{"id":2962,"date":"2023-12-21T09:10:34","date_gmt":"2023-12-21T12:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/afinal-o-que-estamos-vendo-e-vivendo-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:34","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:34","slug":"afinal-o-que-estamos-vendo-e-vivendo-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/afinal-o-que-estamos-vendo-e-vivendo-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"AFINAL, O QUE ESTAMOS VENDO E VIVENDO? &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Os cientistas sociais, a imprensa, o governo com os seus \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a\/informa\u00e7\u00e3o e a pol\u00edtica brasileira foram abalados em seus alicerces. Como n\u00e3o prever o que aconteceu e vai continuar a existir nesta nova onda de protestos que, mesmo sem querer, parece ter sido ati\u00e7ado em m\u00ednima parte, por uma inventiva propaganda de uma marca de ve\u00edculos?<br \/>\nEssa propaganda objetivava a simples venda de ve\u00edculos e clamava a todos: v\u00e3o para a rua. Comprar carros e ir para a via limpa, bonita, asfaltada, sinalizada, segura e desfrutar da liberdade de pagar um carro, com juros, por longos anos. Essa \u00e9 a quimera. A realidade, outra.<br \/>\nUm cartaz de manifestante fez o contraponto a essa falsa ilus\u00e3o consumista de todas as classes sociais. Seu texto: \u201cPa\u00eds desenvolvido n\u00e3o \u00e9 onde pobre tem carro, \u00e9 onde o rico anda de transporte p\u00fablico\u201d. E, um detalhe, nele n\u00e3o se falou sequer nas motocicletas, vendidas em longo prazo. T\u00e3o longo que boa parte dos seus guiadores \u00e9 acidentada, antes mesmo de concluir os pagamentos, nos tr\u00e2nsitos ca\u00f3ticos de nossas cidades.<br \/>\nA emp\u00e1fia das elites, da pol\u00edtica brasileira e das propagandas que desejam vender tudo a qualquer pre\u00e7o, contavam \u2013 espalhavam &#8211; que o Brasil vivia o melhor dos mundos. Nada nos atingiria. As crises do mundo, n\u00e3o nos diziam respeito. Todos os brasileiros teriam acesso a tudo. De tanto comparar a propaganda massificada com a realidade, o povo cansou.<br \/>\nDepois da casa, m\u00f3veis financiados \u2013 para minorar a crise da ind\u00fastria moveleira. Tudo bem. Mas como e com que pagar as presta\u00e7\u00f5es da casa, dos m\u00f3veis, da moto\/carro, a alimenta\u00e7\u00e3o e a conta da luz. A inadimpl\u00eancia aumentou.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 essa eleva\u00e7\u00e3o t\u00e3o expl\u00edcita da pobreza a uma nova classe m\u00e9dia. H\u00e1 uma falsa ideia do seja a nova classe m\u00e9dia. H\u00e1 um mimetismo a partir de roupas, sapatos e adere\u00e7os falsificados vendidos por camel\u00f4s em vias p\u00fablicas de todo o pa\u00eds. Tudo espelhado em novelas mirabolantes com escancarado \u201cmerchandising\u201d de tudo o que possa, subliminarmente, influir no desejo humano.<br \/>\nSeguindo os c\u00e2nones mundiais, a caracteriza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-econ\u00f4mica do perfil da nova classe m\u00e9dia brasileira \u00e9 um fact\u00f3ide, uma quimera, uma manobra. E quem foi para as ruas, de in\u00edcio, n\u00e3o foi essa ainda dita classe emergente, mas a velha classe m\u00e9dia \u2013 a imprensada entre o desejo e a capacidade &#8211; que se sentiu lograda em todas as suas pretens\u00f5es. As fam\u00edlias de classe m\u00e9dia t\u00eam, entre outros poucos objetivos, formar e encaminhar os seus filhos na vida.