{"id":3028,"date":"2023-12-21T09:10:35","date_gmt":"2023-12-21T12:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/alinhavos-sobre-o-dia-da-mulher-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:35","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:35","slug":"alinhavos-sobre-o-dia-da-mulher-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/alinhavos-sobre-o-dia-da-mulher-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"ALINHAVOS SOBRE O DIA DA MULHER &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que ainda precisamos comemorar o Dia da Mulher? O mundo tem mudado como um m\u00edssil. Quem era fraco passou a ser forte. Seria o caso da mulher? Quem era oprimido se liberta. Seria o caso da mulher? Quem sofria preconceito passou a ser refer\u00eancia. Seria o caso da mulher? Quem sustenta a fam\u00edlia \u00e9 o chefe dela. Seria o caso da mulher? Quem chefia empresas d\u00e1 ordens. Seria o caso da mulher? Quem ia para a guerra era forte. Seria o caso da mulher? Creio que essas perguntas n\u00e3o cabem mais. Ou cabem? Decida.<br \/>\nQuais seriam as mulheres que merecem ser lembradas? Claro que voc\u00ea deve rememorar e reverenciar mulheres, no singular ou plural. Mas no imagin\u00e1rio dos homens h\u00e1 mulheres que poderiam ou careciam ser lembradas. Aqui e alhures. Quem voc\u00ea recordaria na sua cidade, no seu estado, no Brasil e no mundo? Podem ser ocupadas ou desocupadas. Dom\u00e9sticas, profissionais liberais, servidoras p\u00fablicas, cientistas, executivas, pol\u00edticas, religiosas, militares, ativistas sociais, o que for. O tempo de hoje n\u00e3o permite proibi\u00e7\u00e3o. Veja quem se destaca no que faz, seja qual a atividade escolhida. N\u00e3o esque\u00e7a de parar um pouco e pensar. Imagine-se convidando essa pessoa \u2013 e ela aceitando &#8211; para um encontro a dois.<br \/>\nOnde e quando seria tal encontro? Um almo\u00e7o ou jantar? Capricharia na roupa ou sairia com a que est\u00e1 no trabalho? Levaria flores ou outro mimo? Que bebida voc\u00ea pediria? Um destilado, vinho, cerveja, refri ou uma simples \u00e1gua? Respeitaria a prefer\u00eancia dela? Qual a entrada para acompanhar a bebida? Dividiriam um prato? Ou cada um escolheria o seu? Dize-me o que comes; eu te direi quem \u00e9s, falava Brilliant-Savarin, escritor franc\u00eas. Falariam sobre m\u00fasica? Qual g\u00eanero? Cantor (a) preferido (a)? Cidades que gostam? Falariam de seus passados ou questionariam o presente? Ser\u00e1 que ela ou voc\u00ea sabe o que \u00e9 resili\u00eancia?<br \/>\nEssa palavra tem origem na engenharia e mostra a capacidade e o tempo que um material leva para se recompor, como algo que \u00e9 comprimido e, em seguida, solto. Agora, a psicologia adotou a palavra para dizer se nos recuperamos rapidamente, voltando ao estado normal, ou ficamos remoendo o passado. O resiliente sabe que foi chamuscado, mas aquilo logo passa. Tudo volta ao normal. E o que \u00e9 o normal?<br \/>\nVoltemos ao encontro. Faltando luz, voc\u00ea ficar\u00e1 aflito? Ou tomar\u00e1 a m\u00e3o de sua companhia e dir\u00e1: n\u00e3o se preocupe, estou aqui. Lembro do que aprendi comigo mesmo: ningu\u00e9m completa ningu\u00e9m. Voc\u00ea n\u00e3o se basta, mas n\u00e3o tem vazio ou falta peda\u00e7o. Isso \u00e9 bobagem de livro de auto-ajuda. Os desejos, quase sempre, n\u00e3o s\u00e3o semelhantes. Dialogue com a sua companhia sobre limites ou a falta deles. Encontro n\u00e3o \u00e9 farsa. \u00c9 aconchego. Caso seja rom\u00e2ntico tente assobiar ou solfejar uma m\u00fasica do seu agrado. Qual seria a rea\u00e7\u00e3o dela? Franziu a testa ou sorriu aprovando? N\u00e3o fa\u00e7a g\u00eanero, seja o que \u00e9, se deseja voltar a encontrar com ela. No tal dia, se acontecer, ela descobrir\u00e1 que tudo era fingimento ou confirmar\u00e1 a sua personalidade. N\u00e3o crie grandes esperan\u00e7as, Carpe diem. O passado j\u00e1 era. O presente se cria e o futuro a Deus pertence. Salvo para os ateus.