{"id":3309,"date":"2023-12-21T09:10:43","date_gmt":"2023-12-21T12:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/historia-do-dia-das-maes-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:43","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:43","slug":"historia-do-dia-das-maes-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/historia-do-dia-das-maes-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIA DO DIA DAS M\u00c3ES &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma ila\u00e7\u00e3o entre o Dia das M\u00e3es e a pieguice. Agora, nestes tempos, n\u00e3o h\u00e1 como ser piegas. A m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais a mulher com 30 dias de resguardo, e se contentando em procriar, fiar e cuidar da casa. A m\u00e3e de hoje \u00e9 algu\u00e9m preocupada com os filhos colocados no mundo. Ciosa de suas crias trabalha tal qual o companheiro e acompanha o desenvolvimento dos filhos. Procura entender suas ang\u00fastias, car\u00eancias e dificuldades em obter \u00eaxito profissional. No tempo restante, cuida de si e de sua vida afetiva. A hist\u00f3ria do Dia das M\u00e3es remonta \u00e0 mitologia grega e passa por Rhea, m\u00e3e dos Deuses, em nome de quem era celebrada festa na entrada da primavera. S\u00e9culos se passaram at\u00e9 a Inglaterra, s\u00e9culo XVII, antes da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, quando todos trabalhavam sete dias por semana. Concedia-se, ent\u00e3o, \u00e0s oper\u00e1rias brit\u00e2nicas uma folga dominical, no quarto domingo da Quaresma, para ficarem em casa com suas m\u00e3es ou seus filhos. Esse dia, chamado de \u201cmothering day\u201d, a celebra\u00e7\u00e3o com um bolo da m\u00e3e, o \u201cmothering cake\u201d, para torna-lo mais festivo. Pulamos para o s\u00e9culo XX e estamos nos Estados Unidos com a tristeza de Ana Jarvis, moradora da Virg\u00ednia Ocidental, ao perder sua m\u00e3e, em 1905, e cair em depress\u00e3o. As amigas inventaram, para alegr\u00e1-la, uma festa para homenagear a sua m\u00e3e. Refeita do mal passageiro, Ana resolveu estender a todas as m\u00e3es a festa preparada para a sua. E usava o cravo branco como o s\u00edmbolo da maternidade. Assim, passou a lutar pela institui\u00e7\u00e3o oficial do Dia das M\u00e3es, conseguido em 1910, em seu Estado, e em 1914, por ato do presidente Woodrow Wilson, foi definido segundo domingo de maio como a data oficial nacional. O estranho nessa hist\u00f3ria: Ana Jarvis nunca conseguiu ser m\u00e3e. O cravo virou travo. No Brasil, em 1932, o presidente Vargas instituiu a mesma data m\u00f3vel para celebrar a m\u00e3e. Hoje, n\u00e3o se louva mais a m\u00e3e pela simples maternidade, mas pelo \u00eaxito na cria\u00e7\u00e3o de seus filhos: prepar\u00e1-los para o mundo com dificuldades e amea\u00e7as reais como drogas, estudos, competitividade, desemprego, sexualidade solta e casamentos descart\u00e1veis. M\u00e3e \u00e9 of\u00edcio perene de dif\u00edcil aprendizado na pele da vida.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 10\/05\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma ila\u00e7\u00e3o entre o Dia das M\u00e3es e a pieguice. Agora, nestes tempos, n\u00e3o h\u00e1 como ser piegas. A m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 mais a mulher com 30 dias de resguardo, e se contentando em procriar, fiar e cuidar da casa. A m\u00e3e de hoje \u00e9 algu\u00e9m preocupada com os filhos colocados no mundo. Ciosa de suas crias trabalha tal qual o companheiro e acompanha o desenvolvimento dos filhos. 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