{"id":3114,"date":"2023-12-21T09:10:38","date_gmt":"2023-12-21T12:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-que-e-mba-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:38","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:38","slug":"o-que-e-mba-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-que-e-mba-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"O QUE \u00c9 MBA? &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Recebo telefonema de pessoa amiga referindo-se a t\u00f3pico que abordei \u00faltimo domingo neste DN: a baixa qualidade do ensino brasileiro. Pede que fale \u201cdo engodo que s\u00e3o, em grande maioria, os chamados MBAs, espalhados pelo Brasil\u201d. Na verdade, MBA \u00e9, originariamente, Master in Business Administration, curso de dois anos de mestrado, criado nos Estados Unidos e disseminado pelo mundo. Profissionais de n\u00edvel superior, independente de suas forma\u00e7\u00f5es, se disp\u00f5em a fazer esse mestrado para concorrer no competitivo mercado de trabalho de gest\u00e3o que cobram de engenheiros, m\u00e9dicos, economistas e outros, capacita\u00e7\u00e3o e uniformiza\u00e7\u00e3o de linguagem t\u00e9cnica para suportar a dureza da vida profissional. A Harvard Business School era a irradiadora desses cursos. Entretanto, a crise da economia americana em 2008 produziu quebras de empresas e demiss\u00f5es, com alerta para a mudan\u00e7a dos seus curr\u00edculos. Segundo lista do jornal ingl\u00eas \u201cFinancial Times\u201d, a Harvard caiu para o 3\u00ba. lugar no ranking. Patriotada \u00e0 parte, o jornal escolheu a London Business School(junto com a Wharton\/Penn) como a primeira da lista dos 20 melhores cursos de MBA do mundo. Entristece-nos o fato de nenhuma universidade brasileira haver sido inclu\u00edda. S\u00e3o dez americanas. Fran\u00e7a, China, \u00cdndia e Espanha t\u00eam duas. Inglaterra e Su\u00ed\u00e7a ficaram com uma, cada. Nesta semana, Sabine Righetti, jornalista da Folha, escreveu a reportagem \u201cPara Ingl\u00eas N\u00e3o Ver\u201d, lamentando que o nosso ensino superior s\u00f3 agora esteja se internacionalizando. Diz ser a l\u00edngua inglesa b\u00e1sica para a intera\u00e7\u00e3o de alunos e professores. Sei, por exemplo, que a Unifor est\u00e1 propiciando interc\u00e2mbios com universidades estrangeiras. O que ela faz \u00e9 abrir a mente de professores e dos jovens para o mundo de agora, ao mesmo tempo em que estabelecem redes sociais para seus futuros profissionais. Voltando aos MBAs brasileiros, muitos s\u00e3o prosaicas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es \u2013 sem reprova\u00e7\u00f5es &#8211; realizadas em alinhavados fins de semana com estudantes de olho no rel\u00f3gio. Assim, s\u00e3o formas r\u00e1pidas e f\u00e1ceis de ganhar dinheiro de pessoas que ainda acreditam em diplomas, sem cuidar da sua forma\u00e7\u00e3o continuada e ajustada \u00e0 mutante realidade. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 13\/02\/2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebo telefonema de pessoa amiga referindo-se a t\u00f3pico que abordei \u00faltimo domingo neste DN: a baixa qualidade do ensino brasileiro. Pede que fale \u201cdo engodo que s\u00e3o, em grande maioria, os chamados MBAs, espalhados pelo Brasil\u201d. Na verdade, MBA \u00e9, originariamente, Master in Business Administration, curso de dois anos de mestrado, criado nos Estados Unidos e disseminado pelo mundo. Profissionais de n\u00edvel superior, independente de suas forma\u00e7\u00f5es, se disp\u00f5em a fazer esse mestrado para concorrer no competitivo mercado de trabalho de gest\u00e3o que cobram de engenheiros, m\u00e9dicos, economistas e outros, capacita\u00e7\u00e3o e uniformiza\u00e7\u00e3o de linguagem t\u00e9cnica para suportar a dureza da vida profissional. A Harvard Business School era a irradiadora desses cursos. Entretanto, a crise da economia americana em 2008 produziu quebras de empresas e demiss\u00f5es, com alerta para a mudan\u00e7a dos seus curr\u00edculos. Segundo lista do jornal ingl\u00eas \u201cFinancial Times\u201d, a Harvard caiu para o 3\u00ba. lugar no ranking. Patriotada \u00e0 parte, o jornal escolheu a London Business School(junto com a Wharton\/Penn) como a primeira da lista dos 20 melhores cursos de MBA do mundo. Entristece-nos o fato de nenhuma universidade brasileira haver sido inclu\u00edda. S\u00e3o dez americanas. Fran\u00e7a, China, \u00cdndia e Espanha t\u00eam duas. Inglaterra e Su\u00ed\u00e7a ficaram com uma, cada. Nesta semana, Sabine Righetti, jornalista da Folha, escreveu a reportagem \u201cPara Ingl\u00eas N\u00e3o Ver\u201d, lamentando que o nosso ensino superior s\u00f3 agora esteja se internacionalizando. Diz ser a l\u00edngua inglesa b\u00e1sica para a intera\u00e7\u00e3o de alunos e professores. Sei, por exemplo, que a Unifor est\u00e1 propiciando interc\u00e2mbios com universidades estrangeiras. O que ela faz \u00e9 abrir a mente de professores e dos jovens para o mundo de agora, ao mesmo tempo em que estabelecem redes sociais para seus futuros profissionais. Voltando aos MBAs brasileiros, muitos s\u00e3o prosaicas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es \u2013 sem reprova\u00e7\u00f5es &#8211; realizadas em alinhavados fins de semana com estudantes de olho no rel\u00f3gio. 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