{"id":3342,"date":"2023-12-21T09:10:43","date_gmt":"2023-12-21T12:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/administradores-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:43","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:43","slug":"administradores-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/administradores-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"ADMINISTRADORES &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Este artigo \u00e9 um tributo a todos os administradores profissionais. E o fa\u00e7o em reconhecimento ao Conselho Regional de Administra\u00e7\u00e3o, na pessoa do seu presidente, Reginaldo Oliveira, e ao Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Cear\u00e1, Domingos Aguiar, autores de proposta de uma Sess\u00e3o Especial em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Administrador. Nela, elegeram cinco nomes como representantes essenciais da classe dos administradores. Os eleitos: Carlos Gualter Lucena, gestor de grupo de empresas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os; Ernesto Sab\u00f3ia, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios; Beto Studart, controlador das muitas empresas que constituem o grupo BS; S\u00e9rgio Henrique Forte, superintendente de banco regional e a mim, o escrevinhador deste artigo. De surpresa, fui indicado para falar em nome de todos os homenageados. O fiz, na medida do improviso, louvando a cada um dos eleitos. Quanto \u00e0 minha escolha, referi que ela se devia ao fato de ser integrante da Turma Pioneira da Escola de Administra\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1, a que deu origem a tudo o que veio depois. Estudamos ao tempo da divis\u00e3o da ci\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o em cl\u00e1ssica e cient\u00edfica. A cl\u00e1ssica era a do Fayol e a cient\u00edfica era a do Taylor. Hoje, nestes tempos inform\u00e1ticos e p\u00f3s-moderno, em que as refer\u00eancias acad\u00eamicas e de gest\u00e3o s\u00e3o outras pela raz\u00e3o de que existem sistemas gerenciais para tudo, o que pode um administrador fazer? Ainda imagino que um administrador deve ter lideran\u00e7a. Ao mesmo tempo, precisa saber planejar, capacidade para dirigir pessoas, organiza\u00e7\u00e3o, assessoria, informa\u00e7\u00f5es \u201cup-to-date\u201d, e gerir um or\u00e7amento a definir fontes e usos. N\u00e3o pode deixar de ser criativo, mas n\u00e3o deve ficar s\u00f3 com o que aprendeu na faculdade ou nesses Mbas da vida. \u00c9 bom saber l\u00ednguas e ter conhecimento m\u00faltiplo. Isso \u00e9 o residual a ficar depois de nos esquecemos de parte do que aprendemos. Para ser atual, deve ter um \u201ccore-business\u201d e \u201ctarget\u201d. Os professores de administra\u00e7\u00e3o adoram palavras em ingl\u00eas. Core-business \u00e9 o foco da empresa, do neg\u00f3cio ou da sua vida. Target \u00e9 o seu objetivo, aquilo a que voc\u00ea se prop\u00f5e a ser como pessoa, dirigente de empresa ou gestor p\u00fablico. O que sabemos vai abrindo a nossa cabe\u00e7a para a vida. \u00c9 bom andar pelo mundo afora e gostar de gente. No duro, no duro mesmo, aprendemos a administrar na marra, na pancada, acordando cedo, lendo, estudando caso a caso, dormindo tarde, dando exemplos. Mas, apesar disso, n\u00e3o h\u00e1 escola que nos ensine a identificar caloteiros, especialmente os bem vestidos, de fala mansa e enturmados. Assim, sempre \u00e9 bom ter cuidado com pessoas que s\u00f3 d\u00e3o import\u00e2ncia \u00e0s apar\u00eancias e se encastelam em institui\u00e7\u00f5es sem legitimidade, usando artif\u00edcios e chicanas. Precisamos falar e agir do jeito que somos. N\u00e3o se deve ter medo de errar, tampouco de dizer o que sentimos e sabemos. Cremos que o que vale mesmo \u00e9 a nossa garra, a determina\u00e7\u00e3o e a capacidade de ficar \u00e0 tona quando todos nos puxam para baixo. O mundo \u00e9 um macro sistema em que perdura a incerteza. Os cen\u00e1rios s\u00e3o sempre de competitividade, da\u00ed precisarmos fazer o que sabemos com honestidade, qualidade e produtividade. Crie, sem medo, um manual de sobreviv\u00eancia para voc\u00ea: saia de perto de gente desonesta, invejosa, f\u00fatil e desagrad\u00e1vel. Respeite os seus valores essenciais. Arme-se de coragem, pois h\u00e1 dias em que o mundo parece que vai desabar. Desaba n\u00e3o, desde que as suas funda\u00e7\u00f5es, na linguagem da engenharia, tenham sido bem-feitas. Ou, na linguagem dos economistas, voc\u00ea tenha fundamentos, isto \u00e9, que seu aprendizado tenha sido de verdade e n\u00e3o pare de aprender com seus pr\u00f3prios erros. Pais morrem, dinheiro acaba, mas o conhecimento fica com voc\u00ea at\u00e9 \u00e0 morte.