{"id":3288,"date":"2023-12-21T09:10:42","date_gmt":"2023-12-21T12:10:42","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/cinema-e-cultura-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:42","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:42","slug":"cinema-e-cultura-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/cinema-e-cultura-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"CINEMA E CULTURA &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>A Academia Fortalezense de Letras est\u00e1 tentando levantar a discuss\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o do cinema com o cultura. N\u00e3o h\u00e1 nada de novo sobre o tema, mas apostaremos em uma abordagem diferente e atualizada. N\u00e3o ser\u00e1 preciso enumerar a quantidade de cl\u00e1ssicos da literatura nacional e internacional que foram adaptados para o cinema. Uns, com \u00eaxitos de bilheteria. Outros, nem tanto. N\u00e3o importa. O que vale \u00e9 a revisita \u00e0s obras e aos autores que ser\u00e3o apresentados. Escolhemos ouvir, para iniciar a discuss\u00e3o na noite de ontem, a opini\u00e3o do professor universit\u00e1rio e cr\u00edtico de cinema Luiz Geraldo Bezerra de Miranda Le\u00e3o, uma das autoridades no assunto no Brasil, com livros publicados. Ele tem cultura lingu\u00edstica e longo conhecimento de cin\u00e9filo para abrir essa s\u00e9rie que, acreditamos, constar\u00e1 da apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; aberta ao p\u00fablico &#8211; de filmes, precedidos ou seguidos de debates. E esses debates n\u00e3o ocorrer\u00e3o de forma aleat\u00f3ria, mas no intento de trazer novos p\u00fablicos \u00e0s academias, difundir a cultura e oferecer uma vis\u00e3o cr\u00edtica do autor e sua obra e da teoria e est\u00e9tica dos filmes. Ao mesmo tempo, servir\u00e1 para mostrar que aceitamos que a cultura \u00e9 tamb\u00e9m o conhecimento sedimentado, mas vivemos no hoje e podemos nos valer dos recursos \u00e1udios-visuais para democratizar o saber que temos ou podemos adquirir. Vale, por oportuno, destacar que a Academia Brasileira de Letras, na gest\u00e3o do Acad\u00eamico Marcos Vin\u00edcios Vila\u00e7a, realizou uma s\u00e9rie de semin\u00e1rios e confer\u00eancias sobre as rela\u00e7\u00f5es da cultura com a culin\u00e1ria, a moda, a cultura popular, a m\u00fasica popular, a ci\u00eancia, a arquitetura, o urbanismo e a arte. Estamos, sem imita\u00e7\u00f5es, em boa companhia e abertos a associa\u00e7\u00f5es com a Secretaria de Cultura, academias, cine-clubes e entidades nas discuss\u00f5es e pr\u00e1tica. Inclusive, quem sabe, levantando alternativas locais ou regionais para o que se convencionou chamar de \u201cfavela movie\u201d. Um exemplo disso est\u00e1 a\u00ed nas telas, o filme anglo-indiano \u201cQuem Quer Ser Um milion\u00e1rio?\u201d, dirigido por Danny Boyle que conseguiu vencer o Oscar de 2009, na categoria de melhor filme. Ao contr\u00e1rio do brasileiro \u201cCidade de Deus\u201d, em que notoriamente se inspirou, procurou uma solu\u00e7\u00e3o, talvez m\u00e1gica, mas com encadeamento luminoso, sem deixar de ser um filme-den\u00fancia da pobreza na \u00cdndia, por\u00e9m com leveza e at\u00e9 alegria em meio a dramas pessoais e estruturais. A atual vis\u00e3o brasileira de cinematografia e est\u00e9tica sobre as mazelas das favelas, feita quase sempre por diretores ricos, passeia pela quase-den\u00fancia e fica s\u00f3 nisso, sem trazer esperan\u00e7a que alimente os que vivem o drama narrado e qui\u00e7\u00e1 um pouco de prazer, por que n\u00e3o, aos que se deslocam- pagando ingresso &#8211; \u00e0s salas de cinema. Acrescente-se que, na sa\u00edda, estar\u00e3o l\u00e1 os \u201cguardadores\u201d de carros e os trombadinhas. Mas isso \u00e9 outro filme.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 27\/02\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Academia Fortalezense de Letras est\u00e1 tentando levantar a discuss\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o do cinema com o cultura. N\u00e3o h\u00e1 nada de novo sobre o tema, mas apostaremos em uma abordagem diferente e atualizada. N\u00e3o ser\u00e1 preciso enumerar a quantidade de cl\u00e1ssicos da literatura nacional e internacional que foram adaptados para o cinema. Uns, com \u00eaxitos de bilheteria. Outros, nem tanto. N\u00e3o importa. O que vale \u00e9 a revisita \u00e0s obras e aos autores que ser\u00e3o apresentados. Escolhemos ouvir, para iniciar a discuss\u00e3o na noite de ontem, a opini\u00e3o do professor universit\u00e1rio e cr\u00edtico de cinema Luiz Geraldo Bezerra de Miranda Le\u00e3o, uma das autoridades no assunto no Brasil, com livros publicados. Ele tem cultura lingu\u00edstica e longo conhecimento de cin\u00e9filo para abrir essa s\u00e9rie que, acreditamos, constar\u00e1 da apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; aberta ao p\u00fablico &#8211; de filmes, precedidos ou seguidos de debates. E esses debates n\u00e3o ocorrer\u00e3o de forma aleat\u00f3ria, mas no intento de trazer novos p\u00fablicos \u00e0s academias, difundir a cultura e oferecer uma vis\u00e3o cr\u00edtica do autor e sua obra e da teoria e est\u00e9tica dos filmes. Ao mesmo tempo, servir\u00e1 para mostrar que aceitamos que a cultura \u00e9 tamb\u00e9m o conhecimento sedimentado, mas vivemos no hoje e podemos nos valer dos recursos \u00e1udios-visuais para democratizar o saber que temos ou podemos adquirir. Vale, por oportuno, destacar que a Academia Brasileira de Letras, na gest\u00e3o do Acad\u00eamico Marcos Vin\u00edcios Vila\u00e7a, realizou uma s\u00e9rie de semin\u00e1rios e confer\u00eancias sobre as rela\u00e7\u00f5es da cultura com a culin\u00e1ria, a moda, a cultura popular, a m\u00fasica popular, a ci\u00eancia, a arquitetura, o urbanismo e a arte. Estamos, sem imita\u00e7\u00f5es, em boa companhia e abertos a associa\u00e7\u00f5es com a Secretaria de Cultura, academias, cine-clubes e entidades nas discuss\u00f5es e pr\u00e1tica. Inclusive, quem sabe, levantando alternativas locais ou regionais para o que se convencionou chamar de \u201cfavela movie\u201d. Um exemplo disso est\u00e1 a\u00ed nas telas, o filme anglo-indiano \u201cQuem Quer Ser Um milion\u00e1rio?\u201d, dirigido por Danny Boyle que conseguiu vencer o Oscar de 2009, na categoria de melhor filme. 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