{"id":3001,"date":"2023-12-21T09:10:35","date_gmt":"2023-12-21T12:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/kennedy-a-historia-recontada-50-anos-apos-dallas-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:35","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:35","slug":"kennedy-a-historia-recontada-50-anos-apos-dallas-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/kennedy-a-historia-recontada-50-anos-apos-dallas-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"KENNEDY \u2013 A HIST\u00d3RIA RECONTADA, 50 ANOS AP\u00d3S DALLAS &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA mudan\u00e7a \u00e9 a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou o presente ir\u00e3com certeza perder o futuro.\u201d JFK<br \/>\nHoje, 22 de novembro, \u00e9 data forte na hist\u00f3ria recente da humanidade. H\u00e1 50 anos, John Fitzgerald Kennedy- JFK, presidente dos Estados Unidos, morria assassinado na cidade de Dallas, Texas, v\u00edtima de um isolado atirador ou de compl\u00f4, at\u00e9 hoje n\u00e3o bem esclarecido.<br \/>\nO menino \u201cJack\u201d, seu apelido de fam\u00edlia, era o segundo filho de Joseph Kennedy, empres\u00e1rio descendente de irlandeses, poderoso e, segundo muitos, sem escr\u00fapulos. Joseph ganhou dinheiro de forma n\u00e3o republicana, como muitos ainda o fazem hoje no Brasil e no mundo. Achega-se a pol\u00edticos, apoia-os generosamente, e, posteriormente, cobra, com denodo e \u00e1gio, o que doou. Joseph Kennedy chegou a ser em uma das contrapartidas aos seus favores, embaixador dos Estados Unidos na Inglaterra. Quis que o filho JFK chegasse a Presidente. Assim aconteceu, mas as trag\u00e9dias que se seguiram consumiram quase toda a sua fam\u00edlia.<br \/>\nJoseph criou os filhos para o sucesso, mas a vida \u00e9 caprichosa. O seu primeiro filho, tamb\u00e9m Joseph, morreu prematuramente na Segunda Guerra e coube, a John, educado com rigor e aprumo, com distin\u00e7\u00e3o na Harvard University, a honra de ser o primeiro escolhido, embora fosse t\u00edmido, mas brilhante. \u201cJack\u201d tamb\u00e9m esteve na Segunda Guerra e dela saiu como her\u00f3i da marinha por ter salvado colegas em um naufr\u00e1gio. Assim, tempos depois, ingressa na pol\u00edtica, elege-se deputado federal, senador e, em 1960, concorre com Richard Nixon \u00e0 presid\u00eancia. Sai vitorioso, ao lado da bela e elegante esposa, Jacqueline Bouvier, Jackie, descendente de franceses, que dava \u201cfinesse\u201d ao casal. Segundo alguns historiadores, a vit\u00f3ria apertada foi discut\u00edvel do ponto de vista \u00e9tico.<br \/>\nEleito, proclamou, na posse, um discurso hist\u00f3rico, feito a muitas m\u00e3os. Acercou-se de secret\u00e1rios (ministros, no Brasil) de alto n\u00edvel e come\u00e7ou a governar. \u00c9 bom lembrar, de passagem, que o mundo vivia a Guerra Fria, os EEUU brigavam com a URSS pela hegemonia espacial e a entrada dos soldados americanos no Vietn\u00e3 foi respaldada por JFK. Al\u00e9m disso, Fidel Castro, que derrubara Fulg\u00eancio Batista, o velho ditador de Cuba e amigo da Am\u00e9rica, assume ser comunista e recebe total apoio russo, inclusive com a entrega de m\u00edsseis apontados para os Estados Unidos. Asilados cubanos nos EEUU, especialmente Fl\u00f3rida e de outros estados, em abril de 1961, tentam, com discreto apoio de JFK, uma invas\u00e3o (Ba\u00eda dos Porcos) atabalhoada para aniquilar Fidel e s\u00e3o derrotados. JFK fica silente. A tens\u00e3o aumenta, mas o governo americano fica quieto, apesar de impor embargo econ\u00f4mico total \u2013 e ainda vigente \u2013 sobre Cuba, a pequena ilha, calo eterno do gigante americano. Quase houve uma guerra nuclear.