{"id":2906,"date":"2023-12-21T09:10:33","date_gmt":"2023-12-21T12:10:33","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/as-elites-as-secas-do-ceara-e-o-genocidio-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:33","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:33","slug":"as-elites-as-secas-do-ceara-e-o-genocidio-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/as-elites-as-secas-do-ceara-e-o-genocidio-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"AS ELITES, AS SECAS DO CEAR\u00c1 E O \u201cGENOC\u00cdDIO\u201d &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTem uma verdade que se carece de aprender, do encoberto, e que ningu\u00e9m nos ensina o beco para a liberdade se fazer. Sou um ignorante. Mas, me diga o senhor, a vida n\u00e3o \u00e9 cousa terr\u00edvel?\u201d Guimar\u00e3es Rosa, Grande Sert\u00e3o: Veredas.<br \/>\nO caderno \u201cIlustr\u00edssima\u201d da Folha de S\u00e3o Paulo, de 30 de novembro passado, traz em p\u00e1gina dupla (fls.4 e 5) dura reportagem assinada por Anna Virg\u00ednia Balloussier, com fotos de Isadora Brant. O resumo narra: \u201cCom as secas do in\u00edcio do S\u00e9culo 20, famintos dirigiam-se \u00e0 capital do Cear\u00e1, assombrando as elites que idealizavam uma Fortaleza \u201cbelle \u00e9poque\u201d, moderna \u2013 e limpa. O governo criou campos cercados para confinar milhares de retirantes; hoje, alguns tentam evitar que a mem\u00f3ria desses lugares se apague\u201d.<br \/>\nA verdade hist\u00f3rica registra que Fortaleza n\u00e3o vivia \u00e0s maravilhas j\u00e1 no fim do s\u00e9culo 19. Havia doen\u00e7a e fome na capital. Come\u00e7ou na seca de 1877. At\u00e9 a mulher do presidente da Prov\u00edncia, Caetano Estelita Cavalcanti Pessoa, morreu de peste. O comerciante e pol\u00edtico Joaquim de Cunha Freire, Bar\u00e3o de Ibiapina, doou 10 contos de r\u00e9is para a compra de mantimentos e um terreno onde seria constru\u00eddo um asilo de mendicidade. Jos\u00e9 de Alencar, no Senado, dizia que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o dram\u00e1tica. Era grave.<br \/>\nA suposta a\u00e7\u00e3o higienista, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, referida por Balloussier, seria, talvez, mais cuidado contra a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as e preven\u00e7\u00e3o contra saques dos \u201cmendigos retirantes\u201d do que asco. Fortaleza, em 1877, possu\u00eda 30 mil habitantes e foi invadida por quase 100 mil fugitivos da seca. 400 pessoas morriam por dia.<br \/>\nA longa reportagem fala at\u00e9 da hero\u00edna Concei\u00e7\u00e3o, personagem de Rachel de Queiroz no seu romance de estreia, \u201cO Quinze\u201d. Concei\u00e7\u00e3o atravessa correndo um campo e ouve a s\u00faplica: \u201cDona, uma esmolinha\u201d. Ela corria \u201cfugindo da promiscuidade e do mau cheiro do acampamento\u201d, segundo Rachel.<br \/>\nBalloussier explana: \u201cEram homens, mulheres, velhos e crian\u00e7as, de cabe\u00e7a raspada contra piolhos, alguns vestidos em sacos de farinha, com buracos para enfiar o pesco\u00e7o. Os mais robustos serviam de m\u00e3o de obra em fazendas e obras p\u00fablicas. Milhares morreram de fome, sede ou doen\u00e7as\u201d.<br \/>\nA rep\u00f3rter esteve no Cear\u00e1 e obteve as informa\u00e7\u00f5es acima da historiadora e professora Kenia Souza Rios, da UFC, que, em 2006, escreveu, sob o selo do Museu do Cear\u00e1, \u201cCampos de Concentra\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1: Isolamento e poder da seca de 1932\u201d. J\u00e1 em 2002, Kenia escrevera o artigo \u201cA Cidade Cercada da Seca de 1932\u201d, enfeixado no volume \u201cSeca\u201d, das Edi\u00e7\u00f5es Dem\u00f3crito Rocha.