{"id":3106,"date":"2023-12-21T09:10:37","date_gmt":"2023-12-21T12:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-dia-em-que-mataram-o-presidente-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:37","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:37","slug":"o-dia-em-que-mataram-o-presidente-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-dia-em-que-mataram-o-presidente-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"O DIA EM QUE MATARAM O PRESIDENTE &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Quis o destino que conhecesse Elano Paula e Chico Anysio no final da d\u00e9cada de 60. Era eu pretensioso a ponto de conversar com eles, pensando falar de igual para igual. Imagine! Mal sa\u00eddo da universidade, conheci os dois irm\u00e3os e amigos, j\u00e1 consagrados.<br \/>\nElano, engenheiro civil e empres\u00e1rio, tinha um p\u00e9 no concreto, outro no r\u00e1dio e na televis\u00e3o. Veio ter \u00e0 Fortaleza para fazer o novo em termos habitacionais e gest\u00e3o empresarial, no tempo em que o computador era um grande m\u00f3vel e precisava de climatiza\u00e7\u00e3o constante para funcionar sem problemas. \u00c9 o letrista da m\u00fasica \u201cCan\u00e7\u00e3o de Amor\u201d, que imortalizou Elizete Cardoso, tem v\u00e1rios livros publicados, sabe pintar e \u00e9 um conversador nato.<br \/>\nChico Anysio ou Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho. ator, era e \u00e9 como aquele polvo alem\u00e3o, o Paul, que adivinhava o resultado dos jogos da \u00faltima Copa do Mundo: sabe de tudo, antes. Atua, escreve livros, dirige, pinta, gosta de casamentos, filhos e de cavalos, tem mais de mil faces, bastando rodopiar no palco de cara limpa &#8211; ou n\u00e3o &#8211; para ser quem ele quiser. Tornou-se, por obra e gra\u00e7a de seu talento e profissionalismo, o maior humorista do Brasil.<br \/>\nEles, cearenses, do Rio e do mundo, t\u00eam um amor declarado \u00e0 cidade de Maranguape, onde nasceram. H\u00e1 poucos anos, me convidaram para participar com os dois de um projeto novo: um blog com o nome Maranguape. Fiquei orgulhoso pela forma\u00e7\u00e3o do trio e pela lembran\u00e7a, pois a vida, o espa\u00e7o e o tempo nos separavam. Agora, mais uma vez, sou surpreendido. Convidam-me para escrever a orelha do livro \u201cO Dia Em Que Mataram o Presidente\u201d, que fizeram juntos.<br \/>\nEles, Elano e Chico, acostumaram-se, desde h\u00e1 muito, a trabalhar na \u00e1rea da literatura a quatro m\u00e3os. Esse novo livro \u00e9 um romance brasileiro na feitura, personagens e enredo. Come\u00e7a com um sequestro no Rio, perto do Arsenal de Marinha; explode um Boeing em Buenos Aires; um Senador da Rep\u00fablica, com a sua jovem e bela amante, sobe a serra de Petr\u00f3polis para encontro em fazenda da fam\u00edlia; e, entre outros cen\u00e1rios, aparece o Planalto Central onde novas tramas s\u00e3o urdidas para matar o Presidente da Rep\u00fablica em Fortaleza.<br \/>\nO leitor deve saber que livro \u00e9 um objeto precioso, de validade indeterminada, silencioso, sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, sem nada reclamar. Esse livro vai torn\u00e1-lo, se j\u00e1 n\u00e3o o \u00e9 por natureza, curioso. T\u00e3o intensa \u00e9 a sua exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o linear que cada p\u00e1gina poder\u00e1 transformar o texto escrito em imagens mentais televisivas de um verdadeiro folhetim policial. As cenas ir\u00e3o sendo criadas pelo pr\u00f3prio leitor, acredite. Ele ter\u00e1 a oportunidade de saber como funcionam as cabe\u00e7as de pessoas geniais como o Elano e o Chico. Duas palavras finais, orelha de livro serve tamb\u00e9m para marcar a p\u00e1gina em que se para de ler. Nesse caso, penso que o leitor s\u00f3 parar\u00e1 na \u00faltima que, por sinal, tem algo a ver com a primeira. \u00c9 s\u00f3 aguardar o lan\u00e7amento. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 14\/01\/2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quis o destino que conhecesse Elano Paula e Chico Anysio no final da d\u00e9cada de 60. Era eu pretensioso a ponto de conversar com eles, pensando falar de igual para igual. Imagine! Mal sa\u00eddo da universidade, conheci os dois irm\u00e3os e amigos, j\u00e1 consagrados.<br \/>\nElano, engenheiro civil e empres\u00e1rio, tinha um p\u00e9 no concreto, outro no r\u00e1dio e na televis\u00e3o. Veio ter \u00e0 Fortaleza para fazer o novo em termos habitacionais e gest\u00e3o empresarial, no tempo em que o computador era um grande m\u00f3vel e precisava de climatiza\u00e7\u00e3o constante para funcionar sem problemas. \u00c9 o letrista da m\u00fasica \u201cCan\u00e7\u00e3o de Amor\u201d, que imortalizou Elizete Cardoso, tem v\u00e1rios livros publicados, sabe pintar e \u00e9 um conversador nato.<br \/>\nChico Anysio ou Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho. ator, era e \u00e9 como aquele polvo alem\u00e3o, o Paul, que adivinhava o resultado dos jogos da \u00faltima Copa do Mundo: sabe de tudo, antes. Atua, escreve livros, dirige, pinta, gosta de casamentos, filhos e de cavalos, tem mais de mil faces, bastando rodopiar no palco de cara limpa &#8211; ou n\u00e3o &#8211; para ser quem ele quiser. Tornou-se, por obra e gra\u00e7a de seu talento e profissionalismo, o maior humorista do Brasil.<br \/>\nEles, cearenses, do Rio e do mundo, t\u00eam um amor declarado \u00e0 cidade de Maranguape, onde nasceram. H\u00e1 poucos anos, me convidaram para participar com os dois de um projeto novo: um blog com o nome Maranguape. Fiquei orgulhoso pela forma\u00e7\u00e3o do trio e pela lembran\u00e7a, pois a vida, o espa\u00e7o e o tempo nos separavam. Agora, mais uma vez, sou surpreendido. Convidam-me para escrever a orelha do livro \u201cO Dia Em Que Mataram o Presidente\u201d, que fizeram juntos.<br \/>\nEles, Elano e Chico, acostumaram-se, desde h\u00e1 muito, a trabalhar na \u00e1rea da literatura a quatro m\u00e3os. Esse novo livro \u00e9 um romance brasileiro na feitura, personagens e enredo. Come\u00e7a com um sequestro no Rio, perto do Arsenal de Marinha; explode um Boeing em Buenos Aires; um Senador da Rep\u00fablica, com a sua jovem e bela amante, sobe a serra de Petr\u00f3polis para encontro em fazenda da fam\u00edlia; e, entre outros cen\u00e1rios, aparece o Planalto Central onde novas tramas s\u00e3o urdidas para matar o Presidente da Rep\u00fablica em Fortaleza.<br \/>\nO leitor deve saber que livro \u00e9 um objeto precioso, de validade indeterminada, silencioso, sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, sem nada reclamar. Esse livro vai torn\u00e1-lo, se j\u00e1 n\u00e3o o \u00e9 por natureza, curioso. T\u00e3o intensa \u00e9 a sua exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o linear que cada p\u00e1gina poder\u00e1 transformar o texto escrito em imagens mentais televisivas de um verdadeiro folhetim policial. As cenas ir\u00e3o sendo criadas pelo pr\u00f3prio leitor, acredite. Ele ter\u00e1 a oportunidade de saber como funcionam as cabe\u00e7as de pessoas geniais como o Elano e o Chico. Duas palavras finais, orelha de livro serve tamb\u00e9m para marcar a p\u00e1gina em que se para de ler. Nesse caso, penso que o leitor s\u00f3 parar\u00e1 na \u00faltima que, por sinal, tem algo a ver com a primeira. \u00c9 s\u00f3 aguardar o lan\u00e7amento. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 14\/01\/2011.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}