<br \/>\nPor outro lado, JFK e Jacqueline deixaram que se criasse o mito do casal perfeito, ressurgindo a lenda do castelo do Rei Arthur (s\u00e9culo VI), conhecido pela pe\u00e7a \u201cCamelot\u201d, baseado no livro de Geoffre de Monmouth. JFK admitia que seu governo fosse uma esp\u00e9cie de T\u00e1vola Redonda, com muitos Cavaleiros. Assim, a Casa Branca, tornou-se requintada e receptiva, fazendo convites a chefes de Estado, intelectuais, celebridades, escritores, poetas, personalidades e artistas. Acreditem, at\u00e9 a grupo de jovens l\u00edderes\/estudantes universit\u00e1rios brasileiros &#8211; que estava cumprindo estudo na mesma universidade que ele cursara &#8211; e do qual eu fazia parte, foi convidado e bem recebido. Conversamos com ele, nos jardins internos, local onde recebia os chefes de Estado. Isto \u00e9, entretanto, mero e irrelevante detalhe.<br \/>\nO fato \u00e9 que a reconhecida e proclamada virilidade de JFK foi despertada por muitas beldades, destacando-se Marilyn Monroe que teve a aud\u00e1cia de cantar, de forma adocicada, os parab\u00e9ns no anivers\u00e1rio do Presidente, em festa palaciana, na presen\u00e7a da primeira dama, a cuidar de dois filhos pequeninos. Marilyn morreria logo depois, sem \u201ccausa mortis\u201d esclarecida.<br \/>\nAssim, chegamos a novembro 1963. A administra\u00e7\u00e3o de JFK, louvada pela maioria, sofria oposi\u00e7\u00e3o dos republicanos e de parte da imprensa. J\u00e1 em campanha para a reelei\u00e7\u00e3o, o casal sorridente e belo, chega ao Estado do Texas. O Texas, fora tomado, narra a Hist\u00f3ria, em batalha no s\u00e9culo XIX, do territ\u00f3rio do M\u00e9xico e, regularizado, posteriormente, por um rid\u00edculo acordo financeiro entre os dois pa\u00edses.<br \/>\nNa bela e tr\u00e1gica manh\u00e3\/tarde de 22 de novembro de 1963, ensolarado e ameno outono, em carro aberto, desfilava em Dallas, o casal \u201cCamelot\u201d, elegante e radiante, acompanhado pelo governador Connaly e Nelly, sua mulher, era aplaudido pela multid\u00e3o, cercado por carros e motocicletas com policiais e dois agentes dentro do ve\u00edculo. JFK foi morto, na Pra\u00e7a Dealy, com tiros certeiros de fuzil, provavelmente por Lee Oswald.<br \/>\nHoje, 50 anos depois, centenas de teses, estudos e biografias \u2013 autorizadas e n\u00e3o autorizadas, filmes de a\u00e7\u00e3o e document\u00e1rios, levantam d\u00favidas sobre o fato, sequer esclarecido pela Comiss\u00e3o Warren, sobrenome do ent\u00e3o presidente da Suprema Corte americana, equivalente ao Supremo Tribunal Federal. O relat\u00f3rio foi apenas conveniente e nada profundo. A maioria dos americanos acredita, ainda hoje, em conspira\u00e7\u00e3o. M\u00e1fia? Cuba? URSS? Texanos? Advers\u00e1rios\/ L. Johnson?<br \/>\nFa\u00e7o-me longo, mas n\u00e3o poderia deixar de me repetir, pois j\u00e1 escrevi \u2013 e escreverei &#8211; sobre JFK. Ele, aos nos receber, risonho e jovial, disse: \u201cQuantos de voc\u00eas ser\u00e3o candidatos a presidente do Brasil?\u201d. E a conversa foi, bem al\u00e9m disso, apesar do protocolo.<br \/>\nFinalizo: Charlei Bartlett, jornalista americano, ganhador do Pr\u00eamio Pulizter, a maior honraria da imprensa, escreveu, ainda em fins de 1963: \u201cN\u00f3s tivemos um her\u00f3i como amigo. A coragem dele era incomum. Tinha ele um senso de humor incr\u00edvel, uma intelig\u00eancia penetrante marcada pela curiosidade e, em geral, uma incompar\u00e1vel galhardia. Ele era o que possu\u00edamos de melhor&#8230; e, vamos com o passar dos anos recontar a hist\u00f3ria, com um pouco de assombro\u201d. Foi o que tentei.