{"id":2779,"date":"2023-12-21T09:10:29","date_gmt":"2023-12-21T12:10:29","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/a-escravidao-a-igreja-os-colonizadores-e-a-farsa-do-13-de-maio-de-1888-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:29","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:29","slug":"a-escravidao-a-igreja-os-colonizadores-e-a-farsa-do-13-de-maio-de-1888-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/a-escravidao-a-igreja-os-colonizadores-e-a-farsa-do-13-de-maio-de-1888-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"A ESCRAVID\u00c3O, A IGREJA, OS COLONIZADORES E A FARSA DO 13 DE MAIO DE 1888 &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA hist\u00f3ria da escravid\u00e3o \u00e9 um abismo de degrada\u00e7\u00e3o e mis\u00e9ria que n\u00e3o se pode sondar\u201d. Joaquim Nabuco.<br \/>\nOuso sondar e o fa\u00e7o sem medo, pois a hist\u00f3ria sempre \u00e9 contada pelos vencedores e por historiados complacentes. \u00c9 claro que as poesias de Antonio de Castro Alves s\u00e3o um libelo e o que Jo\u00e3o Capistrano de Abreu escreveu merece f\u00e9. Ambos deveriam ser lidos por quem acredita que a escravid\u00e3o foi apenas um per\u00edodo de degrada\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria mundial. A escravid\u00e3o ainda existe, embora com outros nomes. Os imigrantes indocumentados que trabalham clandestinamente s\u00e3o tratados como escravos.<br \/>\nAqui no Brasil h\u00e1 isso, ainda hoje. A di\u00e1spora pela sobreviv\u00eancia de muitas ra\u00e7as \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o do que explano. Um pequeno exemplo: a fuga da pobreza de haitianos para o Brasil \u00e9 prova disso, sem falar na engana\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos sobre uma a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria do Brasil em pa\u00edses africanos. Na verdade, as grandes empresas que para l\u00e1 foram queriam mercado de trabalho a base de propinas. Tal como aqui se faz. E os \u201cnativos\u201d foram e s\u00e3o usados apenas como m\u00e3o de obra barata.<br \/>\nPessoas eruditas, e outras nem tanto, fazem cara de pena quando veem em jornais, nas revistas e nas redes de televis\u00e3o o mortic\u00ednio de negros africanos que, por absoluta falta de oportunidade, fogem de seus pa\u00edses assolados por desemprego, por fome e por doen\u00e7as. Tudo comandado por ditadores patrocinados pelas pot\u00eancias ocidentais ou governos \u201cdemocratas\u201d locais em elei\u00e7\u00f5es forjadas e viciadas.<br \/>\nNeste 2015, pessoas e fam\u00edlias usam todo o dinheiro amealhado \u2013 sabe Deus como \u2013 para serem transportados em novos navios negreiros de bandeiras diferentes que, em meio ao mar mediterr\u00e2neo, afundam, jogam passageiros doentes ao oceano ou \u201cs\u00e3o afundados\u201d por guardas costeiras.<br \/>\nSegundo estat\u00edsticas da pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es (des)Unidas \u2013 ONU, morreram na travessia, em 2104, 3.500 pessoas, entre homens, mulheres e crian\u00e7as. Estat\u00edstica, dizem uns, \u00e9 a ci\u00eancia da d\u00favida. Morreram muitos mais. Se tiver a cabe\u00e7a metida em um \u201cfreezer\u201d e os p\u00e9s em uma fogueira, a m\u00e9dia estar\u00e1 boa. Os navios afundados \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos \u2013 repousam no fundo do mar e ningu\u00e9m se importa com isso.<br \/>\nVerdade seja dita, a Europa, que eu conhe\u00e7o de ponta a ponta, abomina a chegada de negros e \u00e1rabes, embora disfarce. A Alemanha de hoje, al\u00e9m dos \u201cabomin\u00e1veis\u201d turcos, conta com uma massa grande de \u00e1rabes e negros que sobrevivem em subempregos ou servem aos traficantes de drogas que os cooptam.