{"id":2970,"date":"2023-12-21T09:10:35","date_gmt":"2023-12-21T12:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/mais-meios-menos-medicos-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:35","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:35","slug":"mais-meios-menos-medicos-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/mais-meios-menos-medicos-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"MAIS MEIOS, MENOS M\u00c9DICOS &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Recebi de uma jovem m\u00e9dica, filha de amigos, um desabafo. Transcrevo-o por ver em seu conte\u00fado o olhar e sentimento dos jovens formados em medicina. De repente, foram considerados \u201cculpados\u201d pelo caos da Sa\u00fade P\u00fablica. Ela usa uma express\u00e3o: \u201cmais meios e n\u00e3o mais m\u00e9dicos\u201d. Leiam:<br \/>\n\u201cS\u00f3 quem vivencia a realidade do sistema \u00e9 quem sabe. O povo precisa \u00e9 de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, de &#8220;mais meios\u201d e n\u00e3o &#8220;mais m\u00e9dicos\u201d. Tamb\u00e9m tive minha experi\u00eancia na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. H\u00e1 dois anos trabalhava numa cidade sat\u00e9lite de Fortaleza, a 31 km da minha casa. Sempre recebi o sal\u00e1rio em dia e tinha transporte do centro da cidade at\u00e9 o posto. N\u00e3o tinha 13o., nem carteira assinada, mas tirava uma semana de folga no fim do ano e um m\u00eas de f\u00e9rias n\u00e3o remuneradas. A falta de medica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas n\u00e3o era um problema constante e havia suporte do cardiologista e obstetra por meio de contratransfer\u00eancia.<br \/>\nFoi l\u00e1 que recebi meu primeiro presente de paciente (um saco de mangas), conheci muita gente humilde e decente, fiz meu primeiro atestado de \u00f3bito e a primeira den\u00fancia de viol\u00eancia sexual infantil que foi investigada. Aprendi muito com aquela popula\u00e7\u00e3o, desde o manejo de doen\u00e7as cr\u00f4nicas at\u00e9 a conviv\u00eancia com pessoas em diversos tipos de sofrimento.<br \/>\nEntretanto, a demanda era enorme: havia duas vezes mais fam\u00edlias que o preconizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para abrang\u00eancia de uma unidade do PSF. O resultado era muita gente desassistida e fila a partir das 3 da manh\u00e3 para conseguir &#8220;ficha&#8221; para um servi\u00e7o que deveria ser de demanda livre. Foi l\u00e1 tamb\u00e9m que sofri a primeira (e \u00fanica at\u00e9 hoje) agress\u00e3o f\u00edsica de um paciente. Havia um projeto h\u00e1 mais de cinco anos de divis\u00e3o da \u00e1rea e constru\u00e7\u00e3o de mais um posto, mas sem resposta da prefeitura. As agress\u00f5es verbais recebidas eram di\u00e1rias, a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia frequente, e as reclama\u00e7\u00f5es na Secretaria de Sa\u00fade em v\u00e3o.<br \/>\nAp\u00f3s seis meses, solicitei transfer\u00eancia para uma unidade com n\u00famero de fam\u00edlias adequado. L\u00e1 tinha tempo de fazer registros em prontu\u00e1rio, orientar o uso correto de medica\u00e7\u00f5es e conhecer um pouco da hist\u00f3ria de vida daquelas pessoas. Fiz pr\u00e9 natal e acompanhei os beb\u00eas ap\u00f3s o parto, compensei todos os hipertensos e diab\u00e9ticos que foi poss\u00edvel, realizava visitas domiciliares aos acamados com regularidade.