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 22\/11\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA mudan\u00e7a \u00e9 a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou o presente ir\u00e3com certeza perder o futuro.\u201d JFK<br \/>\nHoje, 22 de novembro, \u00e9 data forte na hist\u00f3ria recente da humanidade. H\u00e1 50 anos, John Fitzgerald Kennedy- JFK, presidente dos Estados Unidos, morria assassinado na cidade de Dallas, Texas, v\u00edtima de um isolado atirador ou de compl\u00f4, at\u00e9 hoje n\u00e3o bem esclarecido.<br \/>\nO menino \u201cJack\u201d, seu apelido de fam\u00edlia, era o segundo filho de Joseph Kennedy, empres\u00e1rio descendente de irlandeses, poderoso e, segundo muitos, sem escr\u00fapulos. Joseph ganhou dinheiro de forma n\u00e3o republicana, como muitos ainda o fazem hoje no Brasil e no mundo. Achega-se a pol\u00edticos, apoia-os generosamente, e, posteriormente, cobra, com denodo e \u00e1gio, o que doou. Joseph Kennedy chegou a ser em uma das contrapartidas aos seus favores, embaixador dos Estados Unidos na Inglaterra. Quis que o filho JFK chegasse a Presidente. Assim aconteceu, mas as trag\u00e9dias que se seguiram consumiram quase toda a sua fam\u00edlia.<br \/>\nJoseph criou os filhos para o sucesso, mas a vida \u00e9 caprichosa. O seu primeiro filho, tamb\u00e9m Joseph, morreu prematuramente na Segunda Guerra e coube, a John, educado com rigor e aprumo, com distin\u00e7\u00e3o na Harvard University, a honra de ser o primeiro escolhido, embora fosse t\u00edmido, mas brilhante. \u201cJack\u201d tamb\u00e9m esteve na Segunda Guerra e dela saiu como her\u00f3i da marinha por ter salvado colegas em um naufr\u00e1gio. Assim, tempos depois, ingressa na pol\u00edtica, elege-se deputado federal, senador e, em 1960, concorre com Richard Nixon \u00e0 presid\u00eancia. Sai vitorioso, ao lado da bela e elegante esposa, Jacqueline Bouvier, Jackie, descendente de franceses, que dava \u201cfinesse\u201d ao casal. Segundo alguns historiadores, a vit\u00f3ria apertada foi discut\u00edvel do ponto de vista \u00e9tico.<br \/>\nEleito, proclamou, na posse, um discurso hist\u00f3rico, feito a muitas m\u00e3os. Acercou-se de secret\u00e1rios (ministros, no Brasil) de alto n\u00edvel e come\u00e7ou a governar. \u00c9 bom lembrar, de passagem, que o mundo vivia a Guerra Fria, os EEUU brigavam com a URSS pela hegemonia espacial e a entrada dos soldados americanos no Vietn\u00e3 foi respaldada por JFK. Al\u00e9m disso, Fidel Castro, que derrubara Fulg\u00eancio Batista, o velho ditador de Cuba e amigo da Am\u00e9rica, assume ser comunista e recebe total apoio russo, inclusive com a entrega de m\u00edsseis apontados para os Estados Unidos. Asilados cubanos nos EEUU, especialmente Fl\u00f3rida e de outros estados, em abril de 1961, tentam, com discreto apoio de JFK, uma invas\u00e3o (Ba\u00eda dos Porcos) atabalhoada para aniquilar Fidel e s\u00e3o derrotados. JFK fica silente. A tens\u00e3o aumenta, mas o governo americano fica quieto, apesar de impor embargo econ\u00f4mico total \u2013 e ainda vigente \u2013 sobre Cuba, a pequena ilha, calo eterno do gigante americano. Quase houve uma guerra nuclear.