{"id":3286,"date":"2023-12-21T09:10:42","date_gmt":"2023-12-21T12:10:42","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/robinho-e-outros-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:42","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:42","slug":"robinho-e-outros-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/robinho-e-outros-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"ROBINHO E OUTROS &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>A revista Veja, edi\u00e7\u00e3o de 04 de fevereiro de 2009, trouxe uma longa reportagem sobre o comportamento de atletas que, nascidos pobres, alcan\u00e7am sucesso e fortuna no come\u00e7o da sua vintena de anos. A partir da\u00ed, suas cabe\u00e7as entram em parafuso e come\u00e7am a aprontar. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os que alcan\u00e7am sucesso e fortuna que se metem em enrascadas. Todos os dias, em emissoras de r\u00e1dios e de televis\u00e3o do Brasil, s\u00e3o in\u00fameros os programas policiais que contam casos de estupros, brigas em festas, mortes de c\u00f4njuges, assaltos, sequestros, assassinatos, roubos etc. O que h\u00e1, no caso dos atletas, \u00e9 a sua superexposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00eddia e a voracidade de certa imprensa e de pessoas \u00e1vidas por fama, dinheiro e sensacionalismo. Os mostrados em programas policiais s\u00e3o os delinquentes ou s\u00e3o pessoas do povo, todos tratados sem muito escr\u00fapulo para um p\u00fablico cativo, sequioso por desgra\u00e7as, esc\u00e2ndalos e l\u00e1grimas. Vale lembrar ainda que h\u00e1 muitos cantores, atletas e artistas brasileiros que t\u00eam filhos pelo Brasil e mundo afora. Ap\u00f3s os shows e jogos, ca\u00edam na gandaia e transavam com as f\u00e3s. N\u00e3o havia ainda a preocupa\u00e7\u00e3o com preservativos, pois a Aids n\u00e3o existia. Tampouco se falava de exame de DNA. Posteriormente, foram aparecendo filhos n\u00e3o desejados, frutos de rela\u00e7\u00f5es ocasionais e, em alguns casos, de m\u00fatuas inexperi\u00eancias ou irresponsabilidades dos envolvidos. As mulheres, sempre tratadas como v\u00edtimas, apareciam chorosas em programas de televis\u00e3o e r\u00e1dio, mostrando os filhos nascidos e o descaso do \u201cpai desnaturado\u201d. N\u00e3o faltavam \u2013 e n\u00e3o faltam &#8211; advogados para defend\u00ea-las e, passado o tempo, surge o DNA, para configurar ou n\u00e3o a paternidade. N\u00e3o h\u00e1 como defender pessoas que, no seu ju\u00edzo perfeito ou mesmo em baladas, se envolvem com mulheres que n\u00e3o conhecem bem e por quem n\u00e3o t\u00eam nada, al\u00e9m da circunstancial atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Entretanto, n\u00e3o se pode demonizar essas pessoas que apenas se imaginavam desejadas e n\u00e3o conjeturavam a armadilha da gravidez. Voltando ao come\u00e7o, \u00e9 preciso que a m\u00eddia, seja brasileira ou estrangeira, acabe com o sensacionalismo barato que envolve celebridades ou n\u00e3o. Quem sabe se o tempo utilizado nesses programas ou reportagens poderia ser mais bem aproveitado com outros temas?<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 13\/02\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista Veja, edi\u00e7\u00e3o de 04 de fevereiro de 2009, trouxe uma longa reportagem sobre o comportamento de atletas que, nascidos pobres, alcan\u00e7am sucesso e fortuna no come\u00e7o da sua vintena de anos. A partir da\u00ed, suas cabe\u00e7as entram em parafuso e come\u00e7am a aprontar. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os que alcan\u00e7am sucesso e fortuna que se metem em enrascadas. Todos os dias, em emissoras de r\u00e1dios e de televis\u00e3o do Brasil, s\u00e3o in\u00fameros os programas policiais que contam casos de estupros, brigas em festas, mortes de c\u00f4njuges, assaltos, sequestros, assassinatos, roubos etc. O que h\u00e1, no caso dos atletas, \u00e9 a sua superexposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00eddia e a voracidade de certa imprensa e de pessoas \u00e1vidas por fama, dinheiro e sensacionalismo. Os mostrados em programas policiais s\u00e3o os delinquentes ou s\u00e3o pessoas do povo, todos tratados sem muito escr\u00fapulo para um p\u00fablico cativo, sequioso por desgra\u00e7as, esc\u00e2ndalos e l\u00e1grimas. Vale lembrar ainda que h\u00e1 muitos cantores, atletas e artistas brasileiros que t\u00eam filhos pelo Brasil e mundo afora. Ap\u00f3s os shows e jogos, ca\u00edam na gandaia e transavam com as f\u00e3s. N\u00e3o havia ainda a preocupa\u00e7\u00e3o com preservativos, pois a Aids n\u00e3o existia. Tampouco se falava de exame de DNA. Posteriormente, foram aparecendo filhos n\u00e3o desejados, frutos de rela\u00e7\u00f5es ocasionais e, em alguns casos, de m\u00fatuas inexperi\u00eancias ou irresponsabilidades dos envolvidos. As mulheres, sempre tratadas como v\u00edtimas, apareciam chorosas em programas de televis\u00e3o e r\u00e1dio, mostrando os filhos nascidos e o descaso do \u201cpai desnaturado\u201d. N\u00e3o faltavam \u2013 e n\u00e3o faltam &#8211; advogados para defend\u00ea-las e, passado o tempo, surge o DNA, para configurar ou n\u00e3o a paternidade. N\u00e3o h\u00e1 como defender pessoas que, no seu ju\u00edzo perfeito ou mesmo em baladas, se envolvem com mulheres que n\u00e3o conhecem bem e por quem n\u00e3o t\u00eam nada, al\u00e9m da circunstancial atra\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Entretanto, n\u00e3o se pode demonizar essas pessoas que apenas se imaginavam desejadas e n\u00e3o conjeturavam a armadilha da gravidez. 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Quem sabe se o tempo utilizado nesses programas ou reportagens poderia ser mais bem aproveitado com outros temas?<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 13\/02\/2009.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3286","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3286\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}