{"id":3250,"date":"2023-12-21T09:10:41","date_gmt":"2023-12-21T12:10:41","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/cinema-espirita-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:41","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:41","slug":"cinema-espirita-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/cinema-espirita-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"CINEMA ESP\u00cdRITA &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Sou cinemeiro inveterado. Vejo filmes na telona todas as semanas. Vi, por exemplo, \u201cNosso Lar\u201d, projeto continuado do jovem cearense Lu\u00eds Eduardo Gir\u00e3o, filho do distante, mas lembrado amigo Clodomir. O primeiro filme dele foi \u201cBezerra de Menezes\u201d, m\u00e9dico benem\u00e9rito e esp\u00edrita. Depois, emendou com \u201cChico Xavier\u201d, famoso m\u00e9dium mineiro, e j\u00e1 tem quase prontos para 2011 \u201c\u00c1rea Q\u201d e \u201cAs m\u00e3es de Chico Xavier\u201d. Lu\u00eds Eduardo criou uma produtora de cinema e artes, a Esta\u00e7\u00e3o Luz, com a qual, em outros projetos, procuro participar colateralmente. O fato \u00e9 que ele mexeu em grande manancial de hist\u00f3rias que rondam o imagin\u00e1rio dos esp\u00edritas em geral e dos muitos crentes e at\u00e9 ateus desse sincr\u00e9tico Brasil. N\u00e3o est\u00e1 em jogo neste alinhavado a qualidade t\u00e9cnica dos filmes, sequer a cren\u00e7a ou descren\u00e7a nessa f\u00e9, que n\u00e3o se v\u00ea como religi\u00e3o. N\u00e3o interessa aqui o que achei da interpreta\u00e7\u00e3o, dos di\u00e1logos ou da fotografia de \u201cNosso Lar\u201d. O manifesto nesta narra\u00e7\u00e3o \u00e9 a coragem do produtor Luiz Eduardo, o atrevimento da sua parceria em \u201cChico Xavier\u201d com o cineasta Daniel Filho que, diga-se de passagem, ficou com a parte do le\u00e3o na divis\u00e3o dos resultados. V\u00e3o dizer que Luiz Eduardo n\u00e3o \u00e9 cineasta. Mas \u00e9, pelo menos, destemido descobridor de uma segmenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que foge da viol\u00eancia urbana, do intimismo capenga, do humor escrachado ou da pobreza da caatinga. Seu \u00eaxito passa pela divulga\u00e7\u00e3o em revistas nacionais, jornais do Rio e paulistas em raz\u00e3o do p\u00fablico alcan\u00e7ado de um milh\u00e3o de pessoas que saiu de suas casas e entrou em 453 salas de cinema espalhadas em todo o Brasil, em menos de um m\u00eas. A pr\u00f3pria revista \u201cVeja\u201d procura, em v\u00e3o, filosofar sobre cren\u00e7as e, sem muita convic\u00e7\u00e3o mistura Shakespeare, o m\u00e1gico canadense James Randi, os evangelistas, o Cor\u00e3o, o Budismo e at\u00e9 Madonna, entre outros. Tudo isso reunido apenas porque Luiz Eduardo teve a coragem de mudar pressupostos, investir os pr\u00f3prios recursos e ter f\u00e9 no trabalho, sempre cercado de razo\u00e1veis profissionais, criando um paradoxo. Jean Cocteau, artista e cineasta franc\u00eas, falecido em 63, dizia que \u201cas cr\u00edticas julgam as obras e n\u00e3o sabem que s\u00e3o julgados por elas\u201d. O p\u00fablico escolhe.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 19\/09\/2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou cinemeiro inveterado. Vejo filmes na telona todas as semanas. 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N\u00e3o interessa aqui o que achei da interpreta\u00e7\u00e3o, dos di\u00e1logos ou da fotografia de \u201cNosso Lar\u201d. O manifesto nesta narra\u00e7\u00e3o \u00e9 a coragem do produtor Luiz Eduardo, o atrevimento da sua parceria em \u201cChico Xavier\u201d com o cineasta Daniel Filho que, diga-se de passagem, ficou com a parte do le\u00e3o na divis\u00e3o dos resultados. V\u00e3o dizer que Luiz Eduardo n\u00e3o \u00e9 cineasta. Mas \u00e9, pelo menos, destemido descobridor de uma segmenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que foge da viol\u00eancia urbana, do intimismo capenga, do humor escrachado ou da pobreza da caatinga. Seu \u00eaxito passa pela divulga\u00e7\u00e3o em revistas nacionais, jornais do Rio e paulistas em raz\u00e3o do p\u00fablico alcan\u00e7ado de um milh\u00e3o de pessoas que saiu de suas casas e entrou em 453 salas de cinema espalhadas em todo o Brasil, em menos de um m\u00eas. 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O p\u00fablico escolhe.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 19\/09\/2010.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}