas noturnas e aos s\u00e1bados matutinos na sede aos fundos da longeva \u201cLivros T\u00e9cnicos\u201d, justo na sala do Braga que a todos recebe no espa\u00e7o conflagrado por opini\u00f5es colidentes, vozes exacerbadas, bebidas e petiscos, por conta da casa.<br \/>\nQuando a sala superlota, o grupo se desloca para a cal\u00e7ada adjacente. S\u00f3 a\u00ed cada um passa a pagar a sua conta, servidos por distintos gar\u00e7ons. H\u00e1 13 anos, Audifax virou o nosso Pedro Vaz Caminha, registrando tudo em 691 atas, a partir de 20 de fevereiro de 2002, enfeixadas em 38 volumes. Ele o fazia com precis\u00e3o jornal\u00edstica, n\u00e3o s\u00f3 as presen\u00e7as, mas os \u201ccausos\u201d, as gabolices, os livros lan\u00e7ados, caricaturava, colava recortes de jornais e, infelizmente, o registro da morte de pares.<br \/>\nPois n\u00e3o \u00e9 que, logo ap\u00f3s a liga\u00e7\u00e3o, ao banho, o Audifax teve encontro rel\u00e2mpago e definitivo com a nefanda. Essa, sempre \u00e0 espreita, modo e jeito aleat\u00f3rio, ceifa intelig\u00eancias e outras, nem tanto. Autodidata, fez-se, por sua conta e risco, cen\u00f3grafo, ilustrador, xil\u00f3grafo, pintor, criador publicit\u00e1rio, romancista e, por \u00faltimo, jogou a timidez para o alto e assinou, por anos, cr\u00f4nica semanal no \u201cO Povo\u201d.<br \/>\nEle e eu t\u00ednhamos boas conversas, a partir de sua mordacidade e da sua abstemia que o fazia vigilante das tagarelices, dos egos inflamados e dos que l\u00e1 v\u00e3o apenas para estar perto dos que lhe interessam.<br \/>\nFiquei triste quando o Ubiratan comunicou-me o infort\u00fanio. Perdi a gra\u00e7a. S\u00f3 aquietei-me quando o vi, sereno em sua horizontalidade, com camisa multicor, pranteado pela fam\u00edlia e por centenas de amigos e admiradores. Registro cinco depoimentos de amigos do Audifax. Cada um a seu jeito:<br \/>\n1-B. C. Neto: \u201cIndescritivelmente entristecido, hoje assinarei uma ata diferente. Fugitivo, confesso das grandes dores existenciais, nunca apare\u00e7o nem enfrento esses momentos. Tem sido assim. De repente, me encontro no v\u00e1cuo para escrever sobre um amigo-irm\u00e3o e publicar na marcante ata da vida. O Audifax sempre me lembrou de nosso sangue armorial de nordestino aut\u00eantico, que escorre, lentamente pelos c\u00f3rregos, veredas e tabuleiros do nosso sert\u00e3o, rumo ao mar, onde recebeu carimbo e cidadania plena de cearense fidedigno. Continuaremos nossos c\u00e2nticos e benditos na prociss\u00e3o dos lutadores\u201d.<br \/>\n2. Durval Aires Filho: \u201cAdmirado por sua simplicidade, Audifax nasceu artista pl\u00e1stico, come\u00e7ando a trabalhar no canal 2, pintando cen\u00e1rios, convivendo com Jo\u00e3o Ramos, Emiliano Queiroz, B.de Paiva e Augusto Borges, entre outros talentos. Possu\u00eda um tra\u00e7o inconfund\u00edvel, expressando, com carga emotiva, toda realidade do semi\u00e1rido. Foi excelente escritor. Quando publicou \u201cBar Peixe Frito\u201d, h\u00e1 quase quarenta anos, comemoramos. Depois do texto, peixe assado e aguardente. Era alegria encontr\u00e1-lo na companhia de Carlos Paiva, Augusto Pontes e Gerv\u00e1sio de Paula. Agora, compartilho com a D. Valda, Mariana, Jo\u00e3o e com infinidade de amigos, a tristeza de sua aus\u00eancia. \u00c9 a vida, meu senhor!\u201d.<br \/>\n3. Paulo de Tarso Pardal: \u201cIniciei minha vida nas artes por meio do Audifax. Aprendi quase tudo com ele. E ele se fez meu professor, sem pedir para s\u00ea-lo: ele, simplesmente, foi me ensinando, sem saber da transforma\u00e7\u00e3o por que eu passaria, logo ap\u00f3s nossos primeiros encontros. Acho que, pela simplicidade e pelo prazer de ensinar. Na verdade, acredito que ele era despregado do mundo. Ele vivia aqui, porque tinha como miss\u00e3o ver o mundo diferentemente e ensinar as pessoas a serem assim. Penso que, em parte, ele conseguiu, porque muitos modificaram suas vidas pelos seus ensinamentos. O mais importante \u00e9 que ele j\u00e1 est\u00e1 presente dentro da gente e dentro de muitas casas, mesmo n\u00e3o estando mais aqui.\u201d<br \/>\n4. Ubiratan Aguiar: \u201cEle fez da simplicidade a marca registrada do seu talento. Nos tra\u00e7os, nas letras, nas cores de suas telas estavam presentes a alma sertaneja do homem da Santana, o verbo candente dos que clamam por justi\u00e7a social. S\u00f3brio no dizer, fraterno nas amizades, abriu caminhos e fez hist\u00f3ria na vida cultural de Fortaleza. Encontrou-se no Clube do Bode e em um processo de simbiose ficou dif\u00edcil identificar diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre eles.<br \/>\nAudifax escreveu sua vida com a grandeza da humildade, a disponibilidade no servir e a eleva\u00e7\u00e3o de princ\u00edpio.\u201d<br \/>\n5. Virg\u00edlio Maia: \u201cAudifax e eu nos conhecemos e travamos imediata amizade por volta de 76, quando vim de Minas: para mim, foi como achar ouro em p\u00f3. Dif\u00edcil se encontrar, se \u00e9 que se encontra pessoa de melhor car\u00e1ter, incapaz, absolutamente incapaz de cometer, com quem quer que seja ou fosse, a m\u00ednima descortesia ou deslealdade. Possuidor de alma vocacionada \u00e0 bo\u00eamia e \u00e0s artes, soube, por\u00e9m, mediar esse chamamento como \u00e0quela outra voca\u00e7\u00e3o que igualmente lhe completava: a familiar. Foi marido, pai e av\u00f4 cheio de compreens\u00e3o e de amorosa ternura. Fizemos v\u00e1rias parcerias art\u00edsticas, ele pacientemente ilustrando algum verso que eu houvera cometido. Publicamos em conjunto, pela Editora Giordano, de Sampa, a \u201cVia-Sacra Sertaneja\u201d. Audifax foi de um tudo: romancista, xil\u00f3grafo, cordelista, pintor, editor, publicit\u00e1rio: era meio renascentista, o que quisesse ser, fazia o que queria, o \u2018homo faber\u2019. Mas l\u00e1 se foi meu nobre amigo Dom Jos\u00e9 de Santana: era assim que eu o chamava.\u201d<br \/>\nA missa de 7\u00ba. dia ser\u00e1 hoje, sexta, 1\u00ba. de maio, \u00e0s 20h30 na Par\u00f3quia de Santa Luzia. Requiescat in pace<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 01\/05\/2015<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}