<br \/>\nOs camel\u00f4s negros da It\u00e1lia est\u00e3o sempre pr\u00f3ximos aos pontos de atra\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que tem no turista uma das suas grandes fontes de renda. Hoje, eles s\u00e3o disputados por chefes de contrabando e de tr\u00e1fico quando saem do Porto de Lampedusa e se misturam em guetos. Em outros pa\u00edses europeus nada \u00e9 diferente da Alemanha e da It\u00e1lia. Lembram-se do ataque ao tabloide \u201cCharlie\u201d, em Paris?<br \/>\nA tal da liberta\u00e7\u00e3o falaciosa dos escravos em 13 de maio de 1888 no Brasil foi pouco mais que um ato pol\u00edtico preparando a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. A hist\u00f3ria do tr\u00e1fego de escravos em Portugal, dita nossa p\u00e1tria m\u00e3e, come\u00e7ou no s\u00e9culo XV, desde 1448, sob a \u00e9gide de D. Jo\u00e3o III, antes mesmo da descoberta do Brasil. Como se sabe, Portugal s\u00f3 se lembrou da exist\u00eancia desta sua ent\u00e3o col\u00f4nia brasiliana depois de 1530.<br \/>\nO reinado de Portugal, em 13 de mar\u00e7o de 1531, instituiu as Capitanias Heredit\u00e1rias, n\u00e3o por ser bonzinho, mas pela incapacidade de gerir tantas col\u00f4nias no ocidente e oriente, at\u00e9 na China, onde Macau foi portuguesa at\u00e9 bem pouco. Era conquista demais para p\u00e1tria lusitana cantada em verso nos \u201cLus\u00edadas\u201d, por Cam\u00f5es.<br \/>\nSaibam voc\u00eas que o Papa Nicolau V, da Santa Igreja Cat\u00f3lica, at\u00e9 editou a Enc\u00edclica \u201cDum Diversitas\u201d liberando a escravatura. A \u201cDum\u201d vigeu entre 1513 e 1605. Na realidade, a Igreja queria apenas cristianizar negros que tinham as suas f\u00e9s pr\u00f3prias, ainda hoje arraigadas em todos os pa\u00edses em que habitam. Ao lado disso, n\u00e3o se pode esquecer as atrocidades da Inquisi\u00e7\u00e3o na Idade M\u00e9dia.<br \/>\nDiz Felipe de Alencastro, sobre o problema da escravocracia brasileira: \u201cA escravid\u00e3o legou-nos uma insensibilidade, um descompasso com a sorte da maioria que est\u00e1 na raiz da estrat\u00e9gia da classe dominante.\u201d Quem leu alguma coisa de Hist\u00f3ria sabe que os portugueses, os espanh\u00f3is e os ingleses foram os maiores fornecedores de escravos, a partir do s\u00e9culo XVI. Mas, \u00e9 preciso deixar claro que a escravatura \u00e9 antiga, b\u00edblica at\u00e9, apesar dos discursos de democracia, consumidores e usu\u00e1rios de escravos.<br \/>\nCarregar um pacote, construir monumentos e pal\u00e1cios n\u00e3o eram coisas para cidad\u00e3os. Cabia aos escravos esse \u201ctrabalho sujo\u201d. Assim, ningu\u00e9m se espante que os comerciantes, a partir do s\u00e9culo XVI, fizessem do tr\u00e1fico de negros da Costa do Marfim, Angola, Nig\u00e9ria, Mo\u00e7ambique e outros lugares, um grande neg\u00f3cio. Cada navio, movido a vela e at\u00e9 com ajuda de remos, usando astrol\u00e1bios, era uma empresa flutuante que importava e exportava, por viagem, em torno de 400 africanos para os mercados das Am\u00e9ricas do Norte, Central e do Sul.<br \/>\nNo Brasil, as capitanias mais desenvolvidas, Pernambuco, Bahia e Rio de janeiro, tiveram os seus neg\u00f3cios de agricultura de a\u00e7\u00facar e do ouro, movidos pelos bra\u00e7os fortes dos que eram vendidos, como mercadoria, em pra\u00e7as p\u00fablicas. A nossa Igreja, enquanto isso se preocupava em transmitir a f\u00e9 aos silv\u00edcolas e usar a sua m\u00e3o de obra para a constru\u00e7\u00e3o de templos, desde as \u201cMiss\u00f5es\u201d, no extremo sul do Brasil colonial, passando pelo Rio, as Minas Gerais, a Bahia e chegando a Pernambuco e a outras plagas.