<br \/>\nSabe-se que os primeiros campos do s\u00e9culo 20 foram instalados em Fortaleza, por ocasi\u00e3o da seca de 1915. Essa medida, tida como \u201chigienista\u201d ou profil\u00e1tica, foi autorizada pelo Governador Benjamin Liberato Barroso que tinha como vice o Padre C\u00edcero Rom\u00e3o Batista. Tudo era facilitado pelo oligarca de ent\u00e3o, o senador Jos\u00e9 Gomes Pinheiro Machado e com a gra\u00e7a federal do IFOCS. Os fatos, verdadeiros, nos entristecem. Todos os nossos ascendentes de Fortaleza teriam ficado amedrontados com a seca braba e a nova invas\u00e3o de retirantes. O acontecido atinge ainda a mem\u00f3ria do Padre C\u00edcero que era o vice-governador.<br \/>\nAinda em 1915, n\u00e3o no romance, mas na obra \u201cA Seca\u201d, de de Rodolpho The\u00f3filo, citada por Balloussier, h\u00e1 o registro do campo do Alagadi\u00e7o, mantido at\u00e9 a seca de 1958 com o nome de Hospedaria Get\u00falio Vargas. The\u00f3filo descreve: \u201cUm quadril\u00e1tero de 500 metros onde estavam encurralados cerca de 7.000 retirantes\u201d. Tive o cuidado de conversar com a professora Kenia. Ela acrescentou, ao j\u00e1 dito e escrito, o seguinte: \u201c \u00c9 importante enfocar que esses espa\u00e7os apareciam como lugares de assist\u00eancia adequada para os flagelados da seca. Desse modo, n\u00e3o encontravam grande resist\u00eancia por parte da elite local que se via menos amea\u00e7ada e com a sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido. Uma das \u00fanicas vozes dissonantes era a do sanitarista Rodolpho Te\u00f3filo que diariamente criticava as condi\u00e7\u00f5es dos retirantes que ali estavam\u201d.<br \/>\nEmbora pare\u00e7a extempor\u00e2neo citar, o \u201cO Nordeste\u201d, jornal cat\u00f3lico, em 17 de fevereiro de 1923, citava tal data como o \u2018Dia da Extin\u00e7\u00e3o da Mendic\u00e2ncia\u2019, como uma forma de limpar o visual e a moral da Fortaleza de ent\u00e3o. Seria, qui\u00e7\u00e1, apenas o medo de contamina\u00e7\u00e3o dos nativos da cidade que bebia \u00e1gua de lagoas e po\u00e7os rasos e n\u00e3o possu\u00eda saneamento.<br \/>\nEm 1932 foram criados outros campos em Ipu, Quixeramobim, Senador Pompeu, Cari\u00fas e Crato. H\u00e1, desde 2009, uma a\u00e7\u00e3o promovida pela Ong \u2013SOS Direitos Humanos, capitaneada pelo advogado Otoniel Ajala Dourado contra a Uni\u00e3o e o Estado do Cear\u00e1 pelos fatos e mortes acontecidos. H\u00e1 registro de, pelo menos, 60 mil mortos nesses campos.<br \/>\nA narrativa que alinhavo, com a ajuda de terceiros, \u00e9 conhecida e discutida por historiadores, mas deve ser bem explicitada para as gera\u00e7\u00f5es de hoje. N\u00e3o se pode deixar passar em nuvens turvas o narrado e difundido. N\u00e3o basta o registro nacional feito pela Folha com as den\u00fancias de The\u00f3filo, reavivadas pela professora Kenia. A hist\u00f3ria dos campos nos entristece, bem como o acontecido no \u201cCaldeir\u00e3o\u201d da Santa Cruz, no Crato, quando as For\u00e7as Armadas, a mando de Vargas, dizimou, em 1937, a comunidade criada pelo beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o.<br \/>\nA Hist\u00f3ria n\u00e3o deve ser apenas a vers\u00e3o dos importantes. Capistrano de Abreu, o maior historiador brasileiro, dizia: \u201cN\u00e3o curamos do tempo, o tempo tudo escritura e surpreende-nos com suas contas monstruosas\u201d. E arremata: \u201cA Hist\u00f3ria do Brasil d\u00e1 a ideia de uma casa edificada na areia\u201d. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 05\/12\/2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTem uma verdade que se carece de aprender, do encoberto, e que ningu\u00e9m nos ensina o beco para a liberdade se fazer. Sou um ignorante. Mas, me diga o senhor, a vida n\u00e3o \u00e9 cousa terr\u00edvel?\u201d Guimar\u00e3es Rosa, Grande Sert\u00e3o: Veredas.<br \/>\nO caderno \u201cIlustr\u00edssima\u201d da Folha de S\u00e3o Paulo, de 30 de novembro passado, traz em p\u00e1gina dupla (fls.4 e 5) dura reportagem assinada por Anna Virg\u00ednia Balloussier, com fotos de Isadora Brant. O resumo narra: \u201cCom as secas do in\u00edcio do S\u00e9culo 20, famintos dirigiam-se \u00e0 capital do Cear\u00e1, assombrando as elites que idealizavam uma Fortaleza \u201cbelle \u00e9poque\u201d, moderna \u2013 e limpa. O governo criou campos cercados para confinar milhares de retirantes; hoje, alguns tentam evitar que a mem\u00f3ria desses lugares se apague\u201d.<br \/>\nA verdade hist\u00f3rica registra que Fortaleza n\u00e3o vivia \u00e0s maravilhas j\u00e1 no fim do s\u00e9culo 19. Havia doen\u00e7a e fome na capital. Come\u00e7ou na seca de 1877. At\u00e9 a mulher do presidente da Prov\u00edncia, Caetano Estelita Cavalcanti Pessoa, morreu de peste. O comerciante e pol\u00edtico Joaquim de Cunha Freire, Bar\u00e3o de Ibiapina, doou 10 contos de r\u00e9is para a compra de mantimentos e um terreno onde seria constru\u00eddo um asilo de mendicidade. Jos\u00e9 de Alencar, no Senado, dizia que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era t\u00e3o dram\u00e1tica. Era grave.<br \/>\nA suposta a\u00e7\u00e3o higienista, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, referida por Balloussier, seria, talvez, mais cuidado contra a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as e preven\u00e7\u00e3o contra saques dos \u201cmendigos retirantes\u201d do que asco. Fortaleza, em 1877, possu\u00eda 30 mil habitantes e foi invadida por quase 100 mil fugitivos da seca. 400 pessoas morriam por dia.<br \/>\nA longa reportagem fala at\u00e9 da hero\u00edna Concei\u00e7\u00e3o, personagem de Rachel de Queiroz no seu romance de estreia, \u201cO Quinze\u201d. Concei\u00e7\u00e3o atravessa correndo um campo e ouve a s\u00faplica: \u201cDona, uma esmolinha\u201d. Ela corria \u201cfugindo da promiscuidade e do mau cheiro do acampamento\u201d, segundo Rachel.<br \/>\nBalloussier explana: \u201cEram homens, mulheres, velhos e crian\u00e7as, de cabe\u00e7a raspada contra piolhos, alguns vestidos em sacos de farinha, com buracos para enfiar o pesco\u00e7o. Os mais robustos serviam de m\u00e3o de obra em fazendas e obras p\u00fablicas. Milhares morreram de fome, sede ou doen\u00e7as\u201d.<br \/>\nA rep\u00f3rter esteve no Cear\u00e1 e obteve as informa\u00e7\u00f5es acima da historiadora e professora Kenia Souza Rios, da UFC, que, em 2006, escreveu, sob o selo do Museu do Cear\u00e1, \u201cCampos de Concentra\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1: Isolamento e poder da seca de 1932\u201d. J\u00e1 em 2002, Kenia escrevera o artigo \u201cA Cidade Cercada da Seca de 1932\u201d, enfeixado no volume \u201cSeca\u201d, das Edi\u00e7\u00f5es Dem\u00f3crito Rocha.