<br \/>\nJo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 11\/09\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo \u00e9 um tributo a todos os administradores profissionais. E o fa\u00e7o em reconhecimento ao Conselho Regional de Administra\u00e7\u00e3o, na pessoa do seu presidente, Reginaldo Oliveira, e ao Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Cear\u00e1, Domingos Aguiar, autores de proposta de uma Sess\u00e3o Especial em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Administrador. Nela, elegeram cinco nomes como representantes essenciais da classe dos administradores. Os eleitos: Carlos Gualter Lucena, gestor de grupo de empresas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os; Ernesto Sab\u00f3ia, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas dos Munic\u00edpios; Beto Studart, controlador das muitas empresas que constituem o grupo BS; S\u00e9rgio Henrique Forte, superintendente de banco regional e a mim, o escrevinhador deste artigo. De surpresa, fui indicado para falar em nome de todos os homenageados. O fiz, na medida do improviso, louvando a cada um dos eleitos. Quanto \u00e0 minha escolha, referi que ela se devia ao fato de ser integrante da Turma Pioneira da Escola de Administra\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1, a que deu origem a tudo o que veio depois. Estudamos ao tempo da divis\u00e3o da ci\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o em cl\u00e1ssica e cient\u00edfica. A cl\u00e1ssica era a do Fayol e a cient\u00edfica era a do Taylor. Hoje, nestes tempos inform\u00e1ticos e p\u00f3s-moderno, em que as refer\u00eancias acad\u00eamicas e de gest\u00e3o s\u00e3o outras pela raz\u00e3o de que existem sistemas gerenciais para tudo, o que pode um administrador fazer? Ainda imagino que um administrador deve ter lideran\u00e7a. Ao mesmo tempo, precisa saber planejar, capacidade para dirigir pessoas, organiza\u00e7\u00e3o, assessoria, informa\u00e7\u00f5es \u201cup-to-date\u201d, e gerir um or\u00e7amento a definir fontes e usos. N\u00e3o pode deixar de ser criativo, mas n\u00e3o deve ficar s\u00f3 com o que aprendeu na faculdade ou nesses Mbas da vida. \u00c9 bom saber l\u00ednguas e ter conhecimento m\u00faltiplo. Isso \u00e9 o residual a ficar depois de nos esquecemos de parte do que aprendemos. Para ser atual, deve ter um \u201ccore-business\u201d e \u201ctarget\u201d. Os professores de administra\u00e7\u00e3o adoram palavras em ingl\u00eas. Core-business \u00e9 o foco da empresa, do neg\u00f3cio ou da sua vida. Target \u00e9 o seu objetivo, aquilo a que voc\u00ea se prop\u00f5e a ser como pessoa, dirigente de empresa ou gestor p\u00fablico. O que sabemos vai abrindo a nossa cabe\u00e7a para a vida. \u00c9 bom andar pelo mundo afora e gostar de gente. No duro, no duro mesmo, aprendemos a administrar na marra, na pancada, acordando cedo, lendo, estudando caso a caso, dormindo tarde, dando exemplos. Mas, apesar disso, n\u00e3o h\u00e1 escola que nos ensine a identificar caloteiros, especialmente os bem vestidos, de fala mansa e enturmados. Assim, sempre \u00e9 bom ter cuidado com pessoas que s\u00f3 d\u00e3o import\u00e2ncia \u00e0s apar\u00eancias e se encastelam em institui\u00e7\u00f5es sem legitimidade, usando artif\u00edcios e chicanas. Precisamos falar e agir do jeito que somos. N\u00e3o se deve ter medo de errar, tampouco de dizer o que sentimos e sabemos. Cremos que o que vale mesmo \u00e9 a nossa garra, a determina\u00e7\u00e3o e a capacidade de ficar \u00e0 tona quando todos nos puxam para baixo. O mundo \u00e9 um macro sistema em que perdura a incerteza. Os cen\u00e1rios s\u00e3o sempre de competitividade, da\u00ed precisarmos fazer o que sabemos com honestidade, qualidade e produtividade. Crie, sem medo, um manual de sobreviv\u00eancia para voc\u00ea: saia de perto de gente desonesta, invejosa, f\u00fatil e desagrad\u00e1vel. Respeite os seus valores essenciais. Arme-se de coragem, pois h\u00e1 dias em que o mundo parece que vai desabar. Desaba n\u00e3o, desde que as suas funda\u00e7\u00f5es, na linguagem da engenharia, tenham sido bem-feitas. Ou, na linguagem dos economistas, voc\u00ea tenha fundamentos, isto \u00e9, que seu aprendizado tenha sido de verdade e n\u00e3o pare de aprender com seus pr\u00f3prios erros. 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