<br \/>\nA \u201cLei Bill Aberdeen\u201d, de 1845, proibiu de fato, mas n\u00e3o de verdade, o tr\u00e1fico de escravos por navios da Inglaterra. Aqui no Brasil, em 1850, copiando \u2013 sempre por atraso no pensar \u2013 surgiu a Lei Eus\u00e9bio de Queiroz, com quase o mesmo objetivo.<br \/>\nEstas s\u00e3o as raz\u00f5es pessoais que n\u00e3o me fazem comemorar o dia 13 de maio. O Brasil vive momento crucial de sua hist\u00f3ria. H\u00e1 tramas urdida por muitos, alimentadas apenas por interesses que j\u00e1 se tornam claros, pois sequer h\u00e1 mais um m\u00ednimo de desfa\u00e7atez. Hoje, os eleitores brasileiros tornaram-se escravos de seus pr\u00f3prios escolhidos, independente dos partidos pol\u00edticos que os abriguem.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 15\/05\/2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA hist\u00f3ria da escravid\u00e3o \u00e9 um abismo de degrada\u00e7\u00e3o e mis\u00e9ria que n\u00e3o se pode sondar\u201d. 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Na verdade, as grandes empresas que para l\u00e1 foram queriam mercado de trabalho a base de propinas. Tal como aqui se faz. E os \u201cnativos\u201d foram e s\u00e3o usados apenas como m\u00e3o de obra barata.<br \/>\nPessoas eruditas, e outras nem tanto, fazem cara de pena quando veem em jornais, nas revistas e nas redes de televis\u00e3o o mortic\u00ednio de negros africanos que, por absoluta falta de oportunidade, fogem de seus pa\u00edses assolados por desemprego, por fome e por doen\u00e7as. Tudo comandado por ditadores patrocinados pelas pot\u00eancias ocidentais ou governos \u201cdemocratas\u201d locais em elei\u00e7\u00f5es forjadas e viciadas.<br \/>\nNeste 2015, pessoas e fam\u00edlias usam todo o dinheiro amealhado \u2013 sabe Deus como \u2013 para serem transportados em novos navios negreiros de bandeiras diferentes que, em meio ao mar mediterr\u00e2neo, afundam, jogam passageiros doentes ao oceano ou \u201cs\u00e3o afundados\u201d por guardas costeiras.<br \/>\nSegundo estat\u00edsticas da pr\u00f3pria Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es (des)Unidas \u2013 ONU, morreram na travessia, em 2104, 3.500 pessoas, entre homens, mulheres e crian\u00e7as. Estat\u00edstica, dizem uns, \u00e9 a ci\u00eancia da d\u00favida. Morreram muitos mais. Se tiver a cabe\u00e7a metida em um \u201cfreezer\u201d e os p\u00e9s em uma fogueira, a m\u00e9dia estar\u00e1 boa. Os navios afundados \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos \u2013 repousam no fundo do mar e ningu\u00e9m se importa com isso.<br \/>\nVerdade seja dita, a Europa, que eu conhe\u00e7o de ponta a ponta, abomina a chegada de negros e \u00e1rabes, embora disfarce. A Alemanha de hoje, al\u00e9m dos \u201cabomin\u00e1veis\u201d turcos, conta com uma massa grande de \u00e1rabes e negros que sobrevivem em subempregos ou servem aos traficantes de drogas que os cooptam.<br \/>\nOs camel\u00f4s negros da It\u00e1lia est\u00e3o sempre pr\u00f3ximos aos pontos de atra\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que tem no turista uma das suas grandes fontes de renda. Hoje, eles s\u00e3o disputados por chefes de contrabando e de tr\u00e1fico quando saem do Porto de Lampedusa e se misturam em guetos. Em outros pa\u00edses europeus nada \u00e9 diferente da Alemanha e da It\u00e1lia. Lembram-se do ataque ao tabloide \u201cCharlie\u201d, em Paris?<br \/>\nA tal da liberta\u00e7\u00e3o falaciosa dos escravos em 13 de maio de 1888 no Brasil foi pouco mais que um ato pol\u00edtico preparando a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. A hist\u00f3ria do tr\u00e1fego de escravos em Portugal, dita nossa p\u00e1tria m\u00e3e, come\u00e7ou no s\u00e9culo XV, desde 1448, sob a \u00e9gide de D. Jo\u00e3o III, antes mesmo da descoberta do Brasil. Como se sabe, Portugal s\u00f3 se lembrou da exist\u00eancia desta sua ent\u00e3o col\u00f4nia brasiliana depois de 1530.