<br \/>\nSabe-se que os primeiros campos do s\u00e9culo 20 foram instalados em Fortaleza, por ocasi\u00e3o da seca de 1915. Essa medida, tida como \u201chigienista\u201d ou profil\u00e1tica, foi autorizada pelo Governador Benjamin Liberato Barroso que tinha como vice o Padre C\u00edcero Rom\u00e3o Batista. Tudo era facilitado pelo oligarca de ent\u00e3o, o senador Jos\u00e9 Gomes Pinheiro Machado e com a gra\u00e7a federal do IFOCS. Os fatos, verdadeiros, nos entristecem. Todos os nossos ascendentes de Fortaleza teriam ficado amedrontados com a seca braba e a nova invas\u00e3o de retirantes. O acontecido atinge ainda a mem\u00f3ria do Padre C\u00edcero que era o vice-governador.<br \/>\nAinda em 1915, n\u00e3o no romance, mas na obra \u201cA Seca\u201d, de de Rodolpho The\u00f3filo, citada por Balloussier, h\u00e1 o registro do campo do Alagadi\u00e7o, mantido at\u00e9 a seca de 1958 com o nome de Hospedaria Get\u00falio Vargas. The\u00f3filo descreve: \u201cUm quadril\u00e1tero de 500 metros onde estavam encurralados cerca de 7.000 retirantes\u201d. Tive o cuidado de conversar com a professora Kenia. Ela acrescentou, ao j\u00e1 dito e escrito, o seguinte: \u201c \u00c9 importante enfocar que esses espa\u00e7os apareciam como lugares de assist\u00eancia adequada para os flagelados da seca. Desse modo, n\u00e3o encontravam grande resist\u00eancia por parte da elite local que se via menos amea\u00e7ada e com a sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido. Uma das \u00fanicas vozes dissonantes era a do sanitarista Rodolpho Te\u00f3filo que diariamente criticava as condi\u00e7\u00f5es dos retirantes que ali estavam\u201d.<br \/>\nEmbora pare\u00e7a extempor\u00e2neo citar, o \u201cO Nordeste\u201d, jornal cat\u00f3lico, em 17 de fevereiro de 1923, citava tal data como o \u2018Dia da Extin\u00e7\u00e3o da Mendic\u00e2ncia\u2019, como uma forma de limpar o visual e a moral da Fortaleza de ent\u00e3o. Seria, qui\u00e7\u00e1, apenas o medo de contamina\u00e7\u00e3o dos nativos da cidade que bebia \u00e1gua de lagoas e po\u00e7os rasos e n\u00e3o possu\u00eda saneamento.<br \/>\nEm 1932 foram criados outros campos em Ipu, Quixeramobim, Senador Pompeu, Cari\u00fas e Crato. H\u00e1, desde 2009, uma a\u00e7\u00e3o promovida pela Ong \u2013SOS Direitos Humanos, capitaneada pelo advogado Otoniel Ajala Dourado contra a Uni\u00e3o e o Estado do Cear\u00e1 pelos fatos e mortes acontecidos. H\u00e1 registro de, pelo menos, 60 mil mortos nesses campos.<br \/>\nA narrativa que alinhavo, com a ajuda de terceiros, \u00e9 conhecida e discutida por historiadores, mas deve ser bem explicitada para as gera\u00e7\u00f5es de hoje. N\u00e3o se pode deixar passar em nuvens turvas o narrado e difundido. N\u00e3o basta o registro nacional feito pela Folha com as den\u00fancias de The\u00f3filo, reavivadas pela professora Kenia. A hist\u00f3ria dos campos nos entristece, bem como o acontecido no \u201cCaldeir\u00e3o\u201d da Santa Cruz, no Crato, quando as For\u00e7as Armadas, a mando de Vargas, dizimou, em 1937, a comunidade criada pelo beato Jos\u00e9 Louren\u00e7o.<br \/>\nA Hist\u00f3ria n\u00e3o deve ser apenas a vers\u00e3o dos importantes. Capistrano de Abreu, o maior historiador brasileiro, dizia: \u201cN\u00e3o curamos do tempo, o tempo tudo escritura e surpreende-nos com suas contas monstruosas\u201d. E arremata: \u201cA Hist\u00f3ria do Brasil d\u00e1 a ideia de uma casa edificada na areia\u201d. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 05\/12\/2014.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2906","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2906\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}