{"id":3154,"date":"2023-12-21T09:10:39","date_gmt":"2023-12-21T12:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/a-estetica-dos-feixes-de-luz-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:39","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:39","slug":"a-estetica-dos-feixes-de-luz-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/a-estetica-dos-feixes-de-luz-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"A EST\u00c9TICA DOS FEIXES DE LUZ &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Os jornais trabalham com pautas. Pautas s\u00e3o instru\u00e7\u00f5es da Editoria para, por exemplo, se cobrir um acidente, evento ou intemp\u00e9rie. Os jornais, quase sempre, mandam uma dupla: rep\u00f3rter\/jornalista e fot\u00f3grafo\/rep\u00f3rter. Eles v\u00e3o \u00e0 luta sabendo que o fato jornal\u00edstico \u00e9 tal como o jornal, ef\u00eamero. T\u00eam que ir e voltar correndo. Al\u00e9m disso, se a not\u00edcia interessa a todos os jornais, ganha n\u00e3o o que chega primeiro. Ganha o que fizer a melhor cobertura. A melhor \u00e9 a manchete, chamada ou Not\u00edcia de Primeira P\u00e1gina. Al\u00e9m das grandes letras, s\u00e3o as fotos que induzem o leitor \u00e0 mat\u00e9ria retratada. A palavra retratada, clicada, foi o alvo. Ela \u00e9 instant\u00e2nea, flagrante que o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico conseguiu captar em meio a policiais, curiosos, corpos ou acidentes naturais.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o da Galeria Benficarte em homenagem ao Dia do Rep\u00f3rter Fotogr\u00e1fico de 02 at\u00e9 o dia 15 pr\u00f3ximo, no hor\u00e1rio das 16 \u00e0s 22 horas, \u00e9 evento art\u00edstico\/cultural e um ato de reconhecimento ao valor desses profissionais destemidos, preparados, sutis em suas acuidades capazes de ver\/captar o indiz\u00edvel. N\u00e3o t\u00eam eles o tempo e os recursos dispon\u00edveis de um Sebasti\u00e3o Salgado para criar arte em meio a desastres naturais e trag\u00e9dias. T\u00eam, entretanto, os fundamentos deixados por Cartier-Bresson para a foto-jornalismo na est\u00e9tica moment\u00e2nea, apressada at\u00e9, mesmo que ela agrida \u2013 como den\u00fancia \u2013 os sentidos de quem a v\u00ea nos jornais.<br \/>\nReuniu-se o que h\u00e1 de mais expressivo em fot\u00f3grafos dos jornais O Povo, O Estado e Di\u00e1rio do Nordeste, citados na ordem de seus tempos de exist\u00eancia. Os artistas s\u00e3o em ordem alfab\u00e9tica. Do O Povo: Alcides Freire, Deivyson Teixeira, Edimar Soares, Fco. Fontenele, Gabriel Gon\u00e7alves, Iana Soares, Igor de Melo, Marcus Campos, Mauri Melo, Rafael Cavalcante e Sara Maia; do O Estado: Anderson Santiago, Iratu\u00e3 Freitas, Nayana Melo e Tiago Stille e; do Di\u00e1rio do Nordeste: Alex Costa, Cid Barbosa, Eduardo Queiroz, Jos\u00e9 Leomar, Kid J\u00fanior, Kiko Silva, LC Moreira, Mar\u00edlia Camelo, Miguel Portela, Natinho Rodrigues, Rafa Eleutero, Rodrigo Carvalho, Tuno Vieira, Viviane Pinheiro e Waleska Santiago. Alguns, s\u00e3o veteranos. Outros, maduros. H\u00e1, ainda, jovens de ambos os sexos, que escolheram essa instigante profiss\u00e3o. A todos, um pensamento de Ezra Pound, poeta americano: \u201cToda arte come\u00e7a na insatisfa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (ou na tortura) da solid\u00e3o e da parcialidade\u201d.<br \/>\nAs fotos &#8211; em preto e branco e em cores \u2013 dizem por que est\u00e3o expostas. S\u00e3o distintas, belas e expressivas. Algumas, contundem. Outras, enlevam. Cada uma configura um flagrante, uma representa\u00e7\u00e3o ou infunde no leitor pasmo, \u00eaxtase, inc\u00f4modo, dissabor, revolta ou ades\u00e3o. Cada autor vai tecendo a sua arte pela experi\u00eancia, intui\u00e7\u00e3o, conjuntura, liberdade ou vis\u00e3o. Com as repeti\u00e7\u00f5es das formas obtidas, embora dessemelhantes, tem-se o estilo, a identidade do autor.