{"id":3246,"date":"2023-12-21T09:10:41","date_gmt":"2023-12-21T12:10:41","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/dos-pes-a-cabeca-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:41","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:41","slug":"dos-pes-a-cabeca-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/dos-pes-a-cabeca-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"DOS P\u00c9S \u00c0 CABE\u00c7A &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea poder\u00e1 ver, de gra\u00e7a, nesta semana da P\u00e1tria, na Galeria Benficarte, a mostra \u201cDos p\u00e9s \u00e0 cabe\u00e7a\u201d. Nessa exposi\u00e7\u00e3o, a face hist\u00f3rica do Brasil \u00e9 mostrada. Ela come\u00e7a no princ\u00edpio do S\u00e9culo XIX. Nada da face vivida tristemente na Copa do Mundo da \u00c1frica do Sul, meses atr\u00e1s, em que os p\u00e9s dos atletas faziam \u2013 ou n\u00e3o &#8211; a gl\u00f3ria da hist\u00f3ria do esporte de cada pa\u00eds e mexiam com as nossas cabe\u00e7as. O que est\u00e1 posto \u00e9 o nascimento da Na\u00e7\u00e3o brasileira, surgida, na verdade, com a for\u00e7ada vinda da fam\u00edlia real portuguesa, em 1808. Enxotados de Lisboa pela f\u00faria expansionista do Imperador franc\u00eas Napole\u00e3o Bonaparte, que visava o bloqueio continental, a Corte portuguesa veio, pressurosa, abrigar-se na ainda pacata cidade do Rio de Janeiro. O Rio os recebeu com aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o havia aonde alojar tanta gente. O que se fez? Os portugueses foram ocupando o que de melhor existia em im\u00f3veis na cidade, ainda sem esgotos e acanhada.<br \/>\nA vinda da Corte foi o estopim involunt\u00e1rio de toda a fermenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica germinada na cabe\u00e7a dos brasileiros que culminou com a eclos\u00e3o da Independ\u00eancia, em S\u00e3o Paulo, em 07 de setembro de 1822. D. Pedro I, que acabara de ingressar na ma\u00e7onaria, rebelou-se contra a p\u00e1tria-m\u00e3e. \u00c9 isso o que mostramos nessa breve montagem hist\u00f3rica, de forma simples e did\u00e1tica. Germinava, a partir do Grito do Ypiranga, o sentimento nacional ainda em constru\u00e7\u00e3o, dia a dia, por todos os brasileiros.<br \/>\n\u201cDos p\u00e9s \u00e0 cabe\u00e7a\u201d \u00e9 um chamamento \u00e0 raz\u00e3o. \u00c9 tentativa de mostrar a todos a hist\u00f3ria que se edifica com o trabalho, a dignidade de viver, a capacidade de aceitar as adversidades naturais ou criadas por terceiros e dizer que a solu\u00e7\u00e3o dos problemas brasileiros passa pelo uso da raz\u00e3o, a cabe\u00e7a. N\u00e3o as cabe\u00e7as que s\u00f3 pensam no seu entorno, na sua grei. Pelo questionamento dos que nos \u00e9 imposto de todas as formas e m\u00eddias, pelo comprometimento pessoal com o que acontece no Brasil de hoje. Somos todos, mesmo sem querer, dependentes das a\u00e7\u00f5es dos outros. Por esta raz\u00e3o, insistimos: esque\u00e7am um pouco os p\u00e9s. N\u00e3o chutem. Usem a cabe\u00e7a. \u00c9 independ\u00eancia ou morte.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nda Academia Fortalezense de Letras<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 05\/09\/2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea poder\u00e1 ver, de gra\u00e7a, nesta semana da P\u00e1tria, na Galeria Benficarte, a mostra \u201cDos p\u00e9s \u00e0 cabe\u00e7a\u201d. Nessa exposi\u00e7\u00e3o, a face hist\u00f3rica do Brasil \u00e9 mostrada. Ela come\u00e7a no princ\u00edpio do S\u00e9culo XIX. Nada da face vivida tristemente na Copa do Mundo da \u00c1frica do Sul, meses atr\u00e1s, em que os p\u00e9s dos atletas faziam \u2013 ou n\u00e3o &#8211; a gl\u00f3ria da hist\u00f3ria do esporte de cada pa\u00eds e mexiam com as nossas cabe\u00e7as. O que est\u00e1 posto \u00e9 o nascimento da Na\u00e7\u00e3o brasileira, surgida, na verdade, com a for\u00e7ada vinda da fam\u00edlia real portuguesa, em 1808. Enxotados de Lisboa pela f\u00faria expansionista do Imperador franc\u00eas Napole\u00e3o Bonaparte, que visava o bloqueio continental, a Corte portuguesa veio, pressurosa, abrigar-se na ainda pacata cidade do Rio de Janeiro. O Rio os recebeu com aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o havia aonde alojar tanta gente. O que se fez? Os portugueses foram ocupando o que de melhor existia em im\u00f3veis na cidade, ainda sem esgotos e acanhada.<br \/>\nA vinda da Corte foi o estopim involunt\u00e1rio de toda a fermenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica germinada na cabe\u00e7a dos brasileiros que culminou com a eclos\u00e3o da Independ\u00eancia, em S\u00e3o Paulo, em 07 de setembro de 1822. D. Pedro I, que acabara de ingressar na ma\u00e7onaria, rebelou-se contra a p\u00e1tria-m\u00e3e. \u00c9 isso o que mostramos nessa breve montagem hist\u00f3rica, de forma simples e did\u00e1tica. 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