<br \/>\nMas o meu trabalho tinha um limite&#8230; Muitos pacientes retornavam com as mesmas queixas porque n\u00e3o conseguiam consultas com especialistas, acompanhamento com outros profissionais (fisioterapeuta, psic\u00f3logo&#8230;) ou realiza\u00e7\u00e3o de exames como TSH e urino cultura. Outros n\u00e3o melhoravam por falta de suporte social ou impossibilidade de mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de vida devido \u00e0 pobreza. Chegou um ponto em que eu senti que j\u00e1 tinha feito o poss\u00edvel por aquela popula\u00e7\u00e3o, e a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia foi batendo de novo&#8230;<br \/>\nComecei a pensar se valeria a pena continuar lutando em um sistema que me dava suporte, mas ainda insuficiente. Escolhi outro rumo para a minha vida e hoje vivencio problemas semelhantes em um hospital terci\u00e1rio do SUS, em Salvador.<br \/>\nN\u00e3o exerci Medicina no interior, mas quando falam da vinda de m\u00e9dicos estrangeiros eu me pergunto se eles v\u00e3o ter 10% da estrutura que eu tinha pr\u00f3ximo de Fortaleza. Como ir\u00e3o fazer pr\u00e9-natal sem exames de rotina? Como far\u00e3o o acompanhamento de portadores de doen\u00e7as cr\u00f4nicas sem rem\u00e9dios? Como tratar\u00e3o as diarr\u00e9ias sem saneamento b\u00e1sico? Como falar\u00e3o sobre tratamento n\u00e3o farmacol\u00f3gico sem a ajuda de uma equipe multidisciplinar? L\u00edvia.\u201d<br \/>\nAgora, falo eu: O depoimento da m\u00e9dica L\u00edvia n\u00e3o difere muito dos j\u00e1 circulantes na Internet. A diferen\u00e7a \u00e9 que conhe\u00e7o os seus pais, Vin\u00edcius e Zarely. Sei dos seus esfor\u00e7os para formar dois filhos em medicina. Do zelo, da compra do primeiro carrinho 1.000 e da saudade que d\u00e1 por L\u00edvia morar sozinha, trabalhando em Salvador. Assim \u00e9 a vida dos jovens m\u00e9dicos. Eles pedem mais meios para o seu trabalho. N\u00e3o reclamam da voca\u00e7\u00e3o, pedem ajuda para ter instrumental e os equipamentos b\u00e1sicos para diagn\u00f3sticos.<br \/>\nEnquanto isso, as grandes cidades s\u00e3o invadidas por ambul\u00e2ncias vindas do interior, aos solavancos, nas estradas esburacadas. As ambul\u00e2ncias do SUS duram apenas tr\u00eas anos. Faltam manuten\u00e7\u00e3o e cuidados. H\u00e1 milhares sucateadas. Os que as dirigem e os param\u00e9dicos s\u00e3o terceirizados, quase sempre. Por serem terceirizados n\u00e3o t\u00eam compromisso com o que usam e fazem. E essas empresas que terceirizam s\u00e3o, quase sempre, de pol\u00edticos ou de seus amigos.<br \/>\nEntretanto, n\u00e3o culpemos apenas os governos, os pol\u00edticos e os profissionais. A imprensa n\u00e3o deve ser silente e o voto n\u00e3o pode ser descompromissado. Esse cadinho origina a maior doen\u00e7a end\u00f3gena do Brasil: a corrup\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 cozinhada por ditos grandes empres\u00e1rios inescrupulosos mancomunados com todos os que est\u00e3o no poder, sejam eles quem for. S\u00f3 h\u00e1 corruptos porque sofrem ass\u00e9dios de corruptores acenando-lhe com o que seduz o ser humano, n\u00e3o apenas o dinheiro. Esses corruptores precisam ser identificados e punidos, pois alguns se aninham em entidades endinheiradas, outros t\u00eam amigos poderosos, uns tantos possuem mandatos e todos s\u00e3o sempre \u201ceducados, articulados e dadivosos\u201d.<br \/>\nN\u00e3o precisam poupar, obt\u00e9m financiamentos, pedem concordatas, renegociam d\u00edvidas, fazem cons\u00f3rcios, obt\u00e9m concess\u00f5es, articulam e promiscuem gente incauta. As cornuc\u00f3pias p\u00fablicas jorram dinheiro para as suas empresas, pois nunca recebem precat\u00f3rios. S\u00e3o especializadas em tudo, obras e servi\u00e7os cujas placas e valores raramente cont\u00eam os seus reais nomes, os pre\u00e7os das contrata\u00e7\u00f5es e dos aditivos. Trabalham em bloco e s\u00e3o as mesmas, as de sempre. Brasil afora. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 26\/07\/2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi de uma jovem m\u00e9dica, filha de amigos, um desabafo. Transcrevo-o por ver em seu conte\u00fado o olhar e sentimento dos jovens formados em medicina. De repente, foram considerados \u201cculpados\u201d pelo caos da Sa\u00fade P\u00fablica. Ela usa uma express\u00e3o: \u201cmais meios e n\u00e3o mais m\u00e9dicos\u201d. Leiam:<br \/>\n\u201cS\u00f3 quem vivencia a realidade do sistema \u00e9 quem sabe. O povo precisa \u00e9 de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, de &#8220;mais meios\u201d e n\u00e3o &#8220;mais m\u00e9dicos\u201d. Tamb\u00e9m tive minha experi\u00eancia na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. H\u00e1 dois anos trabalhava numa cidade sat\u00e9lite de Fortaleza, a 31 km da minha casa. Sempre recebi o sal\u00e1rio em dia e tinha transporte do centro da cidade at\u00e9 o posto. N\u00e3o tinha 13o., nem carteira assinada, mas tirava uma semana de folga no fim do ano e um m\u00eas de f\u00e9rias n\u00e3o remuneradas. A falta de medica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas n\u00e3o era um problema constante e havia suporte do cardiologista e obstetra por meio de contratransfer\u00eancia.<br \/>\nFoi l\u00e1 que recebi meu primeiro presente de paciente (um saco de mangas), conheci muita gente humilde e decente, fiz meu primeiro atestado de \u00f3bito e a primeira den\u00fancia de viol\u00eancia sexual infantil que foi investigada. Aprendi muito com aquela popula\u00e7\u00e3o, desde o manejo de doen\u00e7as cr\u00f4nicas at\u00e9 a conviv\u00eancia com pessoas em diversos tipos de sofrimento.<br \/>\nEntretanto, a demanda era enorme: havia duas vezes mais fam\u00edlias que o preconizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para abrang\u00eancia de uma unidade do PSF. O resultado era muita gente desassistida e fila a partir das 3 da manh\u00e3 para conseguir &#8220;ficha&#8221; para um servi\u00e7o que deveria ser de demanda livre. Foi l\u00e1 tamb\u00e9m que sofri a primeira (e \u00fanica at\u00e9 hoje) agress\u00e3o f\u00edsica de um paciente. Havia um projeto h\u00e1 mais de cinco anos de divis\u00e3o da \u00e1rea e constru\u00e7\u00e3o de mais um posto, mas sem resposta da prefeitura. As agress\u00f5es verbais recebidas eram di\u00e1rias, a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia frequente, e as reclama\u00e7\u00f5es na Secretaria de Sa\u00fade em v\u00e3o.<br \/>\nAp\u00f3s seis meses, solicitei transfer\u00eancia para uma unidade com n\u00famero de fam\u00edlias adequado. L\u00e1 tinha tempo de fazer registros em prontu\u00e1rio, orientar o uso correto de medica\u00e7\u00f5es e conhecer um pouco da hist\u00f3ria de vida daquelas pessoas. Fiz pr\u00e9 natal e acompanhei os beb\u00eas ap\u00f3s o parto, compensei todos os hipertensos e diab\u00e9ticos que foi poss\u00edvel, realizava visitas domiciliares aos acamados com regularidade.<br \/>\nMas o meu trabalho tinha um limite&#8230; Muitos pacientes retornavam com as mesmas queixas porque n\u00e3o conseguiam consultas com especialistas, acompanhamento com outros profissionais (fisioterapeuta, psic\u00f3logo&#8230;) ou realiza\u00e7\u00e3o de exames como TSH e urino cultura. Outros n\u00e3o melhoravam por falta de suporte social ou impossibilidade de mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de vida devido \u00e0 pobreza. Chegou um ponto em que eu senti que j\u00e1 tinha feito o poss\u00edvel por aquela popula\u00e7\u00e3o, e a sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia foi batendo de novo&#8230;<br \/>\nComecei a pensar se valeria a pena continuar lutando em um sistema que me dava suporte, mas ainda insuficiente. Escolhi outro rumo para a minha vida e hoje vivencio problemas semelhantes em um hospital terci\u00e1rio do SUS, em Salvador.