<br \/>\nHoje, h\u00e1 cerca de sete milh\u00f5es de universit\u00e1rios no Brasil. Alguns estudam em poucas universidades p\u00fablicas e privadas de bom e razo\u00e1vel n\u00edvel de excel\u00eancia. A maioria se compraz a cursar sofr\u00edveis e med\u00edocres faculdades para ser dono de qualquer gradua\u00e7\u00e3o. Puro auto-engano. Todos os anos a sociedade lan\u00e7a profissionais que n\u00e3o s\u00e3o absorvidos por suas baixas qualifica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tantas profiss\u00f5es e oportunidades e poucos conseguem um emprego privado razo\u00e1vel. O Brasil produtivo precisa de gente qualificada e n\u00e3o h\u00e1.<br \/>\nPor outro lado, faz certo tempo que se criou uma nova esperan\u00e7a nas fam\u00edlias: a de ter seus filhos aprovados em concursos p\u00fablicos. O emprego p\u00fablico gera uma suposta garantia de seguran\u00e7a para o futuro. S\u00e3o poucos os que passam. Os demais mandam curr\u00edculos para empresas de recrutamento ou, atrav\u00e9s de amigos\/parentes\/pol\u00edticos, tentam ocupa\u00e7\u00e3o ou atividades terceirizadas por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para os quais n\u00e3o t\u00eam, em bom n\u00famero, disposi\u00e7\u00e3o de trabalho e as aptid\u00f5es b\u00e1sicas necess\u00e1rias.<br \/>\nEssa massa de jovens, sem esperan\u00e7a, quando n\u00e3o delinque, inferniza seus pais com demandas provocadas por uma sociedade de consumo em que a falsa apar\u00eancia no vestir disfar\u00e7a a aus\u00eancia de conte\u00fado e equil\u00edbrio para enfrentar a realidade.<br \/>\nN\u00e3o estou dizendo que os milh\u00f5es que foram \u00e0s ruas s\u00e3o pessoas assim, mas certamente s\u00e3o os que se sentiram enganados por promessas de um pa\u00eds j\u00e1 quase rico e em que todos teriam oportunidades iguais. N\u00e3o \u00e9 a verdade. S\u00f3 os preparados alcan\u00e7am algum \u201csucesso\u201d, essa falsa palavra que n\u00e3o traduz a verdade da vida.<br \/>\nEsse caldo, esse ressentimento coletivo, oriundo da maci\u00e7a divulga\u00e7\u00e3o pela imprensa de desvios, desmandos, impunidades e dos exagerados gastos e cuidados com os preparativos de eventos esportivos, forjaram o estopim deste junho em que est\u00e1dios novos, por conta dos altos pre\u00e7os cobrados, estavam repletos de gente das classes alta e m\u00e9dia, convidados de empresas, governos e institui\u00e7\u00f5es, turistas, jornalistas, artistas e pouca gente do povo. Pobres, nem pensar. Sequer como vendedores ambulantes. E o futebol se diz esporte popular.<br \/>\nNos entornos dos est\u00e1dios havia mais gente que dentro das \u201carenas\u201d. Eles intu\u00edram que muita coisa estava errada, pelo aparato policial ostensivo. Ainda n\u00e3o existia sabedoria sedimentada para expressar, com clareza, esses muitos desacertos reclamados. Aconteceu o caos, gente s\u00e9ria, baderneiros e os infiltrados de sempre.<br \/>\nAgora, h\u00e1 uma infinidade de explica\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, de articulistas e de cientistas pol\u00edticos ap\u00f3s as passeatas inovadoras, permeadas por vandalismos de marginais que capitalizam as aglomera\u00e7\u00f5es para os seus delitos.<br \/>\nAs explica\u00e7\u00f5es, inclusive esta minha, s\u00e3o apenas sentimentos, esbo\u00e7os ou exterioriza\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas que n\u00e3o resolvem essa quest\u00e3o ou o impasse em que o Brasil se meteu, depois de tanta orgia com o dinheiro p\u00fablico.<br \/>\nAgora, depois da fala da presidente Dilma e dos ajuizamentos contundentes do presidente do STF, Joaquim Barbosa, \u00e9 hora de repensar, estudar e esperar que o nosso pa\u00eds pare de propagar o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer ou ser. Que cuide, pelo menos, de fazer o m\u00ednimo que a sociedade cobra. Nada de grandeza. Chega de fanfarra. Os pol\u00edticos, de todos os matizes est\u00e3o cautelosos, conjeturando e digerindo a crise. E voc\u00ea?