{"id":3330,"date":"2023-12-21T09:10:43","date_gmt":"2023-12-21T12:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/bibliofilos-25-anos-depois-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:43","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:43","slug":"bibliofilos-25-anos-depois-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/bibliofilos-25-anos-depois-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"BIBLI\u00d3FILOS :25 ANOS DEPOIS &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Bibli\u00f3filos s\u00e3o seres estranhos no mundo p\u00f3s-moderno. Apegam-se a capas e conte\u00fado de folhas amarelecidas pelo tempo e, pouco a pouco, se tornam cativos dos livros. Bibli\u00f3filos n\u00e3o s\u00e3o ruidosos. Por excel\u00eancia, devem ser aquietados ao trilharem a ainda n\u00e3o bem entendida e definida tarefa de amar e cuidar de livros, especialmente os preciosos, antigos e raros. Mas o que \u00e9 livro raro? Pergunta dif\u00edcil. Nem todo livro antigo \u00e9 raro. Tampouco, quando apenas s\u00f3 existe um exemplar dele. Ana Virg\u00ednia Pinheiro, no \u201cGloss\u00e1rio de Codicologia e documenta\u00e7\u00e3o\u201d e em \u201cQue \u00e9 livro raro\u201d, diz: \u201cAntiguidade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de raridade, nem garante o m\u00e9rito de um livro&#8230; A no\u00e7\u00e3o de raridade bibliogr\u00e1fica envolve tantos valores e circunst\u00e2ncias que \u00e9 necess\u00e1rio formalizar uma metodologia para organizar esse conhecimento. O primeiro passo est\u00e1 em por em confronto os conceitos de raro, \u00fanico e precioso\u201d. Jos\u00e9 Castello, em artigo publicado na revista Isto \u00c9, de 12 de novembro de 1997, fala sobre a rela\u00e7\u00e3o entre leitores e livros. A primeira ideia \u00e9 imaginar que poderemos ler mais do que \u00e9 humanamente capaz. Depois, desejamos ter em m\u00e3os, cuidados e ordenados, as obras dos autores que apreciamos. Finalmente, surge o interesse pelas primeiras edi\u00e7\u00f5es, ou seja, a inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 bibliofilia. Este artigo \u00e9 dedicado a uma entidade da qual tenho o prazer de fazer parte, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bibli\u00f3filos, a mais antiga institui\u00e7\u00e3o do g\u00eanero do Brasil, que est\u00e1 comemorando, nesta data, os seus 25 anos de funda\u00e7\u00e3o e o ingresso de quatro novos s\u00f3cios, Francisco Pinheiro, H\u00e9lio Leit\u00e3o, Ingrid Schwamborn e Ubiratan Aguiar. Sejam bem-vindos. Seus nomes enriquecem o quadro social da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bibli\u00f3filos, composta por membros curiosos, diletantes, cultos e ilustres e presidida por um dos mais atuantes bibli\u00f3filos do pa\u00eds, Jos\u00e9 Augusto Bezerra. Concluo. E o fa\u00e7o com frase do maior bibli\u00f3filo brasileiro, o empres\u00e1rio, acad\u00eamico e apaixonado por livros, Jos\u00e9 Mindlin: \u201cNum mundo em que o livro deixasse de existir, eu n\u00e3o gostaria de viver.\u201d <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 24\/07\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bibli\u00f3filos s\u00e3o seres estranhos no mundo p\u00f3s-moderno. Apegam-se a capas e conte\u00fado de folhas amarelecidas pelo tempo e, pouco a pouco, se tornam cativos dos livros. Bibli\u00f3filos n\u00e3o s\u00e3o ruidosos. Por excel\u00eancia, devem ser aquietados ao trilharem a ainda n\u00e3o bem entendida e definida tarefa de amar e cuidar de livros, especialmente os preciosos, antigos e raros. Mas o que \u00e9 livro raro? Pergunta dif\u00edcil. Nem todo livro antigo \u00e9 raro. Tampouco, quando apenas s\u00f3 existe um exemplar dele. Ana Virg\u00ednia Pinheiro, no \u201cGloss\u00e1rio de Codicologia e documenta\u00e7\u00e3o\u201d e em \u201cQue \u00e9 livro raro\u201d, diz: \u201cAntiguidade n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de raridade, nem garante o m\u00e9rito de um livro&#8230; A no\u00e7\u00e3o de raridade bibliogr\u00e1fica envolve tantos valores e circunst\u00e2ncias que \u00e9 necess\u00e1rio formalizar uma metodologia para organizar esse conhecimento. O primeiro passo est\u00e1 em por em confronto os conceitos de raro, \u00fanico e precioso\u201d. Jos\u00e9 Castello, em artigo publicado na revista Isto \u00c9, de 12 de novembro de 1997, fala sobre a rela\u00e7\u00e3o entre leitores e livros. A primeira ideia \u00e9 imaginar que poderemos ler mais do que \u00e9 humanamente capaz. Depois, desejamos ter em m\u00e3os, cuidados e ordenados, as obras dos autores que apreciamos. Finalmente, surge o interesse pelas primeiras edi\u00e7\u00f5es, ou seja, a inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 bibliofilia. Este artigo \u00e9 dedicado a uma entidade da qual tenho o prazer de fazer parte, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bibli\u00f3filos, a mais antiga institui\u00e7\u00e3o do g\u00eanero do Brasil, que est\u00e1 comemorando, nesta data, os seus 25 anos de funda\u00e7\u00e3o e o ingresso de quatro novos s\u00f3cios, Francisco Pinheiro, H\u00e9lio Leit\u00e3o, Ingrid Schwamborn e Ubiratan Aguiar. Sejam bem-vindos. Seus nomes enriquecem o quadro social da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bibli\u00f3filos, composta por membros curiosos, diletantes, cultos e ilustres e presidida por um dos mais atuantes bibli\u00f3filos do pa\u00eds, Jos\u00e9 Augusto Bezerra. Concluo. E o fa\u00e7o com frase do maior bibli\u00f3filo brasileiro, o empres\u00e1rio, acad\u00eamico e apaixonado por livros, Jos\u00e9 Mindlin: \u201cNum mundo em que o livro deixasse de existir, eu n\u00e3o gostaria de viver.\u201d <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 24\/07\/2009.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3330","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3330\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}