{"id":3123,"date":"2023-12-21T09:10:38","date_gmt":"2023-12-21T12:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-brasil-e-o-caos-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:38","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:38","slug":"o-brasil-e-o-caos-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-brasil-e-o-caos-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"O BRASIL E O CAOS &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Bem que gostaria de escrever algo leve, cr\u00f4nicas charmosas, mas h\u00e1 caos no Brasil. Cidades grandes n\u00e3o permitem estabelecer hor\u00e1rios certos de reuni\u00f5es entre pessoas com trabalho em bairros diferentes. Vale a moda: \u201ctipo assim, 4 da tarde\u201d. H\u00e1 interven\u00e7\u00f5es urbanas necess\u00e1rias e outras dispens\u00e1veis, realizadas durante o dia. Engarrafamentos. Existe velha mania de se dizer que a solu\u00e7\u00e3o urbana passa pela cabe\u00e7a de arquitetos. Nem tanto. \u00c9 preciso que os profissionais tenham qualifica\u00e7\u00e3o real em urbanismo, mas isso \u00e9 outra conversa.<br \/>\n\u00c9 imperativo um conjunto de profissionais diferentes para pensar uma cidade. Jaime Lerner, urbanista, fez \u2013 com equipe multidisciplinar &#8211; de Curitiba uma cidade planejada, modelo brasileiro. As demais cidades vivem em fun\u00e7\u00e3o de demandas emergenciais, enchentes e o desencontro da implanta\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o de metr\u00f4, saneamento b\u00e1sico com a malha vi\u00e1ria existente ou a ampliar.<br \/>\nDe um tempo para c\u00e1, o Brasil vive a paranoia da Copa do Mundo\/2014. Est\u00e1dios inteiros s\u00e3o implodidos (a palavra est\u00e1 certa), quando poderiam ser ajustados \u00e0s novas exig\u00eancias tecnol\u00f3gicas, com custos bem inferiores. Al\u00e9m disso, h\u00e1 sentimento de urg\u00eancia. Tudo tem de estar pronto. Logo. Criam-se comiss\u00f5es disso e daquilo e, para variar, poucos se entendem. Pa\u00edses existem para os seus habitantes e turistas, mas n\u00e3o para circunstanciais eventos que, quase nunca, duram um m\u00eas e deixam um p\u00f3s-vazio.<br \/>\nA \u00c1frica do Sul est\u00e1 com est\u00e1dios sem uso, d\u00edvidas a pagar e racionamento de energia. A Vila Ol\u00edmpica do Rio est\u00e1 com aptos. abandonados e o est\u00e1dio, cedido. Agora, ser\u00e1 diferente. Somos a p\u00e1tria do futebol e as prioridades se invertem. Aeroportos brasileiros s\u00e3o, quase todos, ultrapassados em seguran\u00e7a, acessibilidade e atendimento. Na Europa e Estados Unidos, os despachos (check-in) s\u00e3o feitos na ponte de embarque dos avi\u00f5es e se pode chegar e entrar rapidamente. No Brasil tudo \u00e9 corre-corre, sobe e desce escada, o avi\u00e3o muda de posi\u00e7\u00e3o nos \u201cfingers\u201d, h\u00e1 atrasos, a maior parte dos atendentes dos aeroportos e das companhias n\u00e3o tem treinamento. \u00c9 terceirizada. E complica o simples. Algumas empresas a\u00e9reas s\u00e3o mancas. Uma, at\u00e9 no nome.<br \/>\nJo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 10\/04\/2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem que gostaria de escrever algo leve, cr\u00f4nicas charmosas, mas h\u00e1 caos no Brasil. Cidades grandes n\u00e3o permitem estabelecer hor\u00e1rios certos de reuni\u00f5es entre pessoas com trabalho em bairros diferentes. Vale a moda: \u201ctipo assim, 4 da tarde\u201d. H\u00e1 interven\u00e7\u00f5es urbanas necess\u00e1rias e outras dispens\u00e1veis, realizadas durante o dia. Engarrafamentos. 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Tudo tem de estar pronto. Logo. Criam-se comiss\u00f5es disso e daquilo e, para variar, poucos se entendem. Pa\u00edses existem para os seus habitantes e turistas, mas n\u00e3o para circunstanciais eventos que, quase nunca, duram um m\u00eas e deixam um p\u00f3s-vazio.<br \/>\nA \u00c1frica do Sul est\u00e1 com est\u00e1dios sem uso, d\u00edvidas a pagar e racionamento de energia. A Vila Ol\u00edmpica do Rio est\u00e1 com aptos. abandonados e o est\u00e1dio, cedido. Agora, ser\u00e1 diferente. Somos a p\u00e1tria do futebol e as prioridades se invertem. Aeroportos brasileiros s\u00e3o, quase todos, ultrapassados em seguran\u00e7a, acessibilidade e atendimento. Na Europa e Estados Unidos, os despachos (check-in) s\u00e3o feitos na ponte de embarque dos avi\u00f5es e se pode chegar e entrar rapidamente. 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