<br \/>\nN\u00e3o exerci Medicina no interior, mas quando falam da vinda de m\u00e9dicos estrangeiros eu me pergunto se eles v\u00e3o ter 10% da estrutura que eu tinha pr\u00f3ximo de Fortaleza. Como ir\u00e3o fazer pr\u00e9-natal sem exames de rotina? Como far\u00e3o o acompanhamento de portadores de doen\u00e7as cr\u00f4nicas sem rem\u00e9dios? Como tratar\u00e3o as diarr\u00e9ias sem saneamento b\u00e1sico? Como falar\u00e3o sobre tratamento n\u00e3o farmacol\u00f3gico sem a ajuda de uma equipe multidisciplinar? L\u00edvia.\u201d<br \/>\nAgora, falo eu: O depoimento da m\u00e9dica L\u00edvia n\u00e3o difere muito dos j\u00e1 circulantes na Internet. A diferen\u00e7a \u00e9 que conhe\u00e7o os seus pais, Vin\u00edcius e Zarely. Sei dos seus esfor\u00e7os para formar dois filhos em medicina. Do zelo, da compra do primeiro carrinho 1.000 e da saudade que d\u00e1 por L\u00edvia morar sozinha, trabalhando em Salvador. Assim \u00e9 a vida dos jovens m\u00e9dicos. Eles pedem mais meios para o seu trabalho. N\u00e3o reclamam da voca\u00e7\u00e3o, pedem ajuda para ter instrumental e os equipamentos b\u00e1sicos para diagn\u00f3sticos.<br \/>\nEnquanto isso, as grandes cidades s\u00e3o invadidas por ambul\u00e2ncias vindas do interior, aos solavancos, nas estradas esburacadas. As ambul\u00e2ncias do SUS duram apenas tr\u00eas anos. Faltam manuten\u00e7\u00e3o e cuidados. H\u00e1 milhares sucateadas. Os que as dirigem e os param\u00e9dicos s\u00e3o terceirizados, quase sempre. Por serem terceirizados n\u00e3o t\u00eam compromisso com o que usam e fazem. E essas empresas que terceirizam s\u00e3o, quase sempre, de pol\u00edticos ou de seus amigos.<br \/>\nEntretanto, n\u00e3o culpemos apenas os governos, os pol\u00edticos e os profissionais. A imprensa n\u00e3o deve ser silente e o voto n\u00e3o pode ser descompromissado. Esse cadinho origina a maior doen\u00e7a end\u00f3gena do Brasil: a corrup\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 cozinhada por ditos grandes empres\u00e1rios inescrupulosos mancomunados com todos os que est\u00e3o no poder, sejam eles quem for. S\u00f3 h\u00e1 corruptos porque sofrem ass\u00e9dios de corruptores acenando-lhe com o que seduz o ser humano, n\u00e3o apenas o dinheiro. Esses corruptores precisam ser identificados e punidos, pois alguns se aninham em entidades endinheiradas, outros t\u00eam amigos poderosos, uns tantos possuem mandatos e todos s\u00e3o sempre \u201ceducados, articulados e dadivosos\u201d.<br \/>\nN\u00e3o precisam poupar, obt\u00e9m financiamentos, pedem concordatas, renegociam d\u00edvidas, fazem cons\u00f3rcios, obt\u00e9m concess\u00f5es, articulam e promiscuem gente incauta. As cornuc\u00f3pias p\u00fablicas jorram dinheiro para as suas empresas, pois nunca recebem precat\u00f3rios. S\u00e3o especializadas em tudo, obras e servi\u00e7os cujas placas e valores raramente cont\u00eam os seus reais nomes, os pre\u00e7os das contrata\u00e7\u00f5es e dos aditivos. Trabalham em bloco e s\u00e3o as mesmas, as de sempre. Brasil afora. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 26\/07\/2013.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-2970","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2970\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}