{"id":2980,"date":"2023-12-21T09:10:35","date_gmt":"2023-12-21T12:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/ganhar-por-escrever-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:35","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:35","slug":"ganhar-por-escrever-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/ganhar-por-escrever-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"GANHAR POR ESCREVER &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEscrever \u00e9 uma forma de falar sem ser interrompido\u201d. Jules Renard, escritor franc\u00eas, 1864-1910.<br \/>\nIntelectual de n\u00edvel, como Maria Beatriz Ros\u00e1rio Alc\u00e2ntara; educador e gestor como Jos\u00e9 Freire Neto; jornalistas como Paulo Tadeu Sampaio e Ricardo Moura; e produtores culturais como Silas Falc\u00e3o e Joanice Sampaio formavam a mais recente Comiss\u00e3o Julgadora de concursos culturais que promovo. H\u00e1 14 anos venho insistindo em realizar concursos culturais. Fazemos chamadas pelas m\u00eddias sociais, utilizamos cartazes e publicidade paga. O que pedimos \u00e9, no meu entendimento, pouco. Basta que a pessoa escreva sobre um tema ou construa frases com determinado n\u00famero de palavras. N\u00e3o paga nada e pode ganhar bons pr\u00eamios. Agora, neste agosto findante, realizamos mais um concurso com pr\u00eamios valiosos, como computadores, celulares, utens\u00edlios dom\u00e9sticos de bom pre\u00e7o, vales de at\u00e9 800 reais para compras.<br \/>\nE o fa\u00e7o por ver, todos os dias, passando por um ambiente fechado, devidamente sinalizado, milhares de pessoas que n\u00e3o cuidam de olhar para os marcos expostos, os letreiros, as artes nas paredes, livros nas estantes e jornais nas mesas. Que raz\u00f5es s\u00e3o essas que levam a maioria das pessoas a n\u00e3o prender sua aten\u00e7\u00e3o e seu olhar a fatos interessantes, mensagens, promo\u00e7\u00f5es, divers\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es, cantores, instala\u00e7\u00f5es, poetas, brincantes e animadores culturais? Da\u00ed, para torn\u00e1-las mais atentas, procuro pensar e fazer esses concursos culturais, pela internet e em meio f\u00edsico, de modo a estimular o uso da vis\u00e3o, como sentido, e o ato de escrever, como pr\u00e1tica.<br \/>\nDamos um prazo de uma semana para que se inscrevam, pagamos orientadoras para ajud\u00e1-las com informa\u00e7\u00f5es, mas h\u00e1 um retorno que quase nunca chega a um milhar. J\u00e1 vi pessoas perguntando por um determinado lugar exato defronte a ele. Algumas outras parecem alheias ao seu redor ou, qui\u00e7\u00e1, receosas em olhar, em descobrir o n\u00e3o comum, a se auto desafiarem a explorar algo original, n\u00e3o o j\u00e1 constante de sua agenda ou prescritas por sua forma\u00e7\u00e3o profissional, ideologia, cren\u00e7a ou costume.<br \/>\nPosso estar errado. Gostaria que as ideias contr\u00e1rias \u00e0s ora expressadas tomassem forma e fossem enviadas ao e-mail josileneslima@yahoo.com.br ou remetidas para a rua do Ros\u00e1rio,01, centro, Fortaleza, Cear\u00e1. Saber se estamos na rota certa parece ser n\u00e3o s\u00f3 preocupa\u00e7\u00e3o deste escriba como de muitos, os que n\u00e3o querem enxergar o vis\u00edvel, o diante dos seus pr\u00f3prios olhos. Se o fazem por enfado ou receio, seria bom ter ci\u00eancia. As mensagens talvez n\u00e3o sejam captadas ou entendidas. \u00c9 a velha hist\u00f3ria do meio e da mensagem, a que se referia Marshall McLuhan no terceiro quarto do s\u00e9culo passado. \u00c9 sempre bom lembrar o que dizia o autor M\u00e1rio Quintana: \u201cN\u00e3o fa\u00e7as da tua vida um rascunho. Poder\u00e1s n\u00e3o ter tempo de pass\u00e1-la a limpo\u201d. Assim, abra os olhos e explore os demais sentidos. A vida cruza n\u00e3o s\u00f3 pela vis\u00e3o, mas pela fragr\u00e2ncia das coisas, o tocar em algo reprimido, ouvir o sil\u00eancio e a m\u00fasica do barulho, enfim estar desperto, disposto e audaz. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 30\/08\/2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEscrever \u00e9 uma forma de falar sem ser interrompido\u201d. Jules Renard, escritor franc\u00eas, 1864-1910.<br \/>\nIntelectual de n\u00edvel, como Maria Beatriz Ros\u00e1rio Alc\u00e2ntara; educador e gestor como Jos\u00e9 Freire Neto; jornalistas como Paulo Tadeu Sampaio e Ricardo Moura; e produtores culturais como Silas Falc\u00e3o e Joanice Sampaio formavam a mais recente Comiss\u00e3o Julgadora de concursos culturais que promovo. H\u00e1 14 anos venho insistindo em realizar concursos culturais. Fazemos chamadas pelas m\u00eddias sociais, utilizamos cartazes e publicidade paga. O que pedimos \u00e9, no meu entendimento, pouco. Basta que a pessoa escreva sobre um tema ou construa frases com determinado n\u00famero de palavras. N\u00e3o paga nada e pode ganhar bons pr\u00eamios. Agora, neste agosto findante, realizamos mais um concurso com pr\u00eamios valiosos, como computadores, celulares, utens\u00edlios dom\u00e9sticos de bom pre\u00e7o, vales de at\u00e9 800 reais para compras.<br \/>\nE o fa\u00e7o por ver, todos os dias, passando por um ambiente fechado, devidamente sinalizado, milhares de pessoas que n\u00e3o cuidam de olhar para os marcos expostos, os letreiros, as artes nas paredes, livros nas estantes e jornais nas mesas. Que raz\u00f5es s\u00e3o essas que levam a maioria das pessoas a n\u00e3o prender sua aten\u00e7\u00e3o e seu olhar a fatos interessantes, mensagens, promo\u00e7\u00f5es, divers\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es, cantores, instala\u00e7\u00f5es, poetas, brincantes e animadores culturais? Da\u00ed, para torn\u00e1-las mais atentas, procuro pensar e fazer esses concursos culturais, pela internet e em meio f\u00edsico, de modo a estimular o uso da vis\u00e3o, como sentido, e o ato de escrever, como pr\u00e1tica.<br \/>\nDamos um prazo de uma semana para que se inscrevam, pagamos orientadoras para ajud\u00e1-las com informa\u00e7\u00f5es, mas h\u00e1 um retorno que quase nunca chega a um milhar. J\u00e1 vi pessoas perguntando por um determinado lugar exato defronte a ele. Algumas outras parecem alheias ao seu redor ou, qui\u00e7\u00e1, receosas em olhar, em descobrir o n\u00e3o comum, a se auto desafiarem a explorar algo original, n\u00e3o o j\u00e1 constante de sua agenda ou prescritas por sua forma\u00e7\u00e3o profissional, ideologia, cren\u00e7a ou costume.<br \/>\nPosso estar errado. Gostaria que as ideias contr\u00e1rias \u00e0s ora expressadas tomassem forma e fossem enviadas ao e-mail josileneslima@yahoo.com.br ou remetidas para a rua do Ros\u00e1rio,01, centro, Fortaleza, Cear\u00e1. Saber se estamos na rota certa parece ser n\u00e3o s\u00f3 preocupa\u00e7\u00e3o deste escriba como de muitos, os que n\u00e3o querem enxergar o vis\u00edvel, o diante dos seus pr\u00f3prios olhos. Se o fazem por enfado ou receio, seria bom ter ci\u00eancia. As mensagens talvez n\u00e3o sejam captadas ou entendidas. \u00c9 a velha hist\u00f3ria do meio e da mensagem, a que se referia Marshall McLuhan no terceiro quarto do s\u00e9culo passado. \u00c9 sempre bom lembrar o que dizia o autor M\u00e1rio Quintana: \u201cN\u00e3o fa\u00e7as da tua vida um rascunho. Poder\u00e1s n\u00e3o ter tempo de pass\u00e1-la a limpo\u201d. Assim, abra os olhos e explore os demais sentidos. 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