<br \/>\nParab\u00e9ns a todos. Creiam que esta exposi\u00e7\u00e3o orgulha os que trabalham com a arte e a cultura na Galeria BenficArte. Eles n\u00e3o apenas exp\u00f5em, vivenciam o que mostram. Vale a pena dar uma passada, s\u00e3o 150 fotos do melhor n\u00edvel.<br \/>\nJo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 09\/09\/2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jornais trabalham com pautas. Pautas s\u00e3o instru\u00e7\u00f5es da Editoria para, por exemplo, se cobrir um acidente, evento ou intemp\u00e9rie. Os jornais, quase sempre, mandam uma dupla: rep\u00f3rter\/jornalista e fot\u00f3grafo\/rep\u00f3rter. Eles v\u00e3o \u00e0 luta sabendo que o fato jornal\u00edstico \u00e9 tal como o jornal, ef\u00eamero. T\u00eam que ir e voltar correndo. Al\u00e9m disso, se a not\u00edcia interessa a todos os jornais, ganha n\u00e3o o que chega primeiro. Ganha o que fizer a melhor cobertura. A melhor \u00e9 a manchete, chamada ou Not\u00edcia de Primeira P\u00e1gina. Al\u00e9m das grandes letras, s\u00e3o as fotos que induzem o leitor \u00e0 mat\u00e9ria retratada. A palavra retratada, clicada, foi o alvo. Ela \u00e9 instant\u00e2nea, flagrante que o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico conseguiu captar em meio a policiais, curiosos, corpos ou acidentes naturais.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o da Galeria Benficarte em homenagem ao Dia do Rep\u00f3rter Fotogr\u00e1fico de 02 at\u00e9 o dia 15 pr\u00f3ximo, no hor\u00e1rio das 16 \u00e0s 22 horas, \u00e9 evento art\u00edstico\/cultural e um ato de reconhecimento ao valor desses profissionais destemidos, preparados, sutis em suas acuidades capazes de ver\/captar o indiz\u00edvel. N\u00e3o t\u00eam eles o tempo e os recursos dispon\u00edveis de um Sebasti\u00e3o Salgado para criar arte em meio a desastres naturais e trag\u00e9dias. T\u00eam, entretanto, os fundamentos deixados por Cartier-Bresson para a foto-jornalismo na est\u00e9tica moment\u00e2nea, apressada at\u00e9, mesmo que ela agrida \u2013 como den\u00fancia \u2013 os sentidos de quem a v\u00ea nos jornais.<br \/>\nReuniu-se o que h\u00e1 de mais expressivo em fot\u00f3grafos dos jornais O Povo, O Estado e Di\u00e1rio do Nordeste, citados na ordem de seus tempos de exist\u00eancia. Os artistas s\u00e3o em ordem alfab\u00e9tica. Do O Povo: Alcides Freire, Deivyson Teixeira, Edimar Soares, Fco. Fontenele, Gabriel Gon\u00e7alves, Iana Soares, Igor de Melo, Marcus Campos, Mauri Melo, Rafael Cavalcante e Sara Maia; do O Estado: Anderson Santiago, Iratu\u00e3 Freitas, Nayana Melo e Tiago Stille e; do Di\u00e1rio do Nordeste: Alex Costa, Cid Barbosa, Eduardo Queiroz, Jos\u00e9 Leomar, Kid J\u00fanior, Kiko Silva, LC Moreira, Mar\u00edlia Camelo, Miguel Portela, Natinho Rodrigues, Rafa Eleutero, Rodrigo Carvalho, Tuno Vieira, Viviane Pinheiro e Waleska Santiago. Alguns, s\u00e3o veteranos. Outros, maduros. H\u00e1, ainda, jovens de ambos os sexos, que escolheram essa instigante profiss\u00e3o. A todos, um pensamento de Ezra Pound, poeta americano: \u201cToda arte come\u00e7a na insatisfa\u00e7\u00e3o f\u00edsica (ou na tortura) da solid\u00e3o e da parcialidade\u201d.<br \/>\nAs fotos &#8211; em preto e branco e em cores \u2013 dizem por que est\u00e3o expostas. S\u00e3o distintas, belas e expressivas. Algumas, contundem. Outras, enlevam. Cada uma configura um flagrante, uma representa\u00e7\u00e3o ou infunde no leitor pasmo, \u00eaxtase, inc\u00f4modo, dissabor, revolta ou ades\u00e3o. Cada autor vai tecendo a sua arte pela experi\u00eancia, intui\u00e7\u00e3o, conjuntura, liberdade ou vis\u00e3o. Com as repeti\u00e7\u00f5es das formas obtidas, embora dessemelhantes, tem-se o estilo, a identidade do autor.<br \/>\nParab\u00e9ns a todos. Creiam que esta exposi\u00e7\u00e3o orgulha os que trabalham com a arte e a cultura na Galeria BenficArte. Eles n\u00e3o apenas exp\u00f5em, vivenciam o que mostram. Vale a pena dar uma passada, s\u00e3o 150 fotos do melhor n\u00edvel.<br \/>\nJo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 09\/09\/2011.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}