<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 28\/06\/2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas sociais, a imprensa, o governo com os seus \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a\/informa\u00e7\u00e3o e a pol\u00edtica brasileira foram abalados em seus alicerces. Como n\u00e3o prever o que aconteceu e vai continuar a existir nesta nova onda de protestos que, mesmo sem querer, parece ter sido ati\u00e7ado em m\u00ednima parte, por uma inventiva propaganda de uma marca de ve\u00edculos?<br \/>\nEssa propaganda objetivava a simples venda de ve\u00edculos e clamava a todos: v\u00e3o para a rua. Comprar carros e ir para a via limpa, bonita, asfaltada, sinalizada, segura e desfrutar da liberdade de pagar um carro, com juros, por longos anos. Essa \u00e9 a quimera. A realidade, outra.<br \/>\nUm cartaz de manifestante fez o contraponto a essa falsa ilus\u00e3o consumista de todas as classes sociais. Seu texto: \u201cPa\u00eds desenvolvido n\u00e3o \u00e9 onde pobre tem carro, \u00e9 onde o rico anda de transporte p\u00fablico\u201d. E, um detalhe, nele n\u00e3o se falou sequer nas motocicletas, vendidas em longo prazo. T\u00e3o longo que boa parte dos seus guiadores \u00e9 acidentada, antes mesmo de concluir os pagamentos, nos tr\u00e2nsitos ca\u00f3ticos de nossas cidades.<br \/>\nA emp\u00e1fia das elites, da pol\u00edtica brasileira e das propagandas que desejam vender tudo a qualquer pre\u00e7o, contavam \u2013 espalhavam &#8211; que o Brasil vivia o melhor dos mundos. Nada nos atingiria. As crises do mundo, n\u00e3o nos diziam respeito. Todos os brasileiros teriam acesso a tudo. De tanto comparar a propaganda massificada com a realidade, o povo cansou.<br \/>\nDepois da casa, m\u00f3veis financiados \u2013 para minorar a crise da ind\u00fastria moveleira. Tudo bem. Mas como e com que pagar as presta\u00e7\u00f5es da casa, dos m\u00f3veis, da moto\/carro, a alimenta\u00e7\u00e3o e a conta da luz. A inadimpl\u00eancia aumentou.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 essa eleva\u00e7\u00e3o t\u00e3o expl\u00edcita da pobreza a uma nova classe m\u00e9dia. H\u00e1 uma falsa ideia do seja a nova classe m\u00e9dia. H\u00e1 um mimetismo a partir de roupas, sapatos e adere\u00e7os falsificados vendidos por camel\u00f4s em vias p\u00fablicas de todo o pa\u00eds. Tudo espelhado em novelas mirabolantes com escancarado \u201cmerchandising\u201d de tudo o que possa, subliminarmente, influir no desejo humano.<br \/>\nSeguindo os c\u00e2nones mundiais, a caracteriza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-econ\u00f4mica do perfil da nova classe m\u00e9dia brasileira \u00e9 um fact\u00f3ide, uma quimera, uma manobra. E quem foi para as ruas, de in\u00edcio, n\u00e3o foi essa ainda dita classe emergente, mas a velha classe m\u00e9dia \u2013 a imprensada entre o desejo e a capacidade &#8211; que se sentiu lograda em todas as suas pretens\u00f5es. As fam\u00edlias de classe m\u00e9dia t\u00eam, entre outros poucos objetivos, formar e encaminhar os seus filhos na vida.<br \/>\nHoje, h\u00e1 cerca de sete milh\u00f5es de universit\u00e1rios no Brasil. Alguns estudam em poucas universidades p\u00fablicas e privadas de bom e razo\u00e1vel n\u00edvel de excel\u00eancia. A maioria se compraz a cursar sofr\u00edveis e med\u00edocres faculdades para ser dono de qualquer gradua\u00e7\u00e3o. Puro auto-engano. Todos os anos a sociedade lan\u00e7a profissionais que n\u00e3o s\u00e3o absorvidos por suas baixas qualifica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tantas profiss\u00f5es e oportunidades e poucos conseguem um emprego privado razo\u00e1vel. O Brasil produtivo precisa de gente qualificada e n\u00e3o h\u00e1.