<br \/>\nO reinado de Portugal, em 13 de mar\u00e7o de 1531, instituiu as Capitanias Heredit\u00e1rias, n\u00e3o por ser bonzinho, mas pela incapacidade de gerir tantas col\u00f4nias no ocidente e oriente, at\u00e9 na China, onde Macau foi portuguesa at\u00e9 bem pouco. Era conquista demais para p\u00e1tria lusitana cantada em verso nos \u201cLus\u00edadas\u201d, por Cam\u00f5es.<br \/>\nSaibam voc\u00eas que o Papa Nicolau V, da Santa Igreja Cat\u00f3lica, at\u00e9 editou a Enc\u00edclica \u201cDum Diversitas\u201d liberando a escravatura. A \u201cDum\u201d vigeu entre 1513 e 1605. Na realidade, a Igreja queria apenas cristianizar negros que tinham as suas f\u00e9s pr\u00f3prias, ainda hoje arraigadas em todos os pa\u00edses em que habitam. Ao lado disso, n\u00e3o se pode esquecer as atrocidades da Inquisi\u00e7\u00e3o na Idade M\u00e9dia.<br \/>\nDiz Felipe de Alencastro, sobre o problema da escravocracia brasileira: \u201cA escravid\u00e3o legou-nos uma insensibilidade, um descompasso com a sorte da maioria que est\u00e1 na raiz da estrat\u00e9gia da classe dominante.\u201d Quem leu alguma coisa de Hist\u00f3ria sabe que os portugueses, os espanh\u00f3is e os ingleses foram os maiores fornecedores de escravos, a partir do s\u00e9culo XVI. Mas, \u00e9 preciso deixar claro que a escravatura \u00e9 antiga, b\u00edblica at\u00e9, apesar dos discursos de democracia, consumidores e usu\u00e1rios de escravos.<br \/>\nCarregar um pacote, construir monumentos e pal\u00e1cios n\u00e3o eram coisas para cidad\u00e3os. Cabia aos escravos esse \u201ctrabalho sujo\u201d. Assim, ningu\u00e9m se espante que os comerciantes, a partir do s\u00e9culo XVI, fizessem do tr\u00e1fico de negros da Costa do Marfim, Angola, Nig\u00e9ria, Mo\u00e7ambique e outros lugares, um grande neg\u00f3cio. Cada navio, movido a vela e at\u00e9 com ajuda de remos, usando astrol\u00e1bios, era uma empresa flutuante que importava e exportava, por viagem, em torno de 400 africanos para os mercados das Am\u00e9ricas do Norte, Central e do Sul.<br \/>\nNo Brasil, as capitanias mais desenvolvidas, Pernambuco, Bahia e Rio de janeiro, tiveram os seus neg\u00f3cios de agricultura de a\u00e7\u00facar e do ouro, movidos pelos bra\u00e7os fortes dos que eram vendidos, como mercadoria, em pra\u00e7as p\u00fablicas. A nossa Igreja, enquanto isso se preocupava em transmitir a f\u00e9 aos silv\u00edcolas e usar a sua m\u00e3o de obra para a constru\u00e7\u00e3o de templos, desde as \u201cMiss\u00f5es\u201d, no extremo sul do Brasil colonial, passando pelo Rio, as Minas Gerais, a Bahia e chegando a Pernambuco e a outras plagas.<br \/>\nA \u201cLei Bill Aberdeen\u201d, de 1845, proibiu de fato, mas n\u00e3o de verdade, o tr\u00e1fico de escravos por navios da Inglaterra. Aqui no Brasil, em 1850, copiando \u2013 sempre por atraso no pensar \u2013 surgiu a Lei Eus\u00e9bio de Queiroz, com quase o mesmo objetivo.<br \/>\nEstas s\u00e3o as raz\u00f5es pessoais que n\u00e3o me fazem comemorar o dia 13 de maio. O Brasil vive momento crucial de sua hist\u00f3ria. H\u00e1 tramas urdida por muitos, alimentadas apenas por interesses que j\u00e1 se tornam claros, pois sequer h\u00e1 mais um m\u00ednimo de desfa\u00e7atez. Hoje, os eleitores brasileiros tornaram-se escravos de seus pr\u00f3prios escolhidos, independente dos partidos pol\u00edticos que os abriguem.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 15\/05\/2015.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2779","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2779\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}