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 09\/03\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que ainda precisamos comemorar o Dia da Mulher? O mundo tem mudado como um m\u00edssil. Quem era fraco passou a ser forte. Seria o caso da mulher? Quem era oprimido se liberta. Seria o caso da mulher? Quem sofria preconceito passou a ser refer\u00eancia. Seria o caso da mulher? Quem sustenta a fam\u00edlia \u00e9 o chefe dela. Seria o caso da mulher? Quem chefia empresas d\u00e1 ordens. Seria o caso da mulher? Quem ia para a guerra era forte. Seria o caso da mulher? Creio que essas perguntas n\u00e3o cabem mais. Ou cabem? Decida.<br \/>\nQuais seriam as mulheres que merecem ser lembradas? Claro que voc\u00ea deve rememorar e reverenciar mulheres, no singular ou plural. Mas no imagin\u00e1rio dos homens h\u00e1 mulheres que poderiam ou careciam ser lembradas. Aqui e alhures. Quem voc\u00ea recordaria na sua cidade, no seu estado, no Brasil e no mundo? Podem ser ocupadas ou desocupadas. Dom\u00e9sticas, profissionais liberais, servidoras p\u00fablicas, cientistas, executivas, pol\u00edticas, religiosas, militares, ativistas sociais, o que for. O tempo de hoje n\u00e3o permite proibi\u00e7\u00e3o. Veja quem se destaca no que faz, seja qual a atividade escolhida. N\u00e3o esque\u00e7a de parar um pouco e pensar. Imagine-se convidando essa pessoa \u2013 e ela aceitando &#8211; para um encontro a dois.<br \/>\nOnde e quando seria tal encontro? Um almo\u00e7o ou jantar? Capricharia na roupa ou sairia com a que est\u00e1 no trabalho? Levaria flores ou outro mimo? Que bebida voc\u00ea pediria? Um destilado, vinho, cerveja, refri ou uma simples \u00e1gua? Respeitaria a prefer\u00eancia dela? Qual a entrada para acompanhar a bebida? Dividiriam um prato? Ou cada um escolheria o seu? Dize-me o que comes; eu te direi quem \u00e9s, falava Brilliant-Savarin, escritor franc\u00eas. Falariam sobre m\u00fasica? Qual g\u00eanero? Cantor (a) preferido (a)? Cidades que gostam? Falariam de seus passados ou questionariam o presente? Ser\u00e1 que ela ou voc\u00ea sabe o que \u00e9 resili\u00eancia?<br \/>\nEssa palavra tem origem na engenharia e mostra a capacidade e o tempo que um material leva para se recompor, como algo que \u00e9 comprimido e, em seguida, solto. Agora, a psicologia adotou a palavra para dizer se nos recuperamos rapidamente, voltando ao estado normal, ou ficamos remoendo o passado. O resiliente sabe que foi chamuscado, mas aquilo logo passa. Tudo volta ao normal. E o que \u00e9 o normal?<br \/>\nVoltemos ao encontro. Faltando luz, voc\u00ea ficar\u00e1 aflito? Ou tomar\u00e1 a m\u00e3o de sua companhia e dir\u00e1: n\u00e3o se preocupe, estou aqui. Lembro do que aprendi comigo mesmo: ningu\u00e9m completa ningu\u00e9m. Voc\u00ea n\u00e3o se basta, mas n\u00e3o tem vazio ou falta peda\u00e7o. Isso \u00e9 bobagem de livro de auto-ajuda. Os desejos, quase sempre, n\u00e3o s\u00e3o semelhantes. Dialogue com a sua companhia sobre limites ou a falta deles. Encontro n\u00e3o \u00e9 farsa. \u00c9 aconchego. Caso seja rom\u00e2ntico tente assobiar ou solfejar uma m\u00fasica do seu agrado. Qual seria a rea\u00e7\u00e3o dela? Franziu a testa ou sorriu aprovando? N\u00e3o fa\u00e7a g\u00eanero, seja o que \u00e9, se deseja voltar a encontrar com ela. No tal dia, se acontecer, ela descobrir\u00e1 que tudo era fingimento ou confirmar\u00e1 a sua personalidade. N\u00e3o crie grandes esperan\u00e7as, Carpe diem. O passado j\u00e1 era. O presente se cria e o futuro a Deus pertence. Salvo para os ateus.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 09\/03\/2012<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3028","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3028\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}