<br \/>\nPor outro lado, JFK e Jacqueline deixaram que se criasse o mito do casal perfeito, ressurgindo a lenda do castelo do Rei Arthur (s\u00e9culo VI), conhecido pela pe\u00e7a \u201cCamelot\u201d, baseado no livro de Geoffre de Monmouth. JFK admitia que seu governo fosse uma esp\u00e9cie de T\u00e1vola Redonda, com muitos Cavaleiros. Assim, a Casa Branca, tornou-se requintada e receptiva, fazendo convites a chefes de Estado, intelectuais, celebridades, escritores, poetas, personalidades e artistas. Acreditem, at\u00e9 a grupo de jovens l\u00edderes\/estudantes universit\u00e1rios brasileiros &#8211; que estava cumprindo estudo na mesma universidade que ele cursara &#8211; e do qual eu fazia parte, foi convidado e bem recebido. Conversamos com ele, nos jardins internos, local onde recebia os chefes de Estado. Isto \u00e9, entretanto, mero e irrelevante detalhe.<br \/>\nO fato \u00e9 que a reconhecida e proclamada virilidade de JFK foi despertada por muitas beldades, destacando-se Marilyn Monroe que teve a aud\u00e1cia de cantar, de forma adocicada, os parab\u00e9ns no anivers\u00e1rio do Presidente, em festa palaciana, na presen\u00e7a da primeira dama, a cuidar de dois filhos pequeninos. Marilyn morreria logo depois, sem \u201ccausa mortis\u201d esclarecida.<br \/>\nAssim, chegamos a novembro 1963. A administra\u00e7\u00e3o de JFK, louvada pela maioria, sofria oposi\u00e7\u00e3o dos republicanos e de parte da imprensa. J\u00e1 em campanha para a reelei\u00e7\u00e3o, o casal sorridente e belo, chega ao Estado do Texas. O Texas, fora tomado, narra a Hist\u00f3ria, em batalha no s\u00e9culo XIX, do territ\u00f3rio do M\u00e9xico e, regularizado, posteriormente, por um rid\u00edculo acordo financeiro entre os dois pa\u00edses.<br \/>\nNa bela e tr\u00e1gica manh\u00e3\/tarde de 22 de novembro de 1963, ensolarado e ameno outono, em carro aberto, desfilava em Dallas, o casal \u201cCamelot\u201d, elegante e radiante, acompanhado pelo governador Connaly e Nelly, sua mulher, era aplaudido pela multid\u00e3o, cercado por carros e motocicletas com policiais e dois agentes dentro do ve\u00edculo. JFK foi morto, na Pra\u00e7a Dealy, com tiros certeiros de fuzil, provavelmente por Lee Oswald.<br \/>\nHoje, 50 anos depois, centenas de teses, estudos e biografias \u2013 autorizadas e n\u00e3o autorizadas, filmes de a\u00e7\u00e3o e document\u00e1rios, levantam d\u00favidas sobre o fato, sequer esclarecido pela Comiss\u00e3o Warren, sobrenome do ent\u00e3o presidente da Suprema Corte americana, equivalente ao Supremo Tribunal Federal. O relat\u00f3rio foi apenas conveniente e nada profundo. A maioria dos americanos acredita, ainda hoje, em conspira\u00e7\u00e3o. M\u00e1fia? Cuba? URSS? Texanos? Advers\u00e1rios\/ L. Johnson?<br \/>\nFa\u00e7o-me longo, mas n\u00e3o poderia deixar de me repetir, pois j\u00e1 escrevi \u2013 e escreverei &#8211; sobre JFK. Ele, aos nos receber, risonho e jovial, disse: \u201cQuantos de voc\u00eas ser\u00e3o candidatos a presidente do Brasil?\u201d. E a conversa foi, bem al\u00e9m disso, apesar do protocolo.<br \/>\nFinalizo: Charlei Bartlett, jornalista americano, ganhador do Pr\u00eamio Pulizter, a maior honraria da imprensa, escreveu, ainda em fins de 1963: \u201cN\u00f3s tivemos um her\u00f3i como amigo. A coragem dele era incomum. Tinha ele um senso de humor incr\u00edvel, uma intelig\u00eancia penetrante marcada pela curiosidade e, em geral, uma incompar\u00e1vel galhardia. Ele era o que possu\u00edamos de melhor&#8230; e, vamos com o passar dos anos recontar a hist\u00f3ria, com um pouco de assombro\u201d. Foi o que tentei.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 22\/11\/2013<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3001","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3001"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3001\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}