<br \/>\nPor outro lado, faz certo tempo que se criou uma nova esperan\u00e7a nas fam\u00edlias: a de ter seus filhos aprovados em concursos p\u00fablicos. O emprego p\u00fablico gera uma suposta garantia de seguran\u00e7a para o futuro. S\u00e3o poucos os que passam. Os demais mandam curr\u00edculos para empresas de recrutamento ou, atrav\u00e9s de amigos\/parentes\/pol\u00edticos, tentam ocupa\u00e7\u00e3o ou atividades terceirizadas por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para os quais n\u00e3o t\u00eam, em bom n\u00famero, disposi\u00e7\u00e3o de trabalho e as aptid\u00f5es b\u00e1sicas necess\u00e1rias.<br \/>\nEssa massa de jovens, sem esperan\u00e7a, quando n\u00e3o delinque, inferniza seus pais com demandas provocadas por uma sociedade de consumo em que a falsa apar\u00eancia no vestir disfar\u00e7a a aus\u00eancia de conte\u00fado e equil\u00edbrio para enfrentar a realidade.<br \/>\nN\u00e3o estou dizendo que os milh\u00f5es que foram \u00e0s ruas s\u00e3o pessoas assim, mas certamente s\u00e3o os que se sentiram enganados por promessas de um pa\u00eds j\u00e1 quase rico e em que todos teriam oportunidades iguais. N\u00e3o \u00e9 a verdade. S\u00f3 os preparados alcan\u00e7am algum \u201csucesso\u201d, essa falsa palavra que n\u00e3o traduz a verdade da vida.<br \/>\nEsse caldo, esse ressentimento coletivo, oriundo da maci\u00e7a divulga\u00e7\u00e3o pela imprensa de desvios, desmandos, impunidades e dos exagerados gastos e cuidados com os preparativos de eventos esportivos, forjaram o estopim deste junho em que est\u00e1dios novos, por conta dos altos pre\u00e7os cobrados, estavam repletos de gente das classes alta e m\u00e9dia, convidados de empresas, governos e institui\u00e7\u00f5es, turistas, jornalistas, artistas e pouca gente do povo. Pobres, nem pensar. Sequer como vendedores ambulantes. E o futebol se diz esporte popular.<br \/>\nNos entornos dos est\u00e1dios havia mais gente que dentro das \u201carenas\u201d. Eles intu\u00edram que muita coisa estava errada, pelo aparato policial ostensivo. Ainda n\u00e3o existia sabedoria sedimentada para expressar, com clareza, esses muitos desacertos reclamados. Aconteceu o caos, gente s\u00e9ria, baderneiros e os infiltrados de sempre.<br \/>\nAgora, h\u00e1 uma infinidade de explica\u00e7\u00f5es da m\u00eddia, de articulistas e de cientistas pol\u00edticos ap\u00f3s as passeatas inovadoras, permeadas por vandalismos de marginais que capitalizam as aglomera\u00e7\u00f5es para os seus delitos.<br \/>\nAs explica\u00e7\u00f5es, inclusive esta minha, s\u00e3o apenas sentimentos, esbo\u00e7os ou exterioriza\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas que n\u00e3o resolvem essa quest\u00e3o ou o impasse em que o Brasil se meteu, depois de tanta orgia com o dinheiro p\u00fablico.<br \/>\nAgora, depois da fala da presidente Dilma e dos ajuizamentos contundentes do presidente do STF, Joaquim Barbosa, \u00e9 hora de repensar, estudar e esperar que o nosso pa\u00eds pare de propagar o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer ou ser. Que cuide, pelo menos, de fazer o m\u00ednimo que a sociedade cobra. Nada de grandeza. Chega de fanfarra. Os pol\u00edticos, de todos os matizes est\u00e3o cautelosos, conjeturando e digerindo a crise. E voc\u00ea?<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